16ª Oficina de Capoeira Angola celebra 25 anos em Londrina com mestres da Bahia
Evento gratuito reúne rodas, oficinas e vivências culturais entre os dias 24 e 26 de abril, na Casa da Vila
O Centro Esportivo de Capoeira Angola de Londrina realiza, entre os dias 24 e 26 de abril, a 16ª edição da Oficina de Capoeira Angola (OCA), na Vila Cultural Casa da Vila (rua Uruguai, 1.656, Vila Brasil). A abertura ocorre na sexta-feira (24), às 19h30, com roda de capoeira.
A programação segue no sábado (25), a partir das 9h, com oficinas ao longo do dia, incluindo atividades às 11h, 14h e 16h, além de uma roda às 20h. No domingo (26), as ações começam às 9h, com roda de conversa com os mestres às 10h30. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia pelo link disponível na biografia do Instagram da Casa da Vila (@casadavila.cultural), com prazo até o último dia do evento.
A oficina celebra os 25 anos de atuação do grupo em Londrina e reúne uma programação voltada principalmente a praticantes da capoeira angola, com momentos de formação, troca de experiências e vivência cultural. Além das atividades formativas, o evento também abre espaço para o público geral nas rodas, promovendo o contato com a prática.
Nesta edição, o evento conta com a presença dos mestres Jurandir e Zoinho, do Centro Esportivo de Capoeira Angola de Salvador (BA), grupo histórico criado pelo mestre Pastinha. A participação dos convidados reforça a conexão direta com a tradição baiana e com a linhagem do mestre João Pequeno, referência na preservação dos fundamentos da capoeira angola.

Segundo o coordenador da oficina e gestor da Casa da Vila, Marcelo Pinhatari, o evento é uma continuidade de um trabalho desenvolvido há mais de duas décadas na cidade. “Esse evento que a gente denomina Oficina de Capoeira Angola já ocorre desde 2002 aqui em Londrina. Nós estaremos trazendo dois mestres do Centro Esportivo de Capoeira Angola de Salvador. O nosso trabalho aqui é uma extensão do que é feito em Salvador”, afirmou.
Marcelo também destacou a importância da iniciativa como espaço de aprofundamento para os praticantes. “A oficina é aberta aos capoeiristas, porque uma pessoa que está começando agora não vai conseguir aproveitar o evento. É uma oportunidade para se aperfeiçoarem e terem contato com esses mestres, com essa linhagem”, explicou. Ele ressaltou ainda que as rodas são abertas ao público, permitindo que interessados acompanhem e apreciem a prática de perto.
Mais do que uma atividade corporal, a capoeira angola é compreendida como uma manifestação cultural de matriz africana, com raízes históricas no Brasil. “É uma manifestação da nossa cultura, criada no Brasil, predominantemente africana. Surgiu como forma de resistência dos povos escravizados, que desenvolveram movimentos para fortalecer o corpo e se preparar para lutar e fugir”, contextualizou Marcelo. Segundo ele, ao longo do tempo, a prática se transformou, dando origem a diferentes vertentes, sendo a capoeira angola aquela que busca preservar os fundamentos ancestrais.
Realizada pelo Centro Esportivo de Capoeira Angola de Londrina, a 16ª OCA integra as ações do ponto de cultura Casa da Vila e conta com patrocínio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Texto: Laura Gonçalves, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina




