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Obras de asfalto e drenagem criam atmosfera de transformação em área industrial do Cilo III

Várias empresas operam no local com veículos pesados e sem infraestrutura viária; após décadas de espera em ruas de terra, trabalhadores e moradores terão mais segurança, mobilidade e qualidade de vida

Um cenário de mudanças impactantes começa a ser vivido pelos trabalhadores, empresários e moradores da região do Cilo III, importante ramal industrial na zona oeste de Londrina. Nesta quarta-feira (11), o prefeito Tiago Amaral esteve no evento de assinatura da ordem de serviço para as obras de implantação de pavimentação, rede de galerias pluviais, calçadas e infraestrutura viária das ruas Joaquim Felismino da Silva e Helena Aparecida Ridão. Os trabalhos iniciaram na semana anterior pela empresa contratada, com veículos e máquinas pesadas já operando na limpeza inicial de terreno e içamento de tubos de concreto que serão utilizados para criar o inédito sistema de drenagem nessa área.

Hoje, há entre 250 e 300 funcionários empregados somente na abrangência que receberá as melhorias, a ser contemplada com 6.628,83 m²  em serviços executados. Localizado em altura próxima ao encontro entre a BR-369 (avenida Tiradentes) e PR-445 (rodovia Celso Garcia Cid), sentido Londrina-Cambé, essa área do Cilo III reúne uma série de empreendimentos de diferentes segmentos produtivos e reivindica há décadas melhorias estruturais junto ao poder público. Hoje sem nada de asfalto, calçadas e drenagem de águas pluviais, as vias receberão a urbanização devida para melhorar a mobilidade de tráfego, acesso e segurança viária, facilitando a vida de todos que precisam utilizá-las no dia a dia.

Foto: Emerson Dias / N.Com

O pacote de serviços inclui pavimentação completa, calçadas com meio-fio, sinalização de trânsito e iluminação pública. Para viabilizá-los, o Município investe R$ 2.799.700,00 com recursos advindos do Governo do Paraná, via Paranacidade. A empresa responsável é a  Implere Infraestrutura Urbana, que terá prazo de 240 dias (oito meses) para realizar todos os trabalhos previstos contratualmente. Após a limpeza do terreno, virão as escavações com abertura das valas, as instalações de galerias subterrâneas e, mais além, a pavimentação, sinalização e demais ações.

O prefeito Tiago Amaral destacou que investir em infraestrutura de áreas industriais melhora a mobilidade urbana, facilita a vida dos trabalhadores, moradores e empresários do bairro, além de impulsionar o desenvolvimento econômico de Londrina. “Essa região do Cilo III é habitada e utilizada há quase 40 anos, já tem vasta história. As duas ruas que começam a passar por obras têm muitas empresas instaladas, funcionários, há chácaras aqui, e é um local que estava até então sem perspectivas e respostas. Agora, terão seu problema solucionado. Essa parte estratégica da região oeste à noroeste interliga vários polos industriais, tem uma riqueza de setores, enorme potencial, e vai sentir a diferença contando com estrutura de qualidade para desempenhar seus serviços”, afirmou.

Tiago reforçou que a Prefeitura está resgatando demandas que precisavam de atenção e dando os devidos encaminhamentos para garantir respostas reais. “Nosso trabalho está sendo transformar anseios antigos e expectativas de longo prazo em realidade concreta. Buscamos olhar os problemas de frente, entender a situação, ouvir a população e trazer as soluções. Estamos pavimentando a rua Cândido Abreu no Conjunto Lindóia, que esperava há 30 anos, e também na zona leste faremos o asfaltamento do Parque Buena Vista, outra demandas de três décadas, além da pavimentação e ampliação da rua Pedro Boratin, mais um sonho antigo na mesma região. Já estamos com contrato assinado para a duplicação da avenida Saul Elkind, que começará em breve, então são várias obras em andamento e para serem iniciada”, frisou.

