Escolas municipais se destacam no Londrina Matsuri
Escolas Armando Rosário Castelo e Zumbi dos Palmares ficaram na 1ª e 2ª colocação, respectivamente;
Pelo terceiro ano consecutivo, o Londrina Matsuri promoveu o concurso “Meio Ambiente – Melhores Práticas”, onde escolas municipais e estaduais inscrevem projetos voltados à educação ambiental. Na edição deste ano, 11 trabalhos foram inscritos e apresentados durante a festa, ocorrida no último final de semana, no Parque de Exposições Ney Braga.
Na avaliação dos professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o projeto “Educação Ambiental – destinação correta dos resíduos”, da Escola Municipal Armando Rosário Castelo, distrito de Paiquerê, ficou com a primeira colocação. A escola foi contemplada com um notebook.
“Nós nos baseamos em duas frentes de trabalho, com os resíduos secos e úmidos. Através dos resíduos secos, implantamos a lixeira seletiva e explicamos a destinação correta do lixo. Com o lixo úmido, os alunos juntaram restos de comida da cantina para realizar a compostagem, processo que transforma lixo orgânico em adubo“, explicou a coordenadora do projeto, Cristina da Silva Borba.
Entretanto, na avaliação da professora, o diferencial foi a pedalada ambiental realizada na Semana Mundial do Meio Ambiente. “Os maiores alunos foram de bicicletas e outros de van. Nós nos deslocamos até a mina d’água de Paiquerê, que abastece todo distrito, e fizemos o plantio de 70 árvores de cinco espécies diferentes”, disse.
Cristina também destacou a importância do projeto, principalmente, por atingir o público infantil. “É uma forma de motivá-los a cuidar do meio ambiente. Nós notamos que, durante o processo de produção, as crianças buscavam um maior entendimento, a fim de contar, aos pais e familiares, o que aprenderam na escola”, afirmou.
A segunda colocação também é da rede municipal de ensino. A escola Zumbi dos Palmares, do bairro União da Vitória, apresentou o projeto “Atuar para saber melhorar o mundo”. O projeto, coordenado pelos professores Mario Alves de Oliveira e Joceli Kátia Pelisser, envolveu cerca de 200 crianças.
“Assim como a primeira colocada, nós também utilizamos o processo de compostagem. Com os restos de comida da cantina, fizemos o adubo, que foi destinado à produção de hortaliças e plantas medicinais ao horto”, explicou o professor Mário.