Cidade

Autódromo abriga Centro de Formação Profissional Automotivo

O Centro tem por  objetivo  qualificar profissionalmente jovens em vulnerabilidade  de 14 a 24 anos

ColetivaSineO prefeito Barbosa Neto lançou hoje (1°), durante a coletiva semanal, o Centro de Formação Profissional Automotivo voltado para a formação profissionalizante de jovens em vulnerabilidade social e pessoal, de 14 a 24 anos, provenientes de bairros periféricos e de famílias de baixa renda.

O Centro tem como proposta ofertar o curso profissionalizante em mecânica, com dois anos de duração. A primeira etapa atenderá 45 jovens divididos em três turmas. Os alunos terão aulas teóricas e práticas, no período da manhã, no Autódromo Ayrton Senna.

O prefeito destacou a prioridade da sua administração no campo de capacitação profissional. “São diversas outras áreas sendo apoiadas pela a administração para a capacitação profissional, como o Centro de Educação Profissional, que oferece 3.900 vagas de cursos técnicos”, contou.

A metodologia e certificação profissional, do curso, é a mesma adotada pelo SENAI e, no final do curso, os jovens estarão prontos para serem todos inseridos no mercado formal de trabalho, pois o curso cumpre as diretrizes e etapas do Plano Nacional de Qualificação-PNQ do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A coordenadora da Agência do Trabalhador de Londrina (SINE), Neiva Sefrin, falou que além de inserir os jovens no mercado de trabalho, o objetivo do projeto é trabalhar a questão de construção social. “Jovens que não estão na escola, ou tem um histórico infracional, problemas de independência química, o curso é voltado para eles. Pois, nós vamos trazê-lo pela profissionalização, e aí sim nós vamos fazer um atendimento integral e retorná-lo para a escola e aumentar a sua escolarização”, contou.

O coordenador de Educação do SESI/SENAI, Roberto Oliveira, disse que esse projeto significa tirar o jovem da rua e trazer para um espaço sadio. “Eles vão aprender e terão uma ocupação, enchendo a sua cabeça de atividades positivas.” Oliveira ressaltou ainda a necessidade do mercado de trabalho em relação a profissionais capacitados. “O mercado cada dia que passa é carente, recebemos todos os dias empresas precisando de mão qualificada para realizar o trabalho”.

Os jovens interessados em se inscreverem para participar do curso devem procurar, a partir de segunda-feira (5), a Agência do Trabalhador de Londrina do Sistema Nacional do Emprego (SINE), munidos dos documentos pessoais.
 
Após o início do curso, o SINE atuará no acompanhamento e monitoramento do curso assim como na inserção dos jovens qualificados no mercado de trabalho. Além do SINE, o Centro de Formação conta com a parceria da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) que doou os boxes e salas para a instalação do projeto, do SENAI que oferecerá a metodologia e a certificação e da Secretaria de Educação cedendo profissionais e equipamentos.
 
Centro de Formação Profissional Automotivo

O Centro de Formação Profissional Automotivo foi criado através da Lei n° 10.973 de 18 de agosto de 2010, de autoria do vereador Rodrigo Gouveia, e surge como uma maneira de dinamizar a economia local, garantindo a intermediação entre os trabalhadores que desejam uma carteira de trabalho assinada e dos empresários que esperam ter o quadro de funcionários completo.
 
O curso servirá para oferecer uma mão-de-obra qualificada ao mercado de trabalho através de uma qualificação profissional estruturada em uma concepção de construção social, envolvendo conhecimentos não apenas técnico, mas também social.

O Centro de Formação inclui-se no modelo de desenvolvimento adotado por Londrina que incentiva a participação de organizações sindicais e de classe e o diálogo como forma de conquistar direitos. É também uma forma de garantir um espaço participativo contribuindo para a democratização da educação.
 
A área de mecânica de automóveis, apesar de ser uma profissão antiga, ainda há falta de mão-de-obra qualificada. Apesar de Londrina ter conquistado ano passado saldo recorde na geração de emprego, a cidade tem, de um lado, trabalhadores desempregados em busca de uma colocação no mercado de trabalho e, de outro, empresas de setores dinâmicos que não conseguem trabalhadores qualificados para seus quadros de funcionários.

Foto: Luiz Jacobs

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