Cidadão

Oficina gratuita explora a linguagem dos videogames como obra de arte contemporânea

A atividade apresenta o jogo como linguagem e compartilha processos de produção

A Vila Cultural Grafatório, localizada na rua Mossoró, 483, sedia neste sábado (25), das 9h às 19h, a oficina gratuita “Games & arte – uma introdução”. Conduzida pelo artista visual, designer e fotógrafo Guilherme Gerais, a atividade propõe uma reflexão sobre o conceito de jogo e apresenta artistas que utilizam o formato como linguagem expressiva. O encontro é destinado a maiores de 18 anos e não exige conhecimento prévio em programação ou artes por parte do público.

As inscrições são realizadas em formulário on-line. São 20 vagas para a oficina, com 20% delas reservadas para pessoas pretas, pardas ou indígenas, mediante autodeclaração. A participação requer disponibilidade integral para o horário da atividade.

Foto: Divulgação / Grafatório

Durante as dez horas de duração, o encontro abordará conceitos básicos de game design e exibirá exemplos de títulos desenvolvidos por criadores independentes e estúdios que se aproximam de disciplinas como cinema, pintura e literatura. Segundo Gerais, a fronteira entre o videogame de entretenimento e o jogo como arte está na experimentação. “Acho que o jogo como obra de arte assume mais riscos e tenta caminhos ainda não explorados, sejam temas, estruturas narrativas ou escolhas que fazem o jogador refletir e indagar aquela experiência, sem recorrer necessariamente a tropos já estabelecidos”, explicou.

O artista também compartilhará o processo prático de seu projeto em desenvolvimento “Como se fosse___”, inspirado no realismo mágico. Gerais relatou que a imersão na área de jogos exigiu uma adaptação técnica, que o levou a estudar motores gráficos e modelagem 3D. “Essas etapas de aprendizado da curva que ainda estou trilhando podem ser compartilhadas para ajudar quem deseja se dedicar à área”, afirmou o ministrante.

A inclusão de uma pauta tecnológica em um espaço tradicionalmente dedicado às práticas gráficas, editoriais e artesanais é vista pela organização como um movimento orgânico, como relatou a gestora de programação do Grafatório, Carolina Sanches. “A incorporação de linguagens que envolvem tecnologia, estética dos games ou ferramentas digitais não ocorre como um direcionamento pré-estabelecido, mas sim como um desdobramento natural das relações com artistas e suas pesquisas”, pontuou a gestora.

A realização da atividade é viabilizada pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). O fomento atua como a base de sustentação da Vila Cultural, garantindo a manutenção do espaço e o desenvolvimento de uma programação consistente, somando-se em 2025 ao patrocínio do programa Pontos de Cultura (PNAB).

Para Gerais, o impacto das políticas públicas de cultura reflete diretamente na democratização do conhecimento. “O patrocínio do Promic é essencial para que a produção cultural da cidade continue evoluindo. Cada projeto contemplado contribui com esse crescimento, compartilhando e retribuindo conhecimento para novas gerações interessadas em desenvolver seus próprios projetos”, concluiu.

Texto: João Souza, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina

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