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Serviço Residência Inclusiva atende pessoas com deficiência em Londrina

No momento, serviço inédito da Secretaria de Assistência Social está acolhendo oito pessoas; intenção é no futuro chegar a 30 pessoas atendidas

Pensando na garantia do respeito e na promoção e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, a Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) está acolhendo oito cidadãos no serviço inédito de Acolhimento Institucional para Jovens e Adultos com Deficiência – Residência Inclusiva, que é realizado em parceria com a instituição sem fins lucrativos, Associação Flávia Cristina.

Implantando no início deste ano, o programa tem a intenção de chegar a 30 acolhidos, divididos em mais duas casas totalmente adaptadas às necessidades do público-alvo.

Foto: Emerson Dias / NCom

Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Marçal Micali, a implantação deste serviço é um momento histórico, um divisor de águas em Londrina, porque traz a questão dos direitos que já eram assegurados as pessoas com deficiências e que por inúmeras vulnerabilidades, estão em acolhimento de forma precária ou suas famílias que, devido à inúmeras debilidades que elas têm, não conseguem exercer a proteção social necessária.

“Estas pessoas precisam de um cuidado temporário ou permanente do município, para que estas famílias se organizem através de um acompanhamento técnico, para que seja possível que as pessoas com deficiência recebam os cuidados e atenção necessárias”, afirmou a secretária.

No momento, as pessoas estão acolhidas em uma casa, cujo endereço é sigiloso, para preservar a vida e a segurança delas. Os acolhidos têm impedimentos, de longo prazo, de natureza física, risco mental, intelectual ou sensorial, sendo alguns cadeirantes, outros com deficiência intelectual e outro com Transtorno do Espectro Autista. Essas situações podem, muitas vezes, dificultar a participação plena e efetiva dessas pessoas em igualdades de condições com os demais.

Esse já é um desafio grande com o qual eles precisam lidar diariamente, porém, não é o único. Os acolhidos são pessoas que não dispõem de condições de auto-sustentar-se e não têm retaguarda familiar. A maioria deles são pessoas que sofreram diversas situações de violência e maus-tratos em seu domicílio anterior. Após denúncias e ordem judicial, eles foram retirados do convívio com seus agressores. Um deles é o caso de João (nome fictício), que é autista e vivia em condições precárias de abandono. Ele viveu por anos, em meio as próprias fezes.

Foto: Emerson Dias / NCom

Para atendê-los, a equipe especializada, formada por psicólogos, assistentes sociais,  terapeutas ocupacionais, cuidadores e auxiliares, recebeu capacitação e treinamento, além de todo um planejamento antecipado. A demanda é organizada por meio de uma Central de Vagas, que analisa caso a caso e os encaminha para a rede de serviços. A intenção é que os acolhidos possam ter mais autonomia e protagonismo, para desenvolverem suas atividades diárias, participarem do convívio social e comunitário e fortalecerem os vínculos com objetivo de reintegrarem-se à convivência com os familiares, quando possível.

Foto: Emerson Dias / NCom

Segundo o Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de brasileiros ou 23,9% da população total, têm algum tipo de deficiência – visual, auditiva, física ou intelectual; 25,8 milhões (26,5%) são mulheres, 19,8 milhões (21,2%) são homens. Destas, que são quase ¼ da população brasileira, 6,7% têm alguma deficiência severa e apresentam algum grau de dependência.

Foto: Emerson Dias / NCom

Em Londrina, segundo o IBGE, 109.642 residentes no Município tinham pelo menos uma deficiência, o que representava 21,64% da população total. Dentre esse universo, 56.381 pessoas não tinham instrução ou tinham apenas o ensino fundamental incompleto.

A Residência Inclusiva é uma unidade que oferta Serviço de Acolhimento Institucional, no âmbito da Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), para jovens e adultos com deficiência, em situação de dependência, que não disponham de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar.

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Ana Paula Hedler

Gestora de Comunicação, formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, especialista em Comunicação com o Mercado pela Universidade Estadual de Londrina e Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná.

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