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Participante do CCI Norte celebra 100 anos com autonomia e vida ativa

Celebração pelo centenário de Maria Ferreira Alves contou com bolo e homenagens para a aniversariante, nesta terça-feira (4)

A Secretaria Municipal do Idoso (SMI) promoveu, nesta terça-feira (4), a celebração pelos cem anos de Maria Ferreira Alves no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCI) Norte. Moradora do bairro Parigot de Souza, a idosa já havia comemorado o centenário ao lado de 20 netos e bisnetos no último domingo (2), antes de receber a homenagem dos colegas e funcionários da unidade.

Foto: Clara Chamorro / estagiária NCom

Natural do Rio de Janeiro, Maria Ferreira Alves é viúva, reside em Londrina há mais de 50 anos e frequenta as atividades da unidade há mais de dois anos. A autonomia dela impressiona a família e os frequentadores do Centro de Convivência. Sua filha, Nilda Santos Pereira, de 72 anos, que também frequenta o CCI, contou que a mãe é sua principal incentivadora para manter a rotina de exercícios. “Tem dia que eu não estou com vontade de vir, mas ela me motiva. Quando vejo, ela já está pronta para sair”, afirmou.

A trajetória de Maria foi marcada pelo trabalho árduo na roça, onde atuou no plantio e colheita de café, arroz e outros cultivos. Atualmente, ela mantém o hábito de acordar às 5h, cozinhar no fogão a lenha e torrar o próprio café para socar no pilão. Sobre o segredo da longevidade, a centenária destacou a alimentação variada e a ausência de vícios como fumo ou álcool. “Para mim, tudo é bom. Eu não esquento muito a cabeça com as coisas, como de tudo e não tenho pressão alta”, explicou.

Dona Maria com a filha Nilda e o neto Leandro. Foto: Clara Chamorro / estagiária NCom

A relação entre Maria e o neto, Leandro Magno, é alicerçada em um vínculo que começa com o nascimento do rapaz. Dona Maria recorda com afeto que criou o “netinho” até ele se tornar adulto, período em que o jovem costumava dormir ao seu lado. Esse histórico reflete na dedicação atual de Leandro, que se mantém atento a qualquer necessidade dela. “Eu me apeguei desde criança. É um costume e também o amor que sinto por ela”, disse.

O zelo do neto é tão presente que a família conta, em tom descontraído, que basta a idosa espirrar para ele buscar auxílio em uma farmácia. Para Magno, celebrar o centenário de uma avó tão lúcida e ativa é motivo de gratidão. “Ficamos muito agradecidos por ter uma avó assim, esperta aos cem anos e que faz coisas que gente de 50 não faz. Ela é totalmente independente”, ressaltou.

Diretora da SMI, Ana Anduchuka, junto com a família. Foto: Clara Chamorro / estagiária NCom

Preparada de forma coletiva, a homenagem marca a primeira vez que os CCIs celebram o centenário de um participante. Segundo a diretora de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da SMI, Ana Anduchuka, o carinho demonstrado pelos colegas é reflexo da convivência de Maria na unidade. “Ela participa há alguns anos e impressiona pela clareza, pelo raciocínio rápido e pela vivacidade. Está sempre envolvida nas atividades, faz amizades e compartilha com todos a experiência que acumulou ao longo da vida. A presença dela enriquece muito o nosso Centro”, disse.

A comemoração também teve a presença da primeira-dama do Município, Juliana Yagushi Amaral, que aproveitou a visita para receber demandas dos participantes e destacou a importância do CCI para a convivência da população idosa. “Esse espaço é para isso: além de mexer o nosso corpo, é mexer a nossa cabeça, socializar e compartilhar vivências. É motivo de muito orgulho para a gente, e é uma satisfação estar aqui comemorando a vida da dona Maria”, discursou.

Secretário municipal do Idoso, Ailton Nantes, falou aos convidados. Foto: Clara Chamorro / estagiária NCom

Para o secretário municipal do Idoso, Ailton Nantes, histórias como a de Maria são um exemplo e estímulo de longevidade saudável para todos os participantes dos CCIs. “Temos muitos idosos com 80 e 90 anos que, ao verem a dona Maria, percebem que é possível chegar a essa idade com saúde e qualidade de vida. Isso mostra que não é algo distante, mas uma possibilidade concreta. O mais importante é envelhecer bem e manter a vontade de viver”, afirmou.

Centros de Convivência – Os CCIs desenvolvem ações voltadas ao envelhecimento ativo e à promoção da qualidade de vida. As três unidades da cidade, localizadas nas zonas Norte, Leste e Oeste, oferecem atividades físicas, culturais, de lazer e convivência, além de orientar os participantes sobre seus direitos e o acesso às políticas públicas. No ano passado, as ações somaram mais de 100 mil atendimentos.

Texto: Clara Chamorro e Luan Chechi sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina

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