Curso da EGL capacita profissionais sobre atendimento e proteção de mulheres e crianças
O curso gratuito oferece aprendizado e sensibilização sobre a proteção de crianças e o acolhimento respeitoso às gestantes que optam pela entrega voluntária de recém-nascidos para adoção, ampliando a rede de apoio no Município
A Escola de Governo de Londrina (EGL) está com inscrições abertas para um curso online voltado ao fortalecimento das redes de apoio e cuidado no município, com foco na qualificação de profissionais que atuam no atendimento à população e na disseminação de informações seguras. Intitulada “Entrega Voluntária para Adoção – Qual é o papel da rede de proteção?”, a capacitação é gratuita e também está aberta ao público em geral interessado na temática. As inscrições podem ser feitas até 13 de outubro, por meio da página digital da EGL.
A capacitação aborda os aspectos legais, sociais e emocionais que envolvem a entrega voluntária de recém-nascidos ou crianças para adoção. Por meio das aulas, o curso busca esclarecer a legalidade da entrega à Justiça da Infância e da Juventude, promovendo reflexões para a desconstrução de julgamentos que cercam o tema.

Os conteúdos já estão disponíveis no formato de vídeos no Youtube ou slides explicativos, distribuídos em quatro módulos, onde os participantes terão contato com diferentes questões relacionadas à temática, como: por que precisamos falar sobre a entrega protegida?; a pessoa que entrega o bebê para a adoção; aspectos jurídicos da entrega protegida; e atenção à gestante e ao recém-nascido.
Ao final de cada módulo, serão disponibilizados questionários que permitem que os participantes testem o conhecimento adquirido. A carga horária total é de 30 horas e o encerramento está previsto para o dia 18 de dezembro. Os participantes que finalizarem todas as etapas receberão um certificado de conclusão de curso.
Entre os 14 docentes que compõem a capacitação, está a psicóloga do Núcleo de Apoio Especializado à Criança e ao Adolescente de Londrina (NAE), Vivian Senegalia Morete, que compartilhou a proposta inicial do curso. Segundo ela, a capacitação surgiu da necessidade de conferir familiaridade, compreensão técnica e ética a profissionais atuantes em várias frentes de serviços, como saúde, educação, assistência social, conselhos tutelares, entre outros, que podem lidar com a temática ao longo da profissão.
A psicóloga acrescentou que o formato de curso online amplia o alcance do conteúdo, oportunizando que mais pessoas participem. “Como existe rotatividade nos serviços e funções, um curso em formato online, disponibilizado de modo gratuito, de fácil acesso, favorece a formação continuada dos profissionais e, consequentemente, um preparo maior para o atendimento à população. Desejamos que este curso seja uma experiência positiva e inspiradora para todos os participantes, contribuindo para a construção de práticas de atendimento humanizadas, respeitosas e comprometidas com a promoção dos direitos de mulheres e crianças”, destacou.
Entre os conteúdos abordados ao longo dos quatro módulos estão:
- Aspectos históricos, sociais e culturais
- Diferença entre entrega e abandono
- Regulamentação legal
- Adoção intuitu personae e adoção à brasileira – risco social, jurídico e emocional da constituição de vínculos
- Vantagens da Adoção legal: Celeridade, irrevogabilidade da adoção, acompanhamento do processo e proteção à criança
- Mitos sobre a pessoa que entrega uma criança para adoção
- Motivações para realizar a entrega (Dificuldades socioeconômicas e circunstanciais e dificuldades subjetivas relacionadas a uma real impossibilidade de vivenciar a maternidade
- Ideologia do amor materno
- A importância do acolhimento à mulher que manifesta interesse interesse em entregar uma criança para adoção
- Situações peculiares (criança ou adolescente gestante ou puérpera; mulheres vítimas de violência sexual; casal que manifesta interesse em fazer a entrega)
- O direito ao sigilo e a implicação dos profissionais – Violência obstétrica e institucional
- O papel do Poder Judiciário
- O papel do Ministério Público
- O papel da Defensoria Pública
- O papel da rede de proteção
- Fluxo de entrega
- Como é a atuação da equipe interprofissional do Poder Judiciário
- Após a entrega – o que acontece com a criança? o que acontece com a mãe? e o que a rede faz?
Texto: Rhayssa Fernandes, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina




