Simpósio da Educação Básica discute a presença negra e indígena no currículo
Iniciativa será realizada nos dias 26 e 27 de outubro, na UEL, com foco na formação de educadores e na valorização das culturas afro-brasileira e indígena no currículo escolar
Na próxima segunda-feira (26) e na terça (27), das 18h às 22h, a Secretaria Municipal de Educação (SME) promove o Simpósio Interculturalidades na Educação Básica, com o tema “A presença negra e indígena no currículo”. Será no Anfiteatro do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), auditório Professor Genésio Ferreira Cruz, na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Não é necessário se inscrever para participar: a orientação da SME é que participem, pelo menos, dois representantes de cada escola.
A iniciativa – que representa um espaço de formação, diálogo e reflexão sobre os diferentes contextos que atravessam a educação – é voltada a professores e gestores das unidades escolares da Rede Municipal de Ensino de Londrina.
Segundo a professora Eliane Aparecida Candoti, do Apoio Pedagógico de História e Educação para as Relações Étnico-Raciais da SME, o Simpósio articula a reflexão prática e teórica da Política Nacional de Educação das Relações Étnico-Raciais (PNEERQ) e das diretrizes da Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER), integrando a UEL, a Rede Municipal de Ensino da Prefeitura, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro (NEAB) e a Comissão Universidade para Indígenas (Cuia). “Enquanto espaço central de diálogo, formação e transformação social, o simpósio surge da necessidade de consolidar e disseminar, de forma ampla, estas diretrizes no cotidiano das escolas de educação básica”, afirmou.
O simpósio reúne instituições de ensino e pesquisa para aproximar o conhecimento acadêmico da realidade das escolas. A proposta é oferecer aos professores e gestores ferramentas e reflexões que contribuam para a construção de um currículo que valorize as culturas negra e indígena, combata o racismo e respeite a diversidade.
Para Candoti, o simpósio é importante para avançar na aplicação das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. “Mais do que cumprir a legislação, o evento propõe mudanças nas práticas pedagógicas, para que a história, a cultura e o protagonismo das populações negras e indígenas sejam reconhecidos e valorizados como parte fundamental da formação da sociedade brasileira”, enfatizou.
O simpósio contará com a participação de seis palestrantes. No dia 26 de outubro, estarão presentes os professores doutores Allan Rodrigues, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Adriana de Jesus e Marleide Perrude, ambas da UEL. Já no dia 27, a programação terá os professores Bruno Ferreira Kaingang, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Joaquim Adiala Hara Guarani e Damaris K. F. M. Kaingang, também da UEL.
O encontro contará, ainda, com diversas autoridades da área. Além disso, dentro da programação do simpósio, haverá uma exposição de livros com a temática afro-brasileira e indígena e a Exposição de Arte Étnico-Racial Local, além de apresentações culturais.
Serviço
Dias: 26 e 27 de outubro
Horário: Das 18h30 às 22h
Local: Universidade Estadual de Londrina – Auditório do CESA – Rodovia Celso Garcia Cid (PR-445)
Público-alvo: Professores e gestores das unidades escolares da Rede Municipal de Ensino de Londrina




