Cidadão
Promic patrocina livro sobre arquitetura da imigração japonesa
A obra traz a tradução comentada de relatos, manuais e recomendações de associações de imigrantes japoneses e companhias de colonização nos anos 20 e 30
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A diretora de Patrimônio Histórico-Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Vanda de Moraes, relatou que o livro apresenta um conjunto de publicações de associações de imigrantes japoneses e companhias de colonização. Além disso, segundo ela, a obra apresenta ilustrações e detalhes sobre as casas de colonos em fazendas de café, ranchos de palmito, casas de barro (taipa) e casas de madeira. “É um material que fala sobre o processo de construção e moldagem da arquitetura imigrante. Uma abordagem completa do morar tradicional e que foi trazida e adaptada no Brasil”, contou.
De acordo com a diretora, o volume é o primeiro de uma série que será lançada. Ela ressaltou a importância da divulgação do livro para a história do patrimônio de Londrina e também para a comunidade nikkei, que vive nos Estados de Paraná e São Paulo. “É fundamental. A cultura japonesa é muito forte na cidade. Logo, o livro vai permitir a compreensão melhor de aspectos pouco conhecidos da arquitetura imigrante. Valoriza a história e preserva os aspectos técnicos da arquitetura antiga”, disse.
O autor da obra, Humberto Yamaki, afirmou que o ivro apresenta textos com ilustrações e detalhes de construção e modos de morar das casas de colonos em fazendas de café, ranchos de palmito, casas de taipa (terra) e casas de madeira. “A arquitetura da imigração relatada nos textos revela um olhar com preocupações estéticas sobre a paisagem, usos do material natural e suas texturas, fortemente influenciadas pela tradição. Entender as várias tipologias de moradias dos pioneiros imigrantes é importante para a manutenção do caráter nos projetos futuros de preservação, reconstrução e reabilitação.” E complementa, “Mais ainda, traz contribuição aos estudos da história da técnica construtiva no Brasil.”
O livro “Lições de Arquitetura – Manuais e Recomendações aos Imigrantes Japoneses no anos 20-30”, editado pela Edições Humanidades, marca também a comemoração dos 101 anos da imigração japonesa. Vale lembrar que o primeiro lote de terra do empreendimento da Companhia de Terras Norte do Paraná foi comprado pelo imigrante japonês Mitsugi Ohara em 1930, há 79 anos
(Londrina, 22 de junho de 2009)
Foto:Luiz Jacobs