Biblioteca Infantil recebe dois encontros de contação de história com oficina criativa
Conto "O Peixe Encantado" é um clássico popular caiçara e será explorado com apresentação lúdica e momento prático de pintura com guache
Tendo como essência propiciar momentos de reflexão e diversão ao público infantil, estimulando a produção de novos olhares e percepções por meio das páginas dos livros, o projeto Quartas Criativas realiza novos encontros nesta semana. A Biblioteca Especializada Infantil (Praça 1º de Maio, 110, Centro) recebe duas atividades amanhã (3), às 10h e às 14h30, lançando luz sobre o conto popular “O Peixe Encantado”, que será interpretado pela professora e contadora de histórias Renata Suzue. Todos os interessados podem participar gratuitamente, sem necessidade de inscrição prévia.
Quem tiver a oportunidade de comparecer, poderá usufruir de uma abordagem diferenciada para conhecer a obra da vez, um “patrimônio da cultura brasileira”, conforme sugeriu a educadora responsável por conduzir a atividade. “O objeto da contação está inserido no gênero de contos encantados de pescadores, um conto popular caiçara. Fala de um pescador, que também era músico, e vivia feliz com seu trabalho na beira da praia junto a sua família amada, esposa e filhinha. Todos os dias ele voltava feliz, cantante com os cestos cheios de peixes, até que um dia veio a escassez. Desesperado, ele indagou o motivo ao mar. Veio então a surpresa assustadora de um peixe mágico encantado, que só devolveria a abundância da pescaria por uma troca, uma barganha que mudaria a vida daquela família. Será que foi uma boa escolha a resposta dada pelo pescador?”, instigou Suzue.
Para a professora, “O Peixe Encantado” incentiva os leitores a refletirem sobre escolhas, condutas e consequências, permitindo o encantamento com as riquezas da cultura brasileira. “A escolha do conto foi porque a cultura caiçara é riquíssima em nosso país tanto quanto a cultura do agricultor e homem do campo que celebramos, comumente, em junho. Outro motivo é que a história envolve música, canto e instrumentos musicais. É uma história que exige que a narrativa seja fiel em cada detalhe, sendo rica em oralidade popular passada por gerações. Acredito neste conto como uma história que, sendo fiel a ela, o próprio silêncio falará. Quando a plateia, que é a alma deste projeto, faz silêncio, aí sim, saberei que apreciaram”, frisou.
Ainda de acordo com Suzue, é importante tratar a cultura caiçara com as crianças de forma humanizada. “Compartilharei um pouco a origem da palavra do Tupi-Guarani, reforçando que este conto possivelmente veio das histórias originárias”, acrescentou.
Criatividade à mostra – Um segundo momento, posterior à contação da história, vem para aflorar a criatividade abastecida nas crianças da plateia durante a narração. Elas poderão expressar o que sentiram e absorveram da apresentação por meio de um bate-papo e oficina criativa. A etapa prática do encontro envolverá pintura com guache e cartolina, explorando cores, formas e dando vazão à imaginação.
“Na oficina faremos pinturas livres com guache para explorar esse tipo de textura. Visto que nas oficinas passadas exploramos a textura da aquarela, faremos comparativos. E, então, as produções poderão ser livres ou inspiradas no conto com o desafio: e o seu peixe encantado, como seria?”, adiantou Suzue.
A Biblioteca Infantil disponibilizará pincéis e tintas, e o público que quiser colaborar pode levar cartolina, papelão ou outros tipos de papel para a atividade.
Turmas de escolas e projetos interessados em agendar visitas à Biblioteca Infantil para ações do Quartas Criativas podem entrar em contato com o telefone (43) 3371-6603.




