Cidadão

Projeto oferta curso gratuito de escalada para a comunidade

Iniciativa conta com três paredes de 11 metros de altura e diferentes níveis de dificuldade para os participantes; atividades são realizadas na UEL com apoio da Fundação de Esportes de Londrina 

O projeto “Bora Escalar: Escalada no CEFE” oferece aulas gratuitas de escalada indoor às terças e quintas-feiras, das 17h às 19h, para crianças, adolescentes e adultos. A iniciativa busca ampliar o acesso à modalidade e oferece diferentes níveis de dificuldade no muro de escalada do Centro de Educação Física e Esporte (CEFE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). 

Foto: divulgação

A participação é gratuita, mas exige inscrição prévia. As informações são divulgadas pela página no Instagram @boraescalaruel e no grupo de WhatsApp do projeto. A ficha de inscrição é dividida entre participante interno da UEL, participante externo da UEL e menores de 18 anos. Os interessados em escalar precisam estar no grupo para acompanhar a abertura das listas de horário.

Três paredes de escalada compõem a estrutura disponível no CEFE, cada uma com 11 metros de altura e diferentes níveis de dificuldade. As atividades também incluem exercícios voltados ao desenvolvimento da força, resistência muscular, flexibilidade e aptidão aeróbia, além da prática da modalidade.

A escalada proporciona desafios que vão além do desenvolvimento físico e permite que cada participante avance conforme suas próprias possibilidades. O coordenador e proponente do projeto Bora Escalar, Fabio Cheche, destacou que a relação com a altura é parte importante dessa experiência. “Uma das principais características da escalada é a possibilidade de a pessoa se desafiar e buscar a própria superação, principalmente por envolver a questão da altura”, explicou.

Ampliar o acesso para além da comunidade universitária orientou a retomada da iniciativa. Cheche conta que a proposta buscou aproveitar a estrutura do CEFE para receber diferentes públicos. “A ideia era que o espaço não fosse restrito aos acadêmicos de Educação Física da UEL, mas aberto tanto à comunidade interna quanto à comunidade externa da universidade”, afirmou.

Quem precisa utilizar os equipamentos disponibilizados pelo projeto deve se inscrever na lista de horário do dia. Cada horário tem limite de 12 participantes, sendo 10 cadeirinhas para adultos e duas para crianças. Já quem possui material próprio, como cadeirinha e sapatilha, pode participar sem depender da lista de equipamentos.

Foto: divulgação

Menores de 18 anos precisam estar acompanhados de um responsável legal durante a atividade. O projeto não estabelece idade mínima ou máxima para participação, mas todos os participantes devem assinar a lista de presença do dia. Como há apenas duas cadeirinhas infantis, a participação de crianças fica condicionada à disponibilidade desses equipamentos.

Histórico – A parede de escalada do CEFE possui uma trajetória anterior ao Bora Escalar. Em 2009, a UEL criou o primeiro muro de escalada artificial indoor de Londrina, por meio do projeto de extensão “Escalada no CEFE – Retomada de uma Vivência Lúdica”. Entre 2009 e 2013, mais de 80 pessoas tiveram contato com a modalidade. Em 2013, começou uma nova etapa, denominada “Escalada no CEFE: Fase II”, que permaneceu em funcionamento até 2020 e atendeu mais de 450 pessoas, incluindo estudantes da UEL, alunos de escolas públicas e estudantes de instituições como o Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (ILECE) e a APSDown.

A retomada da atividade ocorreu em 2022, quando Cheche, que já praticava escalada, propôs a continuidade da prática como projeto de extensão. A parede estava sem atividades desde 2019. Desde a retomada, cerca de 4.900 pessoas já foram atendidas, entre integrantes das comunidades interna e externa da UEL.

O projeto conta com apoio institucional da UEL, da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e da Fundação de Esportes de Londrina (FEL). Também são parceiros a Escola Perfil Vermelho e a Crux Agarras. Os parceiros contribuem com suporte técnico, doação de materiais e equipamentos utilizados nas atividades.

Texto: João Souza, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina

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