Prefeito anuncia indústria de hardware para Londrina

Barbosa Neto e empresário da Gralha Azul apresentaram projeto de produção em larga escala de equipamentos eletrônicos, que pode gerar até 10 mil empregos
O prefeito Barbosa Neto e o empresário Charles César Sens de Oliveira, da empresa Gralha Azul, anunciaram hoje (28), em entrevista coletiva, a instalação de uma indústria de produção de hardwares, que será responsável pela geração de até 10 mil empregos diretos, em um período de oito anos.
A Gralha Azul já atua em Londrina, no ramo de importação e distribuição de produtos eletrônicos, empregando 53 pessoas direta e indiretamente. Os investimentos para o novo projeto estão na casa de R$ 80 milhões, sendo R$ 45 milhões em obras estruturais e R$ 35 milhões na aquisição de equipamentos, formando um novo Centro de Produção de componentes eletrônicos em larga escala.
A Prefeitura de Londrina vai apoiar a implantação da indústria com a doação de um terreno de 100 mil m², ao lado da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), na estrada dos Pioneiros, região leste de Londrina. “É um empreendimento inteligente, ao lado de uma universidade responsável pela formação de engenheiros na área de informática, que serão mão de obra qualificada para a empresa”, observou o prefeito.
Barbosa Neto enalteceu a iniciativa do grupo Gralha Azul em investir em Londrina. “Quando vemos entusiastas com o espírito empreendedor, com arrojo e pujança, como esses, acreditamos que Londrina está no caminho certo” observou. O prefeito completou que a meta de sua administração é promover a industrialização em Londrina.
De acordo com empresário Charles Sens Oliveira, o projeto será realizado em três etapas. Na primeira, que deve entrar em operação até março do próximo ano, a Gralha Azul vai iniciar a produção de pentes de memória (usados em HDs de computadores) e pen drives, gerando 60 empregos diretos. Depois de 18 meses, entra em vigor a segunda parte, que prevê a expansão da indústria na fabricação de matéria prima para os pentes de memórias, que incluem chips e outros componentes. O número de vagas diretas deve chegar a 2.000, nessa fase.
Charles César de Oliveira lembrou que, atualmente, existe apenas uma empresa no Brasil que fabrica matéria prima para produtos eletrônicos. “Ainda, dependemos muito das oscilações do mercado externo. Isso foi o que mais me motivou a querer investir nesse tipo de produção”, afirmou o empresário.
Existe a projeção de uma terceira etapa, que entraria em vigor em um prazo de cinco a oito anos, na qual, a Gralha Azul ampliará seu plantel para 10 mil funcionários diretos, que vão atuar na fabricação de semicondutores e outras matérias primas para chips de memória, além dos outros produtos congêneres. A movimentação financeira anual deve ultrapassar R$ 1 bilhão nessa terceira fase.
Também, há planos para formação de joint ventures (empreendimentos conjuntos, no qual, duas ou mais empresas se associam para operar em um mesmo negócio) com empresas de países como Estados Unidos, Japão, China e Coreia do Sul. “É um projeto muito bem vindo, visto que o Brasil ainda é dependente de importação de produtos de hardware”, comentou o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Kentaro Takahara.
“Essa indústria abrirá caminhos para a nacionalização da fabricação desses materiais e Londrina vai se inserir nesse meio, como a cidade especializada em Tecnologia da Informação (TI)”, avaliou Kentaro Takahara, ao lembrar que o município sedia atualmente mais de 150 empresas do setor de TI. “São empresas que trabalham com softwares, área em que Londrina já se mostra forte. Com a Gralha Azul, teremos também um vasto campo na produção de hardwares”, observou.
O prefeito Barbosa Neto afirmou que Londrina está preparada para fornecer mão de obra qualificada às demandas da empresa. “Temos 15 instituições de ensino superior que formam por ano 30 mil profissionais gabaritados” disse. “Além disso, a instalação do Centro de Educação Profissionalizante e a própria implantação da empresa vão estimular a formação profissional”, concluiu.




