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Sema relança projeto “O Rio da Minha Rua” com materiais atualizados

Iniciativa celebra o Dia do Rio, comemorado em 24 de novembro; projeto inclui mapa hídrico da cidade, contendo bacias, córregos e ribeirões, e encarte digital com dicas de cuidados com a natureza

Nesta quinta-feira (24), data em que é celebrado o Dia do Rio, a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) relançou, em versão atualizada, o projeto “O Rio da Minha Rua”. Desenvolvido em 2007, o projeto havia sido concebido em parceria entre a Prefeitura de Londrina e o ambientalista João Batista Moreira Souza, o João das Águas. Souza, que faleceu em março de 2022, atuava na proteção dos rios de Londrina e desempenhou um papel fundamental na idealização e elaboração do Rio da Minha Rua.

Reprodução

Produzido com o apoio dos servidores da Sema, o novo material é composto por um mapeamento hídrico da cidade (clique aqui) e uma cartilha, disponível neste link, que busca promover e estimular ações de cuidado com os rios, oferecendo dicas específicas para diferentes contextos como escolas, igrejas ou até mesmo no ambiente doméstico.

Nesta semana, a retomada do “Rio da Minha Rua” também foi marcada por ações na Associação Guarda Mirim de Londrina, onde foram feitas palestras para os alunos sobre a necessidade de se destinar corretamente os resíduos e evitar a poluição dos rios. Além disso, futuramente, a Gerência de Educação Ambiental (GEA) disponibilizará um encarte e mapa temático em sua plataforma digital, bem como um link que será direcionado para um mapa interativo, na plataforma do Sistema de Informação Geográfica de Londrina (Siglon).

De acordo com a professora de Geografia e servidora da Sema, Daniele Costa – que é uma das responsáveis pelo relançamento do projeto –, o principal objetivo é conectar as pessoas com os rios mais próximos delas. “A população precisa se familiarizar com os rios da cidade, para não ser indiferente com a natureza. Esquecemos, no dia a dia, como nossas ações têm impacto, e de como a água é fonte de vida para nós; se passarmos a ter uma relação de conhecimento com esses rios, criaremos uma relação de afeto, e assim a preservação deles será garantida”, declarou.

Foto: Sema/Divulgação

O professor de biologia da pasta, Jorge Akira, foi quem realizou as palestras para os alunos da Guarda Mirim. Segundo ele, o projeto pode ser um caminho para incentivar nas futuras gerações um maior cuidado com o planeta. “Por meio dessas palestras, eles conseguem ver a realidade de como é produzida a poluição das águas, e isso gerou impacto nas crianças. As escolas têm trabalhado bastante os cuidados com a natureza, e as crianças estão cada vez mais integradas ao assunto”, destacou.

Para 2023, o objetivo do “Rio da Minha Rua” será realizar e estimular ações de educação ambiental em parceria com escolas e demais instituições de ensino, associações, clubes, empresas, instituições religiosas e demais setores da sociedade civil organizada. O foco das atividades será sempre no rio mais próximo de cada local, sensibilizando a comunidade para o conhecimento e preservação do rio de sua rua. Entre as atividades previstas estão palestras, oficinas, visitas aos leitos de rios e córregos, plantio de árvores, coleta e análise de água.

Ações relacionadas – A Sema também promove outras atividades regularmente, que contribuem para a preservação da natureza e das áreas próximas aos rios, como fiscalizações ambientais, plantios de árvores, palestras e iniciativas de educação ambiental. Entre janeiro e outubro de 2022, as equipes da pasta plantaram 4.168 árvores, sendo 940 em fundos de vale, o que ajuda na recomposição e manutenção da mata ciliar, sem a qual os rios, córregos e lagos não sobreviveriam.

Além disso, por meio da Gerência de Educação Ambiental, a secretaria desenvolve projetos e promove eventos e palestras com temas diversos, que vão desde a preservação de recursos hídricos até o consumo consciente e a destinação correta de resíduos. Esses eventos ocorrem principalmente em escolas, orientando alunos e docentes sobre a necessidade de repensar seus consumos para não prejudicar o meio ambiente.

Texto: Giulia Carradore, sob orientação dos jornalistas do Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina

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