Programa Saúde na Escola reforça prevenção e hábitos saudáveis entre crianças e adolescentes
Com atividades em 46 unidades escolares desde maio, iniciativa reúne as secretarias municipais de Saúde e Educação e o Núcleo Regional de Educação
O Programa Saúde na Escola entra na sua reta final para concluir, no mês de novembro, as atividades e oficinas em escolas, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e colégios estaduais. Desde maio, 46 unidades escolares da área urbana e distritos de Londrina receberam as equipes da Secretaria Municipal de Saúde, para aprender mais sobre prevenção e promoção de saúde com palestras, brincadeiras e outros elementos lúdicos. O programa é executado no município em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Núcleo Regional de Educação (NRE).

As próximas seis visitas do Programa Saúde na Escola (PSE) estão marcadas para terça-feira (3), na Escola Municipal Irene Aparecida (Conjunto Jamile Dequech), e sexta (6), no Colégio Estadual Albino Feijó Sanches (Parque das Indústrias) e na Escola Municipal Eugenio Brugin (Conjunto São Lourenço). Na semana seguinte, em 9 de novembro o programa terá atividades na Escola Municipal Luiz Marques Castelo (Patrimônio Regina) e, concluindo a agenda deste ano, no dia 11 de novembro será a vez da Escola Municipal Anita Garibadi (Jardim Espanha).

Integrante da Equipe Multiprofissional (eMulti) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a fisioterapeuta Flávia Cristina Silva Soares atua na zona sul da cidade. Com a eMulti 03, ela já prestado apoio em edições anteriores e, esse ano, participa do Saúde na Escola como promotora de saúde pela primeira vez.
A fisioterapeuta da SMS explicou que, ao longo de oito atividades em diferentes escolas, abordou os temas em conjunto com outros profissionais – nutricionista, educador físico, psicóloga, enfermeiros e residentes em Saúde da Família. “Com os alunos, realizamos atividades sobre cultura de paz, alimentação saudável, reconhecimento das emoções e prevenção de bullying, combate do tabagismo e prevenção do abuso sexual”, elencou.
Ela observou que os estudantes ficam muito interessados e participativos, assim como os professores e diretores. “É uma iniciativa de extrema importância, considerando que o ambiente escolar faz parte dia a dia das crianças e é um espaço seguro. O PSE traz um momento de aprendizagem de forma lúdica e descontraído, então trabalhamos com teatros, fantoches e dinâmicas”, detalhou.
Embora as atividades presenciais nas escolas estaduais, CMEIs e colégios estaduais tenham iniciado em maio, a preparação do Programa Saúde na Escola começou bem antes, com reuniões envolvendo a SMS, Educação e o NRE, além de capacitação dos profissionais.

Segundo a coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno da SMS, Gabriela Ramos Ferreira Curan, para o PSE 2026 o Ministério da Saúde apontou como prioritários cinco temas: Alimentação saudável e prevenção da obesidade; Promoção da cultura de paz e direitos humanos; Verificação da situação vacinal; Saúde sexual e reprodutiva e Saúde Mental. “Então, neste ano, foram trabalhados nas escolas os cinco temas prioritários e, além desses, o município incluiu saúde bucal e a prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas”, citou.
Essas temáticas são apresentadas às crianças e adolescentes em estações educativas, com o objetivo de conscientizar utilizando linguagem e elementos adequados a cada faixa etária. “Ao longo do ano também é realizada a avaliação antropométrica dos alunos, uma atividade dividida entre os professores de educação física das escolas e os profissionais da eMulti, e a avaliação bucal pelas equipes de Odontologia”, acrescentou Curan.
A coordenadora destacou que o retorno por parte das unidades tem sido muito positivo, com pedido de que as ações sejam replicadas no contraturno escolar. “Temos levado isso em consideração para o planejamento do próximo ciclo. Percebemos que vários temas abordados pelas nossas equipes do PSE são familiares aos alunos, pois vêm sendo trabalhados também pelos professores em sala de aula e até mesmo pela Patrulha Escolar da Guarda Municipal. Ocorre por exemplo nas estações sobre o abuso de telas e o cyberbullying, e quando trabalhamos a dinâmica do semáforo do toque e a conscientização sobre o abuso sexual. Isso é muito interessante, pois é ancorando novos conceitos ao conhecimento que já vem sendo construído que conseguimos consolidar o aprendizado”, enfatizou.
Para Curan, que coordena o PSE em conjunto com a nutricionista Renata Freitas Albieri Teixeira, o Programa Saúde na Escola é uma iniciativa que vale todo o esforço empregado. “Temos clareza de que a maioria dos resultados acompanharão os alunos a médio e a longo prazo, mas um resultado imediato que já presenciamos é o fato de familiares de crianças que assistiram ao teatro sobre os malefícios do cigarro e do vape no PSE procuram a UBS para ingressarem no grupo de cessação do tabagismo, de tanto a criança insistir em casa'”, completou.




