Cidade
Prefeito decreta luto oficial pela morte de Zilda Arns
“É uma perda inestimável por tudo que fez pelas crianças do Brasil e do mundo”, declarou o prefeito; Zilda Arns iniciou a Pastoral da Criança na região de Londrina
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, decretou hoje (dia 13), luto oficial no município de três dias pelo falecimento da coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns. “É uma perda inestimável por tudo que fez pelas crianças do Brasil e do mundo”, declarou o prefeito.
A médica Zilda Arns está entre as vítimas do terremoto do Haiti. Ela estava em missão humanitária no Haiti e, no momento do terremoto, estava andando nas ruas com um sargento do Exército e morreu nos escombros. Médica pediatra e sanitarista Zilda Arns dedicou sua vida a trabalhos de solidariedade, apostando na educação como ferramenta para combate a doenças infantis e à desnutrição.
Em 1983, a pedido do irmão, Dom Paulo Evaristo Arns, iniciou os trabalhos da Pastoral da Criança, uma entidade que tem o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e atua em 27 países. Com o apoio de Dom Geraldo Magella Agnelo, então arcebispo de Londrina, desenvolveu a experiência piloto do Projeto, no município de Florestópolis, a 73 km ao norte de Londrina.
“Ela tinha uma ligação e uma referência grande com Londrina. Seus prêmios internacionais e nacionais pelo forte trabalho que realizava sempre levaram o nome da nossa cidade e região”, disse Barbosa.
Zilda Arns
Um dos principais projetos que Zilda coordenava era o de Alimentação Enriquecida, que consistia em educar as populações carentes sobre meios de enriquecer a alimentação do dia a dia com alimentos disponíveis na região. Além da Pastoral da criança, Zilda Arns também estava envolvida na coordenação da Pastoral da Pessoa Idosa, e participava como representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Conselho Nacional da Saúde e no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Sua atuação rendeu diversos prêmios e homenagens no Brasil e no mundo, entre eles a comenda da Ordem do Rio Branco (2001), Prêmio de Direitos Humanos (2000), Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (conferido em 1998 pela Unicef), Heroína da Saúde Pública das Américas (conferido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2002), o prêmio Woodrow Wilson (2007), além de ter recebido o título de doutor honoris causa em cinco universidades. Em 2001, a Pastoral da Criança brasileira concorreu ao Prêmio Nobel da Paz, conferido ao então secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
(Londrina, 13 de janeiro de 2010)