Vendas de armas de brinquedo serão fiscalizadas amanhã
Comitê Londrinense para o Desarmamento esteve reunido ontem(18); dois eventos foram marcados
O Conselho Municipal de Cultura de Paz (COMPAZ), acompanhado por fiscais da prefeitura de Londrina, estará visitando amanhã (20), estabelecimentos com o intuito de fiscalizar se as lojas estão cumprindo a lei municipal n° 9.188, que proíbe a comercialização de armas de brinquedo em Londrina.
“Queremos uma campanha permanente em Londrina para que a Lei que proíbe a venda de armas de brinquedo seja cumprida. Queremos conscientizar os pais para que participem, não comprando armas de brinquedo e, ainda, garantir que as lojas saibam da existência dessa Lei na cidade e que ela seja respeitada”, explicou coordenador da ONG Londrina Pazeando e presidente do Compaz Luis Cláudio Galhardi.
Comitê
O movimento Londrina Pazeando promoveu ontem (18) a primeira reunião de trabalho do Comitê Londrinense para o Desarmamento. A reunião foi realizada na sede da Guarda Municipal, rua Newton Braga, 463, jardim Santos Dumont. Participaram da reunião membros do Conselho Municipal de Cultura de Paz (COMPAZ), Londrina Pazeando, Guarda Municipal, Polícia Civil e Militar, associações, igrejas, conselhos de segurança, ONGs e cidadãos interessados em diminuir a violência.
De acordo com o coordenador da ONG Londrina Pazeando e presidente do Compaz, a reunião decidiu que armas de fogo já passam a ser recolhidas pela Polícia Federal. “A partir de agora os postos da polícia federal estarão recolhendo as armas. Para realizar a ação a pessoa deve imprimir no dia da entrega uma guia de transporte no site da polícia federal”, explicou.
Ficou decidido ainda mais dois eventos. Um a ser realizado em local a ser definido, no dia 7 de maio, quando completa um mês da tragédia da escola de Realengo, no Rio de Janeiro. O outro será no dia 18 de maio, na Concha Acústica.
Uma segunda reunião do Comitê será realizada no dia 9 de maio para que sejam decididas novas ações. De acordo com o Galhardi, a intenção do comitê ainda é criar postos de coletas de armas na cidade. “Queremos aproximar a população do local da entrega da arma”, disse. “Entregando a arma em igrejas católicas, evangélicas, centros espíritas, por exemplo, isso fará com que as próprias pessoas tornem-se divulgadoras da campanha do desarmamento”, completou.




