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Londrina inicia testes com ônibus movido a biometano

Modelo vai circular por nove linhas e objetivo é avaliar itens como consumo, desempenho, autonomia e conforto

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) inicia, neste sábado (21), os testes com um ônibus movido a biometano em Londrina, em mais um passo do município rumo a mobilidade sustentável. O biometano é um combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos.

Ônibus Marcopolo Volare modelo Fly 10 Urbano / foto: Emerson Dias / NCom

A iniciativa, realizada em parceria entre a Prefeitura de Londrina, a CMTU e a concessionária Transportes Coletivos Grande Londrina, reforça o compromisso do Município com a inovação, a economia circular e a descarbonização do transporte público. O ônibus vai circular por 30 dias e os testes serão importantes para avaliar itens como consumo e desempenho por quilômetro rodado, autonomia, capacidade e tempo de abastecimento, dirigibilidade, torque (força do motor) e conforto para os usuários e motoristas.

O veículo utilizado é um ônibus Marcopolo Volare modelo Fly 10 Urbano, fabricado especialmente para aplicação de gás veicular e movido 100% por biometano, com capacidade para até 54 passageiros. Serão atendidas nove linhas: 108 – Albatroz (Aeroporto), 109 – Rodoviária, 301 – Jd. Presidente, 303 – Jd. Tóquio, 306- Cidade Universitária, 310 – Jd. do Sol, 419 – Porto Seguro, 420 – Vivi Alto da Boa Vista /Londrina Norte e 804 – Terminal Oeste / Gleba Palhano.

“São linhas com quilometragens e topografias diferentes, por isso será possível avaliar a capacidade e desempenho do veículo em diferentes situações. Além disso, nas linhas em que o biometano for realizar o teste, o veículo que já circula na linha não será retirado para que haja um comparativo entre as duas tecnologias, diesel e biometano”, explicou o diretor de Transporte da CMTU, Fernando Porfírio.

“Faz parte da nossa estratégia transformar Londrina em uma cidade muito mais sustentável”, afirmou o prefeito. / foto: Emerson Dias / NCom

Presente na apresentação do veículo, nesta sexta-feira (20), no Calçadão, o prefeito Tiago Amaral ressaltou que utilizar o biometano como combustível da frota municipal e também do transporte público faz parte do plano de governo da administração.

“É importante lembrar que já iniciamos um estudo para apresentar um novo modelo de gestão dos resíduos e destinação final, que sempre foi feita em lixões. Vamos começar a utilizar o resíduo para transformar em gás, em biometano. É bom para a natureza, é um combustível mais barato para atender as nossas frotas e também as nossas indústrias. Faz parte da nossa estratégia transformar Londrina em uma cidade muito mais sustentável”, destacou o prefeito.

Renan Salvador, presidente da CMTU / foto: Emerson Dias / NCom

O presidente da CMTU, Renan Salvador, lembra, que dentro da pauta de mobilidade sustentável, o Município realizou testes com ônibus elétricos em 2025 e que o objetivo agora é validar com a operação alternativas de novos combustíveis e entender o cenário para possíveis trocas de veículos.

“O objetivo é colocar Londrina no patamar das cidades que atendem os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, uma cidade amiga do meio-ambiente, que deixa de usar combustíveis fósseis e passa a usar um reutilizável”, afirmou o presidente da CMTU.

Biometano – O biometano é produzido a partir da decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos — lixo urbano, efluentes industriais e biomassa agroindustrial — seguida da purificação do biogás gerado nesse processo. O resultado é um combustível com as mesmas propriedades do gás natural, mas com uma pegada de carbono radicalmente menor ao longo de todo o ciclo de vida, da produção ao consumo.

Ao contrário do diesel — cuja cadeia está associada à extração, refino e transporte de petróleo —, o biometano é gerado a partir de um passivo ambiental que, de outra forma, seria destinado a aterros ou liberado diretamente na atmosfera. Essa inversão de lógica é o que torna o biometano não apenas um combustível menos poluente, mas um instrumento concreto de economia circular.

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