Museu de Arte de Londrina reabre ao público na próxima quarta-feira (1º)
Espaço histórico da cultura londrinense volta a receber a população com programação especial, novos projetos e ações voltadas à arte, educação e memória da cidade
O Museu de Arte de Londrina reabre suas portas para a população, na próxima quarta-feira (1º), retomando suas atividades no emblemático prédio da antiga Rodoviária, localizado na Rua Sergipe, 640, Centro. O retorno marca um novo momento para o museu, que volta a ocupar um dos espaços arquitetônicos mais simbólicos da cidade, reafirmando seu papel como ponto de encontro entre arte, memória e comunidade.
A programação oficial, organizada pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC), terá início às 10 horas, com uma coletiva de imprensa. A partir das 19 horas, o público será convidado a participar de uma programação cultural especial, que inclui: apresentação do violonista Natanael Fonseca da Orquestra de Câmara Solistas de Londrina, e apresentação do Coro Voz Viva.
Para marcar a reabertura, também haverá duas exposições. Uma delas com obras do próprio acervo do Museu de Arte de Londrina, celebrando os 33 anos do espaço, intitulada “Cidade Londrina”, e outra com o acervo do Museu Paranaense “A Riqueza de um patrimônio em movimento: por dentro da vida e da coleção Vladmir Kozák”.
Haverá, ainda, o lançamento do documentário “Londrina, a Cidade Moderna de Artigas”, do cineasta Luciano Pascoal, que apresenta a trajetória do arquiteto Vilanova Artigas, responsável pelo projeto arquitetônico do antigo Terminal Rodoviário, edifício que, desde 1993, abriga o Museu de Arte de Londrina.

O secretário municipal de Cultura, Marcão Kareca, ressaltou que o Museu de Arte de Londrina é um verdadeiro catalisador cultural para a cidade, desempenhando um papel fundamental na promoção da efervescência artística e na valorização do patrimônio cultural local, além de ser uma edificação tombada e icônica na cidade. “O Museu é um fórum de arte constante e aberto à população, um espaço de experimentação e inovação, onde artistas e não artistas podem apresentar suas obras e refletir sobre a complexidade da condição humana. Além disso, oferece workshops, cursos e diversas atividades socioculturais que promovem a educação estética e a sensibilização artística da comunidade”, afirmou.
O secretário acrescentou que o local atrai visitantes e turistas, gera impacto econômico e promove o desenvolvimento sustentável da cidade. “É também um símbolo de identidade cultural, ajudando a preservar e promover a memória coletiva e a identidade cultural de Londrina e região. Espaço de inclusão e diversidade, o Museu de Arte é um território de encontros e diálogo intercultural, de convivência múltipla, promovendo a cidadania e a coesão social. É um exemplo de como a arte e a cultura podem transformar a cidade e enriquecer a experiência humana. Arte, cultura, história, patrimônio histórico, lazer, entretenimento, matriz econômica e turística, educação, exposição, passeio: tudo isso e muito mais é o Museu de Arte”, apontou.
Para a diretora de Ação Cultural da SMC, Maria Luisa Alves Fontenelle, mais do que uma reabertura institucional, o momento simboliza o reencontro da cidade com um espaço dedicado à arte e à produção cultural, instalado em uma edificação icônica da arquitetura modernista e marcada pela memória afetiva dos londrinenses. “A expectativa da equipe do museu é que o local volte a ser espaço de fruição e formação cultural, frequentado por artistas, estudantes, pesquisadores, e pelo público em geral, tornando-se novamente um ambiente vivo de criação, aprendizado e diálogo entre diferentes gerações. O Museu de Arte de Londrina tem como compromisso ser um lugar aberto à diversidade cultural, à reflexão e à participação da sociedade”, enfatizou.
Antecedendo a inauguração, no período preparatório, a equipe do Museu trabalha na organização das instalações para o retorno do acervo de obras de arte e da Biblioteca Especializada em Arte “Francisca Campinha Garcia Cid”, garantindo que o espaço esteja pronto para receber novamente artistas, pesquisadores, estudantes e visitantes.
Novas propostas ampliam participação cultural em 2026
Em 2026, o Museu de Arte de Londrina apresenta novas propostas de programação e participação cultural, ampliando as possibilidades de uso do espaço pela população e pelos artistas da cidade. Entre as iniciativas, está estruturada uma Comissão Curatorial, responsável por contribuir com o desenvolvimento da política curatorial e de acervo e pela construção da agenda anual de atividades do museu. O grupo reúne representantes de instituições culturais e acadêmicas, incluindo a Divisão de Artes Plásticas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o Museu Histórico de Londrina, o Museu do Café do Sesc Cadeião Cultural, além de representantes da Secretaria Municipal de Cultura e do artista plástico Agenor Evangelista.

Outro avanço importante é a implantação da política de ocupação do espaço baseada em editais públicos, permitindo que artistas, coletivos culturais, educadores e agentes culturais apresentem propostas de exposições, cursos, oficinas, palestras e outras atividades. A iniciativa reforça o caráter democrático do museu, abrindo suas portas para múltiplas linguagens, públicos e expressões artísticas.
O Museu de Arte também continuará desenvolvendo programas já consolidados e reconhecidos pelo público, como o Museu Educativo, que oferece visitas mediadas, contação de histórias e atividades arte-educativas, especialmente voltadas a escolas e grupos interessados. Além deste, também terá continuidade o Museu de Arte em Diálogos, que promove encontros, entrevistas e registros da trajetória de artistas do acervo.
Em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, Londrina receberá ainda o programa “Satélites de Museus”. A inciativa trará à cidade uma exposição itinerante com obras do acervo do Museu Paranaense, fortalecendo a circulação cultural e o intercâmbio entre instituições museológicas.
Além disso, o Museu de Arte de Londrina poderá receber ações e projetos, ampliando a parceria com a sociedade e incentivando a realização de atividades culturais em seus espaços. Há ainda a previsão futura de implantação de um café cultural, que será viabilizado por meio de processo licitatório.
Espaço passou por grande restauração

O Museu de Arte de Londrina passou recentemente por uma ampla restauração promovida pela Prefeitura, que contemplou melhorias estruturais, estéticas e de acessibilidade. Entre as intervenções realizadas, estão a recuperação da calçada externa com piso petit pavé da década de 1980 e a restauração dos pisos internos. O prédio também recebeu pintura geral, instalação de novas grades e modernização do sistema de ar-condicionado.
Outra novidade foi a implantação de um projeto inédito de iluminação cênica, voltado tanto às áreas expositivas quanto aos espaços abertos. Também foi criada uma área de embarque e desembarque em frente à entrada principal, para facilitar paradas rápidas de veículos, além da instalação de um sistema de para-raios com estrutura de aterramento no pátio dos arcos.
O padrão de energia do imóvel também foi completamente atualizado, com foco em mais eficiência. Os banheiros foram reformados e ganharam melhores condições de acessibilidade, assim como o piso de entrada, a área interna e o entorno do edifício, que também passaram por adaptações para garantir mais inclusão e segurança aos visitantes.
As obras de restauração somaram investimento de R$ 2,1 milhões. Desse total, R$ 1 milhão são oriundos da Lei Aldir Blanc, R$ 420 mil vieram de emenda parlamentar do deputado federal Padovani, e o restante corresponde à contrapartida do Município de Londrina.