Foto: Emerson Dias / N.Com

Segundo o secretário municipal de Obras e Pavimentação, Otávio Gomes, começar os serviços em um período que se aproxima do fim das chuvas mais intensas de verão trará ganhos no avanço da execução pelos próximos meses. “Logo mais, saímos das chuvas para uma estiagem e as obras poderão caminhar bem. A Prefeitura acompanhará cada passo dos trabalhos, a fim de garantir que os impactos à rotina das ruas sejam minimizados. Sabemos que esse período traz alguns transtornos inerentes à natureza dos serviços pesados de escavações, instalações de tubulações, asfaltamento e infraestrutura. Pedimos a compreensão, pois a espera valerá muito a pena. Se tudo der certo, até o final do ano teremos a inauguração dessa rua toda renovada e transformada em local digno para os trabalhadores e moradores irem e virem com segurança”, comentou.

Também participaram da solenidade hoje (11) representantes e trabalhadores das empresas da região; o vice-prefeito Junior Santos Rosa, os vereadores Marinho e Sidnei Matias; a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó; além de representantes da empresa contratada para as obras e servidores de diferentes secretarias e órgãos municipais.

Foto: Emerson Dias / N.Com

Após espera longa, mais qualidade de vida – Neuza Pires vive há 11 anos em uma chácara na rua Joaquim Felismino da Silva, junto com o marido, que reside no local há cerca de 40 anos. Ela contou que está ansiosa para poder morar em uma rua estruturada depois de longa espera. “Já vieram (da Prefeitura) aqui em gestões anteriores anunciar obras e nunca saiu nada. Como é muito precária a rua, aqui não passa lixeiro, nem coleta de recicláveis, temos que levar o lixo a outros locais, quando é possível, e ir seguindo a vida. Sair de casa na chuva é difícil, seja a pé ou de carro, pegar ônibus também. É sempre muito barro e lama por tudo, ficamos presos, aqui passa caminhão pesado o tempo todo. Agora, estamos felizes que isso vai ser feito de verdade aqui, representa muita coisa para nós. Eu tenho 78 anos, meu marido 84, e ele nunca viu sendo feito nada em 40 anos, então é uma grande alegria ver a movimentação”, comemorou.

Foto: Emerson Dias / N.Com

Segurança e horizonte de avanços – Conforme o CEO da marca de moda masculina King Joe, Allan Soares, empresa cujas fábricas funcionam na abrangência do local das obras, uma nova realidade se desenha com o começo dos serviços. As seis unidades da companhia operam nessa área do Cilo III, entre centros logísticos, de distribuição e produção. “Com asfalto e drenagem de qualidade, teremos condições melhores de acesso, transporte e limpeza, uma vez que os alagamentos, a sujeira e falta de mobilidade afetam todo o bairro com suas indústrias e imóveis. Temos com nossa empresa 15 mil metros de indústrias somados aqui nessa região e fabricamos 2 milhões de peças de roupa por ano. Só dentro dessa unidade são 50 funcionários e vamos expandir, também com intenção de trazer ainda o setor administrativo para cá, o que fará passar de 100 pessoas no mesmo local. Então, com maior estrutura viária poderemos avançar, ter mais flexibilidade para trazer funcionários novos, as indústrias locais poderão investir mais e todos ficarão mais motivados”, disse.

Foto: Emerson Dias / N.Com

Fernando Paulucci, diretor industrial da empresa Romaliga Indústria e Comércio de Ligas Metálicas, que atua desde 2007 com reciclagem de alumínio na rua Joaquim Felismino da Silva, celebrou o início dos serviços e enfatizou que a região terá ganhos concretos. “São melhorias aguardadas há tempos. Houve várias tentativas de empresários e da vizinhança junto a gestões anteriores para trazer asfalto, drenagem e estrutura, mas sem sucesso. Chegamos a doar um projeto por conta própria, inclusive. Foi uma árdua luta que, felizmente, agora está realmente saindo do papel. É uma alegria imensa concretizar isso em uma região produtiva e que tende a crescer cada vez mais. São muitos caminhões pesados carregando toneladas em ruas estreitas de terra, fica sempre alagado quando chove, sem condições e ruim para todo mundo, funcionários, empresários e moradores. Chegamos até a ter um tombamento de pá-carregadeira em um dia chuvoso e precisamos acionar guincho para desvirá-la. Agora tudo muda de panorama e somos agradecidos”, relatou o gestor da empresa que possui quatro barracões na mesma abrangência do Cilo III, sendo dois de uso próprio e dois alugados para outros empreendimentos.

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