Boletim da saúde aponta cenário de queda nas doenças respiratórias
Redução nas internações relacionados às síndromes gripais é observada, mas vírus respiratórios continuam circulando no município
O novo boletim informativo sobre Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aponta que as doenças respiratórias permanecem em queda em Londrina. Apesar da redução, ainda há circulação dos vírus Influenza A e B, Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus, Metapneumovírus e Adenovírus. O informativo é divulgado semanalmente pela Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Na semana epidemiológica 30, referente ao período de 26 de julho a 1º de agosto, os dados preliminares apontam que foram registrados 19 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com necessidade de internação, sendo dez em adultos e nove em crianças de até 12 anos. O número representa uma redução de 20% em relação à semana anterior, quando foram registradas 24 internações entre adultos e crianças.
Com relação aos óbitos, foram contabilizados neste ano 34 por SRAG, sendo 12 por influenza, seis por VSR e 16 sem identificação do agente causador.
O boletim também apresenta os dados sobre as assistências na rede municipal de saúde. O Pronto Atendimento Infantil (PAI), referência municipal para urgências e emergências pediátricas, contabilizou 1.956 atendimentos na última semana. Desse total, 711 foram relacionados a casos de Síndrome Gripal, o que representa 36% dos atendimentos pediátricos de urgência.

Já as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Sabará e Centro, os Prontos Atendimentos (PAs) do União da Vitória, Leonor e Maria Cecília, somaram 13.343 atendimentos no mesmo período. Entre eles, 1.670 estiveram associados a síndromes gripais, representando 12% dos atendimentos em adultos.
A cobertura vacinal contra a gripe entre os grupos prioritários (idosos, gestantes e crianças) está em 59%, abaixo da meta de 90% estabelecida pelas autoridades de saúde. Entre os idosos, a cobertura é de 60%; entre as crianças, 45%; e entre as gestantes, o número de mulheres vacinadas superou a estimativa inicial da população-alvo, resultando em uma cobertura vacinal de 135%.
A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, destacou que embora ainda haja a circulação de diversos vírus no município, observa-se uma redução nas internações e nos atendimentos nos serviços de saúde. “Ainda não podemos dizer que a situação seja de tranquilidade. O monitoramento continua sendo realizado semanalmente, de forma rigorosa, e reforçamos as medidas de prevenção e proteção, principalmente a vacinação. Recomendamos que, prioritariamente, as pessoas que fazem parte dos grupos de risco e ainda não se vacinaram procurem a unidade de saúde mais próxima para se imunizar”, apontou.




