Londrina inicia distribuição do medicamento nirsevimabe
Destinado a bebês prematuros e crianças com comorbidades, o imunobiológico será aplicado para prevenção de casos graves de doenças respiratórias
Nesta semana, Londrina iniciou a oferta do medicamento nirsevimabe na rede pública, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A distribuição é estratégica para prevenção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de infecções respiratórias graves em bebês e crianças pequenas.

O VSR é um dos principais responsáveis por quadros de bronquiolite e pneumonia em bebês, sendo uma das maiores causas de internação infantil nos primeiros meses de vida. A campanha de prevenção é primordialmente destinada a bebês prematuros, independente do peso, nascidos com até 36 semanas e seis dias, e que tenham até seis meses de idade. Para este primeiro grupo, o nirsevimabe será ofertado durante o ano todo.
Para a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, a medida representa um avanço na prevenção infantil, sendo uma estratégia moderna baseada em evidências científicas. “Estamos seguindo os protocolos do Ministério da Saúde e do Estado, garantindo acesso pelo SUS às crianças que mais precisam por isso. Seguimos comprometidos em reduzir internações, evitar complicações respiratórias graves e fortalecer cada vez mais a prevenção de doenças respiratórias infantis em Londrina”, afirmou.
Crianças com comorbidades específicas, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia pulmonar, imunossupressão, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas, também são contempladas pelo tratamento. Nestes casos, o medicamento será aplicado desde que tenham idade inferior a 24 meses, e durante o período de maior circulação do vírus, entre os meses de fevereiro e agosto.
A aplicação do nirsevimabe é feita em dose única, via injeção intramuscular. O Hospital Universitário (HU) e o Hospital Evangélico de Londrina (HEL) receberam as doses e iniciaram a imunização nesta semana, atendendo pacientes com indicação para receber o medicamento. “Pais e responsáveis que porventura seu filho se enquadre nos critérios e não tenha recebido no nascimento, podem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber orientações, verificar os critérios e iniciar a solicitação do medicamento”, afirmou a diretora da Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin.
A SMS também executa a estratégia definida pelo Ministério da Saúde, e deu início ao resgate de crianças que se enquadrem nos critérios estabelecidos, garantindo a proteção durante a primeira sazonalidade do vírus. Essa medida contempla os nascidos entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, que não completaram seis meses de vida e correm mais risco de infecções.
O nirsevimabe, princípio ativo do BeyFortus, é um anticorpo monoclonal humano, uma classe dos imunobiológicos. Neste mês, Londrina recebeu 111 doses, que foram distribuídas entre as maternidades, conforme critérios definidos pelos protocolos do Ministério da Saúde.
Texto: Clara Chamorro, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina




