Mutirão de combate à dengue chega ao Jardim Eldorado
Bairro da zona leste de Londrina é o 11º, em 2026, a receber ação da Prefeitura para eliminação de criadouros do mosquito; ano registra queda de 75% nos casos da doença
Moradores do Jardim Eldorado, na região leste de Londrina, terão apoio dos trabalhadores da Prefeitura para retirar pontos que podem acumular água parada e servir de criadouro para o mosquito da dengue. A ação será nesta sexta e sábado, dias 20 e 21 de março, sob a coordenação do setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A participação no mutirão envolve, ainda, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e a Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (SMAA).
Este é o 11o bairro do município a receber o apoio este ano, em um trabalho que foca as regiões com maior índice de notificações – até o momento, o mutirão já passou pelos bairros Eucaliptos, Leonor, Santa Rita, San Fernando, San Izidro, Maringá, Monte Carlo, Vila Industrial, Pinheiros e Novo Perobal.
A programação inclui visitas domiciliares em todos os imóveis situados nas áreas delimitadas, com identificação e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti; distribuição de sacos verdes e orientação aos moradores quanto à separação e ao descarte adequado de materiais inservíveis que possam acumular água, como latas, garrafas, pneus, recipientes plásticos, baldes e outros objetos com potencial de retenção de água; aplicação de inseticida com equipamento UBV costal, conforme critérios técnicos; aspiração de mosquitos em quadras com registro de casos positivos; sobrevoo com drone para identificação de possíveis criadouros em locais de difícil acesso.
Quem tiver denúncias de locais com água parada, ou não estava presente para autorizar a entrada do agente de Controle de Endemias, pode entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde pelo telefone do Disque-Dengue: 0800 400 1893, informar o endereço e qual o horário mais adequado para que a vistoria seja realizada.

A programação dá continuidade aos esforços empreendidos ao longo de 2025, quando houve 22 edições do mutirão, resultando em um envolvimento direto e indireto estimado em 250 mil pessoas, e no apoio à redução de 83% nos óbitos e de 88% nos casos de dengue, ao longo do último ano. A tendência positiva segue em 2026: na comparação com o mesmo período do ano passado, deste início de ano o município de Londrina teve redução de 75% nos casos confirmados e de 42% nas notificações, além da ausência de morte pela doença.
Até o momento, 295 casos foram confirmados, a partir de 3,8 mil notificações, o que representa uma taxa de positividade de 7,7%. “Os indicadores observados, em comparação com anos anteriores, demonstram uma redução, refletindo um trabalho organizado, contínuo e efetivo das equipes em campo”, apontou o gerente de Vigilância Ambiental em Londrina, Nino Ribas.
De acordo com o gestor, a intensificação das ações de controle é orientada a partir do monitoramento contínuo das notificações e dos casos confirmados no município. “Esse acompanhamento permite direcionar as equipes para as áreas de maior risco, garantindo uma resposta oportuna e mais efetiva”, esclareceu.
Sobre o mutirão no Jardim Eldorado, ele explicou que o foco será a eliminação de criadouros, ou seja, todo material que possa acumular água, pois é a medida mais eficaz no controle do mosquito. “O poder público vem potencializando as ações com o uso de tecnologias, como drones e armadilhas do tipo ovitrampas, que permitem identificar precocemente áreas de maior risco e agir de forma mais rápida e direcionada”, detalhou. Ele lembrou, ainda, da importância do engajamento dos moradores e moradoras nas ações de controle. “As equipes estão atuando de forma intensificada, porém é fundamental a participação da população. Cada morador deve verificar seu quintal e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água”, frisou.
Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos têm a vacina contra a dengue disponível nas Unidades Básicas de Saúde. A proteção é gratuita e aplicada em duas doses. Em caso de sintomas como febre, dor no corpo, dor atrás dos olhos ou manchas na pele, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação e acompanhamento adequado.
“O combate à dengue depende de todos. Sem criadouros, não há mosquito. E sem mosquito, não há transmissão”, concluiu Nino Ribas.




