Prefeitura sedia audiência pública do Plano Municipal da Mata Atlântica nesta quarta (11)
Encontro traz panorama sobre as áreas deste bioma pertencentes ao município, nas zonas urbana e rural, e tem participação aberta; consulta pública sobre o PMMA segue até 16 de março
Os diálogos com a comunidade para a confecção do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de Londrina (PMMA) continuam nesta semana com mais um encontro público de mobilização social. A sede administrativa da Prefeitura de Londrina recebe a terceira audiência desse processo, a primeira na área urbana, após etapas realizadas nos distritos de Lerroville (25 de fevereiro) e São Luiz (4 de março). A oficina é aberta ao público e irá ocorrer a partir das 19h, no auditório da PML (2º andar do prédio), na avenida Duque de Caxias, 635, Centro Cívico. Não é necessário fazer inscrição para participar.
A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), que apoia e acompanha cada etapa do projeto, incluindo integrantes no Grupo de Trabalho de construção do PMMA, terá representantes no evento. Membros do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) também estarão presentes. Foram convidadas diversas entidades locais, entre universidades, escolas, ONGs, órgãos públicos e outras esferas.

No mesmo formato das audiências anteriores, na zona rural, esta terá uma apresentação geral sobre o Plano Municipal, que será implantado ineditamente em Londrina. A condução fica a cargo do biólogo Eduardo Panachão, coordenador técnico da área de meio biótico da Master Ambiental, empresa especializada de consultoria e engenharia ambiental que é responsável pela elaboração do PMMA. Além de mostrar um panorama sobre as áreas de Mata Atlântica existentes no município, ele apontará quais são os objetivos desse instrumento que ajudará a nortear as políticas públicas de conservação e restauração dos ambientes remanescentes desse bioma.
O público presente poderá se expressar, dar opiniões, sugestões e compartilhar relatos, a fim de colaborar com a construção de um plano viável e compatível com a realidade local, contemplando as áreas urbana e rural de Londrina.
A assessora de Planejamento Estratégico da Sema, Fabiana Borelli Amorim, contou que a edição anterior do encontro foi produtiva no Colégio Estadual Capitão Euzébio Barbosa de Menezes, em São Luiz. “A atividade alcançou um público bem jovem, em sua maioria, incluindo estudantes do ensino médio, além de professores e trabalhadores rurais, sendo um momento bastante participativo. Os participantes demonstraram muito interesse no assunto e conseguiram alinhar os conhecimentos apresentados com sua realidade na zona rural, que é onde há maior concentração de pontos de Mata Atlântica em Londrina. Puderam tirar dúvidas e entenderam que é clara a necessidade de preservação desses locais, bem como a importância de existir um plano especialmente voltado a essa finalidade, estimulando a conscientização ambiental”, destacou.
A professora da Gerência de Parques e Biodiversidade da Sema, Daniele da Costa, disse que alguns elementos destacados pelos participantes da audiência passada foi a Mata dos Godoy, que fica na região de São Luiz, assim como o Ribeirão dos Apertados, além de animais silvestres avistados no cotidiano. “Para nós, é muito importante a participação de todos e esse público mais jovem, de estudantes que estão ingressando na fase adulta, são importantes multiplicadores do que é debatido nas reuniões. Sua vivência e colaboração na construção do plano conversam com os objetivos almejados neste projeto quanto à sua continuidade e disseminação”, enfatizou.
De acordo com Amorim, existe a possibilidade de realização de mais uma oficina de mobilização social para tratar do Plano Municipal da Mata Atlântica. “Uma data no distrito de Paiquerê está sendo articulada para o dia 28 de março, ainda sem confirmação. O cronograma previa três encontros, inicialmente, finalizando com o da Prefeitura, mas estender a ação na zona rural pode ampliar o alcance dos diálogos para a construção do Plano”, pontuou.

Londrina conta com espaços de preservação da Mata Atlântica em locais como o Parque Estadual Mata dos Godoy, o Parque Municipal Arthur Thomas e a Mata do Barão, Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). As audiências passam por aspectos envolvendo hidrografia, Áreas de Preservação Permanente (APPs), papel do Município em fiscalizações, monitoramento e investimentos, fauna nativa, cuidados com animais, impactos ambientais, saneamento básico, tratamento de esgoto, matriz energética, entre outros.
Participativo e sem custos ao Município – O público londrinense continua podendo participar de uma consulta pública, iniciada em fevereiro e que segue aberta até 16 de março por meio de formulário on-line no Portal da Prefeitura. A iniciativa foi criada para receber as opiniões e percepções da comunidade acerca do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica. Ao todo, 232 contribuições já foram registradas no sistema.
A compilação das respostas servirá para a produção de um diagnóstico técnico socioambiental para que seja criado um plano justo, eficaz, transparente e conectado com a realidade da cidade.
A construção do Plano não gera gastos para a Prefeitura de Londrina, sendo financiado por meio de medida ambiental compensatória de um empreendimento, a partir de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). A Prefeitura e o Consemma prestam apoio, acompanham todos os passos e também ampliam a divulgação, além de participarem dos encontros públicos, reuniões e deliberações a respeito do modelo do plano. Após todas as etapas, o objeto final está previsto para estar pronto até agosto de 2026.




