Secretarias municipais de Londrina marcam presença no Paraná Faz Ciência
Educação trouxe ao evento projetos da rede municipal e atividade interativas; já a Secretaria da Mulher divulga materiais e dados sobre o combate à violência contra a mulher

Entre os dias 6 a 10 de novembro, Londrina está sediando a Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, o Paraná Faz Ciência 2023. Instalado no campus da Universidade Estadual de Londrina, o evento faz parte da 20ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT 2023).

A Prefeitura de Londrina é uma das entidades apoiadoras do evento, e também está presente nas mostras. A Secretaria Municipal de Educação (SME) apresenta projetos desenvolvidos nas escolas municipais, e a Secretaria Municipal de Política para as Mulheres (SMPM), distribui folhetos, cartazes e banners sobre o combate à violência contra a mulher.
O Paraná Faz Ciência 2023 é uma realização conjunta entre Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), a Secretaria de Estado da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Educação – Além de promover a visita de cerca de 900 alunos de 23 escolas municipais, a SME está participando de forma ativa no eixo de Mostra Interativa de Projetos, localizado no estacionamento do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEL.
De acordo com a professora de Apoio Pedagógico de Ciências da SME, Cristina Borba, o estande da Educação chama a atenção de quem passa pelo espaço. Com isso, o público tem a oportunidade de conhecer os projetos desenvolvidos na rede municipal. “Após a explicação, eles interagem por meio da realidade aumentada, da realidade virtual, e da caixa de areia, que foi uma grande atração aqui do nosso espaço”, contou.
Até sexta-feira (10), o público que visitar o estande da SME pode ter contato com experiências interativas ciências e matemática, mediadas pelas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). O espaço também conta com jogos, resolução de problemas que envolvem pentaminós, cubos mágicos e quebra-cabeças e a observação ao microscópio das abelhas indígenas do projeto de educação ambiental “Abelhas Sem Ferrão”.

A Escola Municipal Maestro Roberto Pereira Panico é uma das unidades presentes no estande, com os projetos de gerador de energia; periscópio; caleidoscópio; braço hidráulico; tinta condutiva e elevador hidráulico. A professora do programa Letramento Digital, Lucy Mary, conta que os trabalhos realizados são feitos pelos próprios alunos e que a sustentabilidade é incentivada na execução. “Nesse conceito de sustentabilidade a maioria do material utilizado é reaproveitado do que seria descartado. Fazemos isso para que os alunos percebam o que não é lixo e que pode ter uma destinação diferente”, ressaltou.
Mary acrescentou que as atividades do Letramento Digital ensinam conceitos de mecânica, robótica e física de forma lúdica.
E representando todos os estudantes da rede municipal, os bonecos do programa socioemocional VIDA também estão presentes no estande, exibindo materiais relacionados ao programa e destacando as ações do programa Letramento Racial.
Políticas para as Mulheres – O projeto Observatório da Violência contra as Mulheres é uma parceria institucional entre a Prefeitura, UEL e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus Cornélio Procópio. Durante o Paraná Faz Ciência 2023, o projeto expõe banners, cartilhas e folhetos, apresenta dados, debates e indicadores sobre violência contra a mulher.

A coordenadora do projeto, professora Sandra Lourenço, comentou que a participação dos alunos que visitam o estande, localizado na entrada do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA), está sendo bem interessante. “As escolas sempre vêm como um todo, um grupo só, mas temos também aqueles que param, olham, pegam os cartazes e perguntam, porque querem saber mais”, comentou.
Umas das colaboradoras do projeto, Erika Camie de Castilho, é estudante do 3º ano de Serviço Social na UEL e uma das bolsistas do projeto, pela Fundação Araucária, além de ser estagiária no Centro de Atendimento à Mulher (CAM). Castilho disse que o maior público que visita o espaço são os estudantes da graduação, e que a principal dúvida dessas pessoas, principalmente as crianças, é sobre as formas de violência. “Muitas das crianças trazem algumas dúvidas e a gente mostra a cartilha. Se é algo que não se aplica para elas, eles podem levar para casa e mostrar para mãe ou alguma amiga”, citou.
Os grupos de pesquisa sobre Violência de Gênero e Pesquisa Social, e Produção do Conhecimento, do Departamento de Serviço Social da UEL, integram, desde 2011, a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica, Familiar e Sexual contra a Mulher, que é coordenada pela SMPM.
Texto: Luiza Arlindo e Rebeca Vernillo, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina.