Festival de gargalhadas começa em Londrina com a 6ª edição do Rolé
De 16 a 24 maio, programação traz espetáculos para todas as idades, incluindo oficinas e apresentações nos distritos
A partir do dia 16 de maio, Londrina ganha mais graça com a sexta edição do Rolé, festival de palhaçaria que promove a arte de rua e busca fortalecer os circuitos culturais de Londrina. Até o dia 24, o Rolé oferece grande circulação de espetáculos e artistas locais, regionais e nacionais por diversas regiões da cidade, com foco na descentralização do acesso à cultura. O projeto leva a arte para além do centro, atendendo populações historicamente excluídas do circuito convencional como aquelas dos distritos rurais e zonas periféricas.
Todas as atividades são gratuitas, como manda a tradição da arte de rua que preza por eliminar barreiras econômicas, garantindo o direito fundamental à cultura em espaços públicos a todos os cidadãos. Idealizado e realizado pela Associação dos Profissionais de Arte de Londrina (ASPA), o festival tem patrocínio do Promic, Programa Municipal de Incentivo à Cultura da Secretaria Municipal de Cultura (SMC).
O Rolé 2026 apresenta a arte do palhaço como elo comunitário, demonstrando através da arte de artistas que se dedicam à linguagem da palhaçaria como essa ferramenta de conexão social é universal e de fácil compreensão para todas as idades. O festival celebra ainda a tradição de Londrina na palhaçaria, homenageando figuras históricas como o Palhaço Picolino, de Ricardo Queirolo, e o Palhaço Xupetin, de Oscar Espinola.
De acordo com o coordenador geral do evento, Alexandre Simioni, o Rolé não se limita a apresentações isoladas, e propõe um ecossistema de convivência artística. “A nossa curadoria escolheu espetáculos de grupos que representam a diversidade. Temos os londrinenses, representados pela Cia. Os Palhaços de Rua e Miguel Matoso, o palhaço Pouca Sombra, dividindo a programação com outros paranaenses e artistas goianos, pernambucanos, paulistas e fluminenses. Ao longo dos dias de festival, todos se encontram e a troca acontece naturalmente, em oficinas, demonstrações de trabalho e outras atividades e tudo isso, o público acompanha na noite do Cabaré, na Concha Acústica onde todos se apresentam em grande show de variedades colaborativo”, revelou.
Programação

O palco principal é a Vila Triolé, na zona oeste de Londrina, casa da Associação promotora do Rolé e importante vila cultural para aquela região. Todas as apresentações são gratuitas, mas com a possibilidade de contribuição espontânea, com os artistas “passando o chapéu”, uma tradição da arte de rua. “A arte no Rolé é pública, de rua. As pessoas podem vir preparadas para contribuir no chapéu, mas se não puderem, devem vir, assistir, se divertir e contribuir em outro momento. O chapéu é o valor que o público dá ao trabalho do artista de acordo com a sua realidade, não sendo, neste caso, uma relação somente de preço”, explicou Simioni.
Na cidade, a programação começa no sábado (16), na Vila Triolé com o Circo Rodado, de Curitiba, e o espetáculo Magias Estarrecedoras, às 17h. No mesmo local, às 19h, tem a Cia. Boca do Lixo, com a montagem “Inventando Moda”. No domingo (17), sempre na Vila Triolé, tem os “Domadores de Gungunzara”, dos londrinenses da Cia. Os Palhaços de Rua, às 17h. Na sequência, às 19h, “Um Curto-Circuito de Risos!”, com o Palhaço Gambiarra de Camaragibe (PE).
A partir de segunda (18), a programação segue com apresentações para os públicos dos distritos rurais de São Luiz, Maravilha, Guaravera e Warta, oficinas e intercâmbios técnicos. O Cabaré do Rolé será quarta (20), na Concha Acústica de Londrina, às 19h.

A programação artística aberta a todo o público continua até o final de semana com espetáculos na Vila Triolé. O londrinense Miguel Matoso, o Palhaço Poca Sombra é a atração do sábado (23), às 17h com “O último dos Sombras”. Às 19h tem “Raiow Rainhas”, com As Rainhas do Radiador, da capital paulista diretamente para Londrina. No último dia de Rolé 2026, no domingo (24), o picadeiro recebe o Palhaço Loro de Curitiba, com “Gargalhar para Desestressar”e fechando a programação, “Arrepiano”, com a Cia. Chirulico, de Macaé (RJ).
Para a seleção dos espetáculos, a ASPA realizou um chamamento público que teve 118 trabalhos inscritos, de todo o país e da América Latina. Além da organização do Festival, a curadoria contou com a participação de Lucas Turino, artista palhaço em Londrina. As escolhas que compõem a grade de programação se conectam por prezar a relação com o público, de forma popular e afetiva, com potencial para apresentação na rua e nas escolas, algo importante para o Rolé. “Esse algo em comum acontece mesmo considerando que os espetáculos possuem características e usam de ferramentas e técnicas da palhaçaria diferentes entre si. Temos espetáculos, com utilização muito presente da música, outros com uso potente da fala na construção da comicidade, outro que se faz a partir da comicidade física e assim por diante”, comentou Simioni.
O Rolé se diferencia dos festivais tradicionais por sua natureza pedagógica e colaborativa, para além das apresentações. “Procuramos priorizar a construção coletiva e a troca de saberes entre os artistas convidados e a comunidade local. Além disso, o projeto visa a ‘exportação’ da produção local, criando redes de contato que permitem que artistas de Londrina circulem em outros centros nacionais após o evento”, citou o coordenador geral do evento. A cada ano, o Rolé se propõe a responder ao desafio da descentralização cultural e da democratização do acesso aos bens culturais em Londrina. “A cidade, embora reconhecida como ‘cidade dos festivais’, ainda enfrenta disparidades no acesso à produção cultural de qualidade, especialmente nas regiões periféricas e distritos rurais. O Rolé oferece uma solução inovadora por meio de um modelo de ‘encontro’ que vai além da simples apresentação de espetáculos, promovendo trocas de saberes, intercâmbios artísticos e formação continuada, criando um legado duradouro para a comunidade artística local”, completou o produtor.
Texto: Assessoria de Imprensa – Janaína Ávila




