Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres faz eleição para suprir vagas em aberto
Serão escolhidas representantes da sociedade civil em dois segmentos que não tiveram candidaturas apresentadas na primeira eleição
Para preencher posições de vacância existentes em seu novo quadro de membros, dentro da gestão 2026-2030, o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM) realiza no dia 20 de outubro, terça-feira, uma eleição complementar. O encontro, em reunião ordinária do órgão, às 14h, tem como local o auditório da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), na rua Assunção, 189, sala 6.
O período de inscrições, que havia sido prorrogado, encerrou ontem (14). A lista homologada dos participantes foi divulgada nesta quinta-feira (15) na página do CMDM. Vai até sexta-feira (16), às 12h, o prazo para quem deseja apresentar pedidos de revisão de inscrições não homologadas. Por fim, na próxima segunda (19) sai a divulgação do resultado das revisões solicitadas, não cabendo mais recursos.
As vagas remanescentes do Conselho são para representantes dos segmentos Mulheres do Campo e Movimento Estudantil, dois eixos que não receberam candidaturas na primeira eleição realizada. O Edital de Convocação abriu possibilidade de indicação de uma titular e uma suplente para cada eixo. Conselheiros que exerceram mandato anteriormente por duas gestões seguidas do órgão não puderam participar do pleito atual.

A eleição principal para novos conselheiros do CMDM, gestão 2026-2030, foi feita durante a XII Conferência Municipal dos Direitos das Mulheres, realizada no dia 23 de junho deste ano. Na ocasião, houve votação para escolher titulares e suplentes da sociedade civil nos 10 segmentos que integram o Conselho, e o poder público indicou seus representantes. A posse da nova gestão do CMDM (2026-2030) ocorreu em 21 de julho. Desde então, reuniões oficiais foram realizadas entre agosto e setembro.
Na terça (20), após a eleição complementar, a previsão é que as candidatas que forem eleitas sejam convidadas a iniciar a participação na gestão, devendo ser nomeadas, posteriormente, pelo prefeito de Londrina via decreto municipal. Ainda neste dia, o Conselho cumpre o restante da pauta estabelecida, que terá como item principal a apresentação dos recursos em execução no Fundo Municipal dos Direitos das Mulheres (FMDM) e a prestação de contas dos recursos do Fundo Estadual dos Direitos das Mulheres (FEDIM) transferidos ao Município.
A composição integral do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres conta com total de 32 membros titulares e suas respectivas suplentes. A distribuição fica entre os segmentos de organizações femininas, movimentos de mulheres e movimentos feministas; associações ou conselhos profissionais; movimento estudantil; movimento de mulheres negras; mulheres indígenas; mulheres lésbicas, bissexuais, transexuais ou travestis; mulheres do campo; representante dos sindicatos de trabalhadores; representante das entidades de ensino superior, pública ou privada; organizações representativas das pessoas com deficiência; além dos representantes de secretarias e órgãos municipais indicados.
A presidente do CMDM, Rosalina Batista, destacou que a eleição complementar é importante para o preenchimento das cadeiras vagas, além de permitir que todas as representações estejam garantidas no órgão. “A participação dos segmentos que ficaram sem candidaturas é fundamental para que a gente alcance a paridade do colegiado e assegure a representatividade de importantes parcelas da população feminina. É essencial que esses grupos tenham voz no Conselho, para que suas demandas, necessidades e realidades sejam conhecidas e consideradas na formulação e no fortalecimento das políticas públicas para as mulheres”, frisou.
De acordo com a conselheira integrante do CMDM, Fernanda Serenário, as expectativas para a gestão 2026-2030 são fortalecer a participação social, ampliar o diálogo com o poder público e a sociedade civil e avançar na efetivação dos direitos das mulheres em Londrina. “Isso é feito por meio de trabalho coletivo, contribuindo para a garantia de direitos, a igualdade de gênero e o enfrentamento de todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres”, pontuou.




