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Prefeitura licita projetos de engenharia para reconstruir o Parque Daisaku Ikeda

Concorrência prevê projetos de engenharia e arquitetura para revitalização da área de visitação e trilhas, com valor máximo de R$ 411.376,00

A Prefeitura de Londrina publicou novo edital de licitação para definir a empresa responsável por desenvolver projetos e serviços de engenharia para reconstrução do Parque Ecológico Dr. Daisaku Ikeda. Interditada desde 2016, devido às fortes chuvas que prejudicaram de forma severa toda sua estrutura, a Unidade de Conservação fica localizada na Rodovia João Alves da Rocha Loures, às margens do Ribeirão Três Bocas, na estrada para o distrito de Maravilha. A íntegra do edital de Concorrência Eletrônica n° 17/2026 pode ser conferida no Portal da Prefeitura, na página de Licitações.  

A licitação em andamento visa a contratação de serviços técnicos para a elaboração de diversos projetos de engenharia e arquitetura, quase todos com uso da Metodologia BIM (Building Information Modeling). Com um valor máximo estipulado de R$ 411.376,00, o certame terá sessão eletrônica em 30 de setembro, às 13h, pela plataforma Compras.gov 

Foto: Reprodução

Com uma área total de 123,05 hectares, o Parque Daisaku Ikeda é composto por Floresta Estacional Semidecidual, pertencente ao Bioma Mata Atlântica, em diversos estágios de regeneração. Os projetos são necessários para definir o orçamento da obra de reconstrução e para a captação dos recursos junto ao governo federal ou estadual, explicou o secretário municipal do Ambiente, Gilmar Domingues Pereira. “Temos um projeto arquitetônico básico. Para obter os recursos e licitar a obra necessitamos dos projetos complementares, e exatamente por conta dessa necessidade estamos fazendo essa licitação”, citou. 

Os projetos e serviços previstos na Concorrência Eletrônica n° 17/2026 serão desenvolvidos com base em estudo conceitual doado ao Município em 2024 pela empresa Artesano Urbanismo. O valor máximo destinado a essa licitação é de R$ 411.376,00, em recursos provenientes do Fundo Municipal do Meio Ambiente e cuja destinação foi deliberada e aprovada pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma).  

Segundo a engenheira civil da Diretoria de Projetos da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação (SMOP) Niscléa Fabiana Pedroso, a contratação desse processo licitatório prevê projetos completos para a revitalização total da área de visitação e para as trilhas do Parque. “O estudo conceitual prevê a execução da obra e implantação dos equipamentos em etapas, porém o projeto já será elaborado de forma completa, de forma que todos os elementos estejam integrados e compatibilizados”, citou. 

Pedroso destacou que os projetos deverão ser elaborados utilizando a metodologia BIM, que têm como vantagem a compatibilização integrada das diferentes classes de projetos. “Além disso, possibilita a redução dos custos e possíveis desperdícios durante as obras, possíveis devido à integração dos projetos e a automação dos quantitativos de materiais e serviços no processo de elaboração dos projetos”, acrescentou. 

O novo projeto arquitetônico e urbanístico vai contemplar toda a área de intervenção no Daisaku Ikeda, prevendo caminhos, trilhas, calçadas, mirantes, estacionamentos, passarelas ou ponte de pedestres, praças, playground, tirolesa, e mobiliário urbano. “Também será elaborado projeto arquitetônico para duas edificações, um referente à reforma e readequação da edificação existente e outro para a construção de uma edificação nova, predominantemente em madeira, conforme estudo conceitual apresentado”, disse a engenheira civil da SMOP.  

Parque Daisaku Ikeda – antes e depois da reconstrução. Foto: Reprodução

Em relação ao rol de projetos complementares, além dos necessários para execução das intervenções arquitetônicas, também serão elaborados projeto para contenção dos taludes gerados por conta das fortes chuvas no parque; projetos e estudos necessários na barragem do Ribeirão Três Bocas, a antiga usina hidrelétrica, contemplando laudo de estabilidade da barragem, plano de segurança e projetos necessários para reconstrução das passarelas antes existentes no local. “Laudos e projetos para o mirante em estrutura metálica, existente ao lado da barragem. Projetos completos para construção de ponte ou passarela de pedestres sobre o Ribeirão Três Bocas, e projeto de drenagem para as áreas de intervenção. Estudos hidrológicos, levantamentos, análises, laudos e sondagens também fazem parte dos serviços contratados, de forma a embasar todos os serviços necessários. E o componente ambiental também faz parte do serviço contratado, de forma que os projetos possuam as outorgas a autorizações necessárias em relação às questões ambientais envolvidas no processo”, acrescentou Pedroso. 

Os orçamentos, cronogramas e especificações para a elaboração dos projetos e serviços foram elaborados pela Diretoria de Projetos da SMOP. Com a homologação da licitação e início das atividades, a Secretaria também será responsável por fiscalizar e acompanhar a execução. 

Certame – A Concorrência Pública nº 17/2026 terá como critério de julgamento técnica e preço, explicou o secretário municipal de Gestão Pública, Sergio Willian Costa Becher. “Será feita uma avaliação objetiva, considerando diagnóstico, metodologia e Plano de Trabalho; experiência técnica da empresa; capacitação da equipe técnica e a proposta de valores da empresa”, elencou.  

Podem submeter suas propostas técnicas e participar da concorrência as empresas com atuação na área de objeto do edital. “Essa licitação exige, contudo, uma qualificação técnica e profissional para atender os requisitos do objeto a ser contratado, como registro no CAU ou CREA; aptidão para o desempenho de atividade pertinente e compatível em características, quantidades e prazos com os projetos; e avaliação dos profissionais da equipe técnica, que devem indicar experiência anterior na confecção de projetos relacionados ao que está sendo contratado”, destacou Becher. 

De acordo com o secretário municipal de Gestão Pública, o prazo estimado é de até 30 dias entre a data da sessão pública, agendada para 30 de setembro, e a homologação. “Nesse intervalo, será necessária a avaliação da documentação da empresa, equipe técnica e acervo profissional”, citou. 

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