Prefeito discute em Brasília aumento dos recursos para o SUS
Na sexta-feira (dia 13), a Prefeitura de Londrina participa de reunião em Curitiba, com o secretário Estadual de Saúde (SESA), Gilberto Martin e o Ministério
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, esteve em Brasília hoje (dia 11), onde se reuniu com representantes do Ministério da Saúde, para debater o aumento no teto do repasse do Sistema Único de Saúde (SUS) para Londrina. A reunião foi com o Subsecretário da Secretaria de Orçamento e Financiamento do Ministério, Sady Carnot.
Ontem, o prefeito ficou reunido durante três horas com a comissão formada para discutir os incentivos dos médicos. composta pelos secretários municipais de Gestão Pública, Marco Cito; da Fazenda, Denílson Novaes; da Saúde, Agajan Der Bedrossian; o Procurador, Sérgio Veríssimo; o Controlador, Milson Ciríaco Dias, o assessor Especial Para Assuntos Estratégicos, Jair Gravena, além do vice-prefeito José Joaquim Ribeiro. A pauta da reunião foram o incentivo dos médicos plantonistas e a paralisação dos médicos.
Na sexta-feira (dia 13), a Prefeitura de Londrina, por meio do secretário de Saúde, Agajan Der Bedrossian, participa de reunião em Curitiba, com o secretário Estadual de Saúde (SESA), Gilberto Martin e representantes do Ministério da Saúde. Participam desta reunião, ainda a diretora de Auditoria, Controle e Avaliação (DACA), da Secretaria de Saúde, Vania Brum Moraes e o superintendente de Gestão em Saúde da SESA, Irvando Carulla.
O secretário detalhou que atualmente o teto repassado pelo SUS atualmente é de R$ 13,5 milhões por mês. Deste valor, R$ 9,8 milhões são para o pagamento do atendimento de média e alta complexidade, ou seja, para os hospitais. “A nossa preocupação é aumentar o teto para os serviços de saúde para todos os hospitais, em mais R$ 2,5 milhões e chegar a R$ 16 milhões”, afirmou Agajan.
Incentivos aos médicos
O doutor em Saúde pública e ex-secretário de Saúde de Londrina (1993-1996 e 2001 a julho de 2006), Silvio Fernandes, publicou artigo no jornal Folha de Londrina, na página 2, alertando a forma como o incentivo aos médicos foi implanta. Diz o artigo: “a forma de incentivo implantada pela secretaria em 2007 foi equivocada e não condizente com as possibilidades do fundo municipal de saúde. A opção de pagamento adicional por plantão a distancia abrange um número grande de profissionais, mesmo aqueles de chamados eventuais, pode ocasionar uma absurda ineficiência no gasto, fazendo com que a remuneração publica por alguns dos atos produzidos – daquelas especialidades de chamados muito eventuais – possa ultrapassa muitas vezes o valor de um procedimento particular.”
Fernandes completa: “o fato é que o valor total dos gastos mensais com incentivo para plantonistas de três hospitais – Santa Casa, Evangélico e ICL – criados em 2007 ultrapassa em várias vazes os incentivos já existentes, que foram criados em 12 anos de gestão municipalizada depois de cálculos muito critérios sobre sua viabilidade. Como os recursos financeiros não saem do nada, deu no que tinha que dar: começou a faltar dinheiro para as obrigações rotineiras no fundo municipal de saúde com a média e alta complexidade, levando a gestão dos recursos do SUS a risco de colapso no município.”
(Londrina, 11 de novembro de 2009)