“Toda Quinta Tem História” revela os mistérios do curioso pássaro Japim
Conto de origem indígena mistura mistério, poesia e elementos da natureza em uma experiência para o público infantil; encontro será na Biblioteca da Saul Elkind
Crianças e famílias poderão participar de uma manhã de imaginação, música e contação de histórias nesta quinta-feira (13), às 10 horas, na Biblioteca Lupércio Luppi, localizada na Avenida Saul Elkind, 790, no Conjunto Aquiles Stenghel. A atividade integra o projeto Toda Quinta Tem História, que busca incentivar a leitura infantil, e terá entrada gratuita, sem necessidade de inscrição para o público local.
Para participar das atividades do projeto, escolas interessadas devem fazer contato prévio com as bibliotecas para reservar as vagas, que são limitadas. O contato pode ser feito por telefone ou e-mail das unidades e também pelo perfil do Sistema de Bibliotecas no Instagram. Para a edição desta semana, na Biblioteca Lupércio Luppi, o telefone é (43) 3329-0316.

Chega à programação de agosto do projeto cultural “A História de Japim”, conto popular de origem indígena ligado às tribos da Amazônia. A narrativa utiliza características reais da ave, como a capacidade de reproduzir o canto de outros pássaros, para construir uma história que procura explicar acontecimentos da natureza de forma simbólica.
A professora e contadora de histórias, Renata Suzue, explicou que o japim é uma ave de penas pretas e amarelas e olhos brilhantes, que recebe diferentes nomes conforme a região e a cultura. Segundo ela, a narrativa utiliza elementos comuns às lendas e aos mitos indígenas para apresentar uma explicação para uma característica do animal. “Uma história indígena, das tribos da Amazônia, que busca, assim como lendas e mitos, explicar os acontecimentos naturais. Como, por exemplo, o fato de ser uma espécie de ave que reproduz o canto de outras aves”, explicou.
A contação combina música e elementos visuais para criar o ambiente da história. Tapetes de contar histórias, tecidos, tules e bonecos de pano serão utilizados junto a cantigas e sons da natureza, incluindo apitos que reproduzem sons de pássaros. Suzue destacou que a combinação desses recursos também contribui para criar diferentes emoções durante a contação. “As crianças poderão esperar risos e mistério, frio na barriga dos contos maravilhosos, das lindezas e miudezas poéticas que, de uma forma tão criativa e sensível, buscavam explicações da vida e seus acontecimentos”, afirmou.

Durante as atividades, a participação das crianças é um dos elementos valorizados pelo projeto. O público pode fazer perguntas, apresentar hipóteses e sugerir finais diferentes para as histórias, contribuindo para o desenvolvimento da narrativa. “As crianças se divertem, ficam com os olhos brilhando e mal piscam. Embarcam na nave das narrativas e permanecem nesta viagem do começo ao fim”, contou a professora.
O contato com narrativas indígenas pode despertar o interesse por temas culturais e incentivar novas descobertas. De acordo com Suzue, essas histórias costumam provocar questionamentos e curiosidade entre os participantes. “Elas opinam, questionam, ficam curiosas, apresentam alternativas de finais diferentes. Especialmente, a cultura indígena desperta encantamento e incentivo a pesquisas futuras”, destacou.
Projeto – Criado em 2017 pela Diretoria de Bibliotecas da Secretaria Municipal de Cultura, o Toda Quinta Tem História promove contação e mediação de histórias, principalmente para o público infantil. Com caráter itinerante, o projeto circula por bibliotecas de diferentes regiões da cidade para incentivar o hábito da leitura, estimular a imaginação e aproximar as crianças dos livros e dos espaços de leitura.
Programação de agosto
13 de agosto
Horário: 10 horas
Local: Biblioteca Lupércio Luppi
Endereço: Avenida Saul Elkind, 790, conjunto Aquiles Stenghel
História: “A História de Japim”
20 de agosto
Horário: 10 horas
Local: Biblioteca do CEU
História: “A História de Japim”
27 de agosto
Horários: 10 horas e 14h30
Local: Biblioteca Infantil
História: “A História de Japim”
Texto: João Souza, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina




