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Covid-19: Município contrata mais 50 leitos de UTI para Londrina

Investimento é de R$5 milhões para contrato inicial de 60 dias; Londrina contará com 401 leitos de UTI após pacote de contratações

A Prefeitura de Londrina oficializou, nesta sexta-feira (29), junto ao Hospital do Coração, a contratação de 50 leitos de UTI para atendimento a pacientes de Londrina, com disponibilidade exclusiva para casos do novo coronavírus. Os serviços serão direcionados a pessoas que não possuem convênio médico e sem condições financeiras para custear tratamento na rede privada. O prefeito Marcelo Belinati, o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, e o diretor do Hospital, Roberto Galhardo, assinaram o protocolo de intenções, para formalizar o convênio, durante transmissão online realizada pelo Facebook.

Com este novo lote de 50 leitos, somados a outros 82 leitos de UTI que estão sendo instalados para o hospital de campanha no Hospital Universitário (HU), e ainda 20 leitos de UTI também para o HU, são 152 novas unidades de terapia intensiva criadas pelo Município no enfrentamento à Covid-19. A expectativa da Prefeitura é chegar a um total de 401 leitos de UTI, após a conclusão do plano de expansão que vem sendo desenvolvido na cidade, envolvendo toda a rede de saúde, junto a instituições públicas, privadas e filantrópicas. Antes do período de pandemia, Londrina possuía 269 leitos de UTI no geral, entre adultos, pediátricos, com ou sem convênio.

Para a manutenção dos serviços de alta complexidade, nos 50 leitos novos, a Prefeitura investirá montante de R$ 5 milhões em um contrato de 60 dias, prorrogáveis por igual período. O custo da diária, por leito, é de R$ 1,6 mil.

Foto: Emerson Dias

O prefeito Marcelo frisou que este planejamento vem permitindo a ampliação da rede de saúde em Londrina, para intensificar as ações de enfrentamento ao coronavírus e garantir atendimento a todos que precisarem ocupar leitos de UTI. “Trabalhamos diariamente para melhorar o suporte a todos os cidadãos, de Londrina e região, que necessitem neste momento. São mais 50 leitos de UTI disponíveis para quem não tem condições de pagar tratamento, aumentando a nossa capacidade. Não deixaremos de oferecer a assistência à população. Nosso cenário é equilibrado em relação a tantas outras cidades e somos a cidade do Paraná que mais faz testagem. Para se ter ideia, Londrina hoje possui mais leitos de UTI que estados inteiros como Roraima e Amapá”, disse.

Ainda segundo o prefeito, a expectativa é que o novo hospital de campanha para tratamento de coronavírus comece a funcionar em junho, na área da nova maternidade do HU. Ao todo, serão 214 leitos, sendo 82 de UTI e o restante de enfermaria. “Os equipamentos estão chegando e as instalações sendo feitas para o arranjo completo do local, que terá toda a estrutura para atender as demandas existentes da Covid-19”, informou.

Foto: Emerson Dias

O secretário de Saúde, Felippe Machado, ressaltou que a Prefeitura já promoveu a contratação de 300 servidores para atuarem prioritariamente nas ações relacionadas ao coronavírus. “Com os testes seletivos em andamento, a previsão é alcançar 500 contratações para essa finalidade. Os casos positivos do vírus aumentam conforme vem crescendo as testagens. E neste período do ano, entre maio e julho já era esperado um nível maior de demanda no sistema de saúde, em decorrência do maior índice de casos respiratórios”, reforçou.

Foto: Emerson Dias

Para o diretor do Hospital do Coração, essa será uma oportunidade de a instituição poder colaborar com os esforços gerais de enfrentamento da pandemia. “As redes pública e privada estão empenhadas em fazer com que o município tenha as melhores condições para tratar a população que precisa de atendimento. Poderemos, também, retribuir a Londrina tudo o que ela já nos proporcionou, prestando saúde para a cidade”, comentou.

 

Dengue – Sobre a situação da dengue em Londrina, o secretário Felippe Machado salientou que os casos da doença vem sofrendo redução nos últimos meses, e destacou a importância dos mutirões da Prefeitura em todas as regiões da cidade e também nos distritos. “Os mutirões promovem o recolhimento de objetos e materiais inservíveis, e ocorrem simultaneamente em até três ou quatro bairros. Isso vem gerando resultado positivo, juntamente com a colaboração da comunidade. Mesmo com a queda na quantidade de casos e notificações, as pessoas devem continuar cuidando de seus quintais, pois 90% dos focos ocorrem nas casas”, afirmou.

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