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Competições de parataekwondo agitam Moringão na manhã desta sexta (25)

Campeãs mundiais estarão no tatame, mostrando esporte de alto nível que conquistou reconhecimento internacional

O Brasil é uma das potências do parataekwondo e a equipe feminina está entre as mais fortes do mundo. Nesta sexta-feira (25), os londrinenses poderão conferir de perto as estrelas desse time campeão no 30° Brazil Open de Taekwondo, que está sendo realizado em Londrina até domingo (27). A Seleção Brasileira de Parataekwondo está na cidade, com 13 atletas, incluindo a campeã paralímpica Ana Carolina Moura, ouro em Paris na categoria até 65kg.

Ana Carolina Moura. Foto: Divulgação/ Cpb

A mineira também conquistou a medalha de ouro nos Jogos Parapan-Americanos e no Campeonato Mundial de Taekwondo, em 2023; bronze na etapa da França do Grand Prix em 2023; ouro no Pan Am Series II no Brasil em 2023; ouro na etapa da Arábia Saudita no Grand Prix de 2022 e ouro na etapa da França do Grand Prix de 2022.

Outra campeã mundial que lutará no Ginásio Moringão é a paraibana Silvana Fernandes, que trouxe o bronze na categoria até 57kg nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024; ouro na categoria até 57kg nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023; ouro na categoria até 57kg no Mundial do México 2023; ouro no Grand Prix Riad 2022; ouro no Grand Prix Manchester 2022; prata no Grand Prix Paris 2022; bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020; ouro no Pan-Americano da Modalidade em Heredia, na Costa Rica, 2020; ouro nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019.

Silvana Fernandes. Foto: Divulgação/ Cpb

No masculino, o destaque é a presença de Joel Gomes, que conquistou o ouro na categoria até 80 kg no President’s Cup do Paquistão, no mês passado, entre outras premiações internacionais. O técnico da Seleção Brasileira de Parataekwondo, Rodrigo Ferla Martins, é londrinense, radicado em Curitiba desde 2008. Foi na capital paranaense que ele começou a trabalhar com o esporte paralímpico e a alcançar dezenas de pódios.

De volta à sua terra natal, Ferla é categórico: “Viemos para conquistar pontos no ranking mundial e esse é o primeiro desafio. Queremos nos classificar para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles. O Open também é uma oportunidade de somar pontos por equipe, pois estamos em casa. Também é uma oportunidade de avaliar o desempenho dos atletas, com foco em dois campeonatos importantes que temos pela frente, o Grand Prix de Paris e o Mundial da Korea”, avaliou.

Regras específicas – O parataekwondo é muito semelhante ao esporte convencional. Um atleta veste um colete azul e o outro um vermelho. A roupa possui sensores que medem a potência do chute assim que ela entra em contato com a meia do oponente. Os duelos têm três rounds de dois minutos, com um minuto de intervalo. O vencedor é aquele atleta que tiver mais pontos ao término do último round.

Porém, as lutas são disputadas apenas por atletas acima de 16 anos, com deficiência física nos membros superiores. Por isso, não são permitidos chutes no rosto (um é falta e três levam à desclassificação). Socos não marcam pontos. A exceção é para as competições de poomsae, uma espécie de coreografia individual, com movimentos técnicos, que avalia a precisão e execução dos golpes. No parapoomsae participam pessoas com outros tipos de deficiência física ou intelectual.

Equipe paralímpica de taekwondo está em Londrina. Foto: Divulgação

Programação desta sexta-feira (25):

Manhã: Parataekwondo

08:00 – Sorteio para pesagem

09:00 – 18:00 Credenciamento

09:00 – 12:00 Competição. Feminino adulto 46/-53/-62/-73 e masculino adulto -54/-63/-74/-87

12:00 – Pesagem de cadetes e juniores

12:00 – 13:00 Intervalo

Tarde: Categorias juvenil e cadete

13:00 – 14:00 Cerimônia de premiação

14:00 – 17:30 Competição categoria cadetes

14:00 – 17:30 Competição categoria juvenil

18:00 – 19:00 Cerimônia de premiação

30° Brazil Open de Taekwondo, em Londrina

Cerca de 1.500 atletas vão passar pelo Ginásio de Esportes Moringão durante o Brazil Open de Taekwondo. A 30ª edição do torneio está sendo realizada de 24 a 27 de setembro, com representantes de mais de 30 países. O evento de classe G2, que soma pontos tanto para o ranking mundial quanto para o ranking olímpico, também comemora 30 anos de realização e é considerado um dos principais eventos internacionais da modalidade na América do Sul.

Atletas brasileiros de destaque internacional têm participação confirmada, como os campeões mundiais Maria Clara Pacheco e Henrique Marques, que em 2024 representou o país nas Olimpíadas de Paris. Dentre os lutadores de outros países que estarão em Londrina, o medalhista de prata nas Olimpíadas de Paris, Caden Cunningham, que faz parte da Seleção da Grã-Bretanha, também competirá no torneio.

Além do Brasil, atletas da Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Burkina Faso, Canadá, Chile, China, Colômbia, Costa do Marfim, Costa Rica, Cuba, Equador, Eslováquia, Espanha, EUA, França, Haiti, Iêmen, Índia, Israel, México, Nepal, Palestina, Peru, Porto Rico, Portugal, Rússia, Turquia e Venezuela serão destaque na cidade.

O Brazil Open terá, simultaneamente, duas edições em andamento. Uma é o Open Internacional, voltado somente aos faixas pretas e com os principais atletas do mundo, e outra é o Nacional, explicou o técnico da Seleção Brasileira e da Seleção Londrinense, Diogo Freire. “Esta etapa internacional vale 20 pontos no ranking mundial e no ranking olímpico, até porque faz parte do circuito para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Já a etapa nacional é aberta para todas as faixas e todas as idades, então as crianças podem participar e os faixas coloridas também”, diferenciou.

A entrada para o evento é de 1kg de alimento não perecível, com a etapa internacional sediada no Moringão, enquanto a nacional será realizada no Ginásio de Esportes do Colégio Estadual Vicente Rijo, no sábado (26) e domingo (27).

O Brazil Open de Taekwondo tem chancela da Federação Mundial e da União Panamericana de Taekwondo, com apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e também do Comitê Paralímpico Brasileiro. O evento é organizado pela Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) e também tem apoio da Prefeitura de Londrina, por meio da Fundação de Esportes de Londrina (FEL).

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