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Prefeitura investe em projeto de Geoprocessamento

Com ferramentas modernas como esta o serviço público fica mais ágil e eficiente. Ponto forte é a democratização das informações

 Com ferramentas modernas como esta o serviço público fica mais ágil e eficiente. Ponto forte é a democratização das informações

Em tempos nos quais a informática configura-se cada vez mais como uma ferramenta fomentadora de inovações e repleta de potencial democrático, a administração municipal vê no Geoprocessamento um caminho possível para a desburocratização e a simplificação do serviço público.

O primeiro passo nessa direção foi dado com a criação do Sistema de Informações Geográficas de Londrina (SIGLON). Em seguida foram implantadas iniciativas como o EIV online, Zoneamento Fácil e Vigilância Socioassistencial que, ao serem acessadas pelo portal da Prefeitura, fornecem ao usuário mapas da cidade que contêm diversas informações baseadas em imagens de satélite. Além disso, a administração municipal recentemente adquiriu um equipamento servidor exclusivo para o projeto SIGLON, capaz de gerenciar uma quantidade grande de informações relacionadas ao Geoprocessamento.

O diretor de Tecnologia da Informação da Prefeitura e gerente do projeto SIGLON, Edvaldo de Alcântara Oliveira, explicou que a segunda etapa está em andamento. “O segundo passo compreende a aquisição de uma imagem da cidade atualizada, feita por satélite; a instalação do software ArcGIS, que é uma referência na área de geoprocessamento; e o treinamento de funcionários, para que possam operar estas ferramentas. Estes processos encontram-se atualmente em fase de licitação.”

Estas medidas permitirão à Prefeitura realizar a atualização cartográfica e cadastral, por meio da análise de ortofotos (fotos aéreas de alta precisão e detalhamento).

A terceira etapa deverá ter início no primeiro semestre de 2015. Esta fase, subsidiada por recursos do Programa de Modernização da Administração Tributária (PMAT), objetiva a aquisição de mais um equipamento servidor; a compra de 12 Workstations (microcomputadores de alta potência usados especificamente para trabalhar com Geoprocessamento); a elaboração de um Plano Diretor de Geoprocessamento e o desenvolvimento de novos aplicativos, a serem indicados pelo plano.

“O Plano Diretor é um instrumento de planejamento. Conterá um inventário do que já temos em termos de geoprocessamento, orientações sobre o que precisamos fazer e os recursos que possuímos para tanto”, explicou o secretário de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Daniel Pelisson.

Ferramenta de integração

Com ferramentas modernas como esta o serviço público fica mais ágil e eficiente. Ponto forte é a democratização das informações Apesar da Prefeitura já possuir algumas iniciativas de Geoprocessamento, há ainda inúmeras possibilidades a serem exploradas. “No momento, nossas ferramentas são pontuais. O objetivo da atual administração é implantar um processo chamado geocorporativo, que integre todos os setores da Prefeitura”, destacou o gerente do projeto SIGLON.

Por meio de uma base cartográfica integrada a uma base de dados de uso comum, cada secretaria poderá atualizar o sistema com suas próprias informações, de modo que a administração passe a funcionar de forma centralizada e interligada. Isso dá margem a um vasto leque de oportunidades, em que cada secretaria pode adaptar o sistema às suas necessidades.

A Secretaria Municipal de Saúde, por exemplo, poderia disponibilizar em seu mapa, sobre a imagem de cada Unidade Básica de Saúde, um texto que informasse seu horário de funcionamento e as especialidades que lá atendem. A Secretaria de Educação, por seu lado, teria entre outras possibilidades a chance de mapear todas as escolas municipais da cidade. De maneira geral, poderia haver uma simplificação de processos e diminuição de prazos na administração.

Haveria também a possibilidade de maior participação da comunidade junto à administração. “Se uma pessoa visse um bueiro entupido, poderia fotografá-lo e marcá-lo no mapa. A solicitação iria automaticamente para a secretaria responsável”, exemplificou Oliveira.

O Geoprocessamento é uma ferramenta com bastante potencial para ajudar na consolidação da cidadania e democracia. “É uma base que contribui para o funcionamento integrado da administração municipal, com vistas à transparência, inovação e eficiência administrativa”, concluiu Daniel Pelisson.

Fotos: Luiz Jacobs

 

 

 

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