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Mais de 300 alunos da rede municipal participam do projeto Samuzinho, na região Leste

Professores também receberam orientações nesta segunda (26); ação contou com apoio de voluntários treinados pelo Samu

Uma ambulância cheia de crianças saudáveis, felizes e curiosas. Este era o cenário de uma das estações de primeiros socorros do projeto Samuzinho, criado para alunos da rede municipal de educação. Nesta segunda-feira (26), a equipe do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) foi até a Escola Municipal Hikoma Udihara, R. Orlando Silva, 762 – Vila Isabel, região Leste de Londrina, para uma ação educativa ampliada.

Socorrista Alessandro Leal e crianças do P5 na ambulância. Foto: Emerson Dias/NCom

Cada turma participou de uma atividade diferente. Os pequenos, do P5, puderam entrar na ambulância e conhecer todo o veículo, acompanhando explicações didáticas do condutor. Eles viram os equipamentos, conversaram com o socorrista e tiraram dúvidas. Eventualmente, as crianças faziam intervenções: “Tio, meu pai já caiu de moto e ficou numa maca igual a esta!” Ou então: “A minha mãe já desmaiou e entrou nessa ambulância”. Aos poucos, elas entendiam como funciona o socorro e se sentiam mais seguras. Ao final, cada uma pode ir até a cabine e acionar, rapidamente, a sirene. Esse momento é o ponto alto, todos querem faze um pouquinho de barulho. Mas uma lição importante foi aprendida: só pode ligar para o Samu em caso de emergência e jamais usar o número para trotes e brincadeiras.

O condutor socorrista do Samu, Alessandro Leal, conta que os alunos menores gostam da viatura e os maiores preferem as manobras de primeiros socorros. “Eles começam a entender como funciona o serviço. Mesmo os pequenos, aprendem a como pedir ajuda e saem da experiência mais confiantes e preparados para lidar com situações de uma maneira mais tranquila”, explica.

Mais de 300 alunos participaram. Foto: Emerson Dias/NCom

Mais de 300 crianças do Ensino Fundamental, desde o P5 até o quinto ano, puderam participar do Samuzinho, incluindo os alunos com necessidades especiais, que reagiram muito bem às simulações. A professora do apoio, Sandra Regina Barbieri Nascimento, elogiou. “É muito legal, eles estão amando, aproveitaram e até mesmo o barulho foi divertido e tranquilo”.

Ação ampliada com participação e voluntários

Essa ação, ampliada a todas as turmas da escola, foi possível graças a uma parceria com estudantes de enfermagem da Unifil e do curso técnico em enfermagem da Unipros, que passaram por capacitações do Samu e vieram atuar na escola voluntariamente. Para Luana Firmino, que faz o curso técnico, a participação como voluntária no projeto confirmou sua vocação profissional. “É maravilhoso, eles tem o interesse em aprender e nós fomos preparados para ajudar. Eu me encontrei nessa profissão e é muito importante que as crianças saibam como agir em situações de urgência”, disse sorrindo.

Educadores receberam capacitação. Foto: Emerson Dias/NCom

Aproximadamente 20 educadores, entre professores e servidores da Secretaria Municipal de Educação (SME) receberam treinamento sobre manobras de desengasgo e técnicas de reanimação, com o uso de simuladores (bonecos). Anualmente, essa capacitação é realizada em respeito à Lei nº 13.722/2018, conhecida como Lei Lucas, que prevê noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários de escolas públicas e privadas da educação básica e de espaços de recreação infantil. A professora Elenir Márcia Santos de Sá participou e até se voluntariou a ser modelo para demonstração das manobras. “Eu achei fantástico, nunca tinha participado e achei maravilhoso. Antes, eu nem tinha noção de quão importante eram esses conhecimentos. Se uma criança nossa passar por algum problema, saberemos ao menos o básico para socorrer até a chegada dos profissionais”, relatou.

Kellen Mitie, coordenadora do NEU. Foto: Emerson Dias/NCom

A coordenadora do Núcleo de Educação em Urgência do Samu, Kellen Mitie, explica que o objetivo é passar orientações de forma lúdica para as crianças, além de capacitar os professores. “Trabalhamos o mesmo assunto, de formas diferentes, com abordagens direcionadas de acordo com cada faixa de idade. Levamos noções de primeiros socorros para as crianças e capacitamos os professores. São conhecimentos que podem salvar vidas”, reforçou a enfermeira.

Uma das atividades para as crianças do quarto ano, por exemplo, envolvia a reanimação cardiorrespiratória, em que os alunos faziam a massagem cardíaca no simulador cantando a música Baby Shark, para marcar o ritmo da pressão no peito e aliviar a tensão. De acordo com a diretora da EM Hikoma Udihara, Iracema Ribeiro, “situações de urgência costumam causar nervosismo, por isso, o conhecimento das técnicas é fundamental. Trazer isso para as crianças é excelente, pois eles também replicam as informações em casa, para a família. Além disso, tem um impacto emocional positivo, pois eles aprendem a lidar com situações difíceis já vivenciadas ou que poderão vivenciar”, refletiu.

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