Moringão recebe 1º Open Internacional Pan-Americano de Parabadminton
Torneio conta com a participação de 62 atletas de diferentes estados do Brasil e de outros três países
O Ginásio de Esportes Darci Côrtes, o Moringão, recebe desde a última segunda-feira (20), das 9h às 16h, o 1º Open Internacional Pan-Americano de Parabadminton. A competição, que termina nesta quinta-feira (23), conta com 62 atletas, sendo 41 deles de fora de Londrina, inclusive de outros países, como Argentina, Paraguai e China.

Os atletas estão divididos em oito categorias: seis voltadas a pessoas com deficiência física, uma para deficiência intelectual e outra para atletas com síndrome de Down. Os jogos são disputados em duplas ou por apenas um competidor de cada equipe. A primeira fase do torneio foi dividida em grupos, já a segunda etapa é disputada com partidas eliminatórias. Os vencedores receberão medalhas e troféus, e será oferecida uma premiação em dinheiro para os primeiros colocados dos jogos de simples.
O professor de Educação Física e técnico do Ilece, Edmundo Novais, destaca a importância da FEL e da Prefeitura para a realização do campeonato. “ O apoio da FEL e do Poder Público é fundamental para que a gente consiga fazer o esporte realmente acontecer, sem esse apoio, fica muito difícil para nós termos os espaços para poder realizar esse tipo de evento”, afirmou.

Novais também falou da expectativa para a competição e de como eventos como esse trazem visibilidade para os atletas paralímpicos. “A expectativa nossa está sendo alcançada. Está bem legal, os atletas estão gostando. Para que a sociedade veja com outros olhos as pessoas com deficiência. E até aquelas pessoas que têm algum tipo de deficiência e queiram participar, praticar um esporte, que isso aqui possa ser um despertar para eles”, disse.
O atleta João Lemos, de 64 anos, da categoria WH1 (Cadeirantes com maior comprometimento dos membros inferiores e do tronco) falou sobre a emoção de participar de um campeonato dessa magnitude em Londrina. “O parabadminton eu comecei em 2018. Comecei no Centro Paralímpico Brasileiro, que é em São Paulo. Eu sofri algumas lesões graves, que me tiraram desde o ano passado do Internacional do Egito, do Internacional da Espanha. Então, isso me deixou quase um ano fora, agora que eu estou voltando. A preparação foi pouca. Esse aqui é o primeiro em Londrina, a cidade onde fui criado. Me esforcei para estar aqui. Está de parabéns toda Londrina por ter recebido, os organizadores, e o Ilece, por ter feito um esforço através do professor Edmundo”, comemorou.

O também atleta do Ilece e campeão nacional de parabadminton nas Paralimpíadas Escolares, Saulo Mantovani, de 15 anos, treina há três anos, na categoria SI (Atletas com deficiência intelectual). Ele contou sobre o apoio que recebe e dos objetivos para a carreira. “Estou gostando bastante, já conheço os adversários, também tive um jogo de dupla ontem, ganhei um e depois perdi outro. O nível do torneio está alto, o apoio do meu treinador e amigos está sendo muito importante para mim. É minha primeira vez jogando no Moringão. O meu sonho é competir em todos os lugares e na paralimpíada”, acrescentou.
Ana Carolina é treinadora da equipe da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Sertanópolis e enfatizou a importância do torneio para os atletas. “Hoje aqui estamos com quatro atletas, duas meninas e dois meninos. Para eles é uma experiência, tem um nível muito alto, mas estamos felizes de estar participando e tendo algum resultado bom”, afirmou.
O diretor técnico da FEL, Vilmar Caus, ressaltou a importância de eventos como esse para Londrina. “Nós vamos estar sempre de porta aberta para atender eventos dessa magnitude. Nós temos dado toda a atenção possível para que as coisas aconteçam com qualidade, com competência. É isso que nós queremos para Londrina. O Paradesporto faz parte da formação esportiva, para que a gente também incentive. Londrina tem tido bastante sucesso, muitas entidades estão conhecendo e aprendendo a lidar com o incentivo, porque dinheiro público tem que ser bem administrado. Então, é um sucesso ter um evento como esse campeonato de parabadminton de nível nacional em Londrina”, destacou..
O 1º Open Internacional Pan-Americano de Parabadminton é promovido pelo Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece), com apoio da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd), da Federação Paranaense de Badminton (BFP), da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) e patrocínio master da Itaipu Binacional.
Categorias do Parabadminton
Deficiência física
WH1 – Cadeirantes com maior comprometimento dos membros inferiores e do tronco.
WH2 – Cadeirantes com menor comprometimento funcional que os da classe WH1.
SL3 – Atletas com deficiência nos membros inferiores e maior limitação de mobilidade em quadra.
SL4 – Atletas com deficiência nos membros inferiores e menor comprometimento funcional que os da classe SL3.
SU5 – Atletas com deficiência em um ou ambos os membros superiores.
SH6 – Atletas de baixa estatura.
Deficiência intelectual
SI – Atletas com deficiência intelectual.
Síndrome de Down
SD – Atletas com síndrome de Down.
Texto: Eduardo Frezarin, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina




