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Exposição “Londrina e o Choro no Fio da Agulha” encerra domingo (26) no Museu Histórico

A mostra comemora os 50 anos do Choro na cidade e reúne mais de 40 obras, além de fotos, materiais impressos, instrumentos musicais e vídeos

O público londrinense ainda tem a oportunidade de conhecer até este domingo (26), no Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss, um conjunto de obras produzidas com a arte do bordado retratando a história do Choro na cidade e passeando pela trajetória desse gênero musical. Estes itens compõem a exposição “Londrina e o Choro no Fio da Agulha”, que encerra neste dia, após ter permanecido mais de um mês no museu, localizado na rua Benjamin Constant, 900, Centro. A entrada é gratuita e o espaço funciona, aos domingos, das 13h às 17h.

A exposição deu início às comemorações dos 50 anos do Choro na cidade e reúne obras bordadas alusivas ao tema, como pioneiros do choro e músicos contemporâneos, locais icônicos de rodas de choro, além de material impresso e de vídeo. São mais de quarenta bordados expostos que contam a história do Choro londrinense desde os primeiros sinais entre a décadas de 1930 e 1940 até hoje.

Com curadoria de Olinda Evangelista, a mostra conta com bordadeiras e bordadores de diversos estados brasileiros como Santa Catarina, Ceará, São Paulo, Paraná, Tocantins e Rio de Janeiro. Além das capitais destes estados, os bordados também vieram de cidades do interior de São Paulo como São João da Boa Vista, Resende, Águas da Prata e Ourinhos.

A iniciativa é do Clube do Choro de Londrina, que já desenvolveu e segue promovendo ações com o patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), e do Museu Histórico de Londrina. Conta com apoio da Apoio de UEL FM, Folha de Londrina, Robson Molduras, Carlos Pereira Luthier, Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e regional Flor do Café.

O objetivo da exposição é contar, através das memórias afetivas, a trajetória deste gênero musical que se consolidou fortemente no município. Foram bordadas partituras de composições autorais, como por exemplo, o Chorando pra Londrina do bandolinista/cavaquinista Alberto Barroso (in memoriam) e a composição Terno do violonista Maurício Carrilho, homenageando o Clube do Choro de Londrina.

Também mereceu destaque especial a topografia do Choro londrinense. Locais onde o gênero se apresentou e criou história como o Grêmio Recreativo, em que podia-se ouvir o repertório da famosa Orquestra do Gervásio, o Edifício Júlio Fuganti (onde foi fundado o Clube do Choro em 30 de março de 1976), o Hotel Bourbon, o restaurante Dona Menina, o Bar Madalena e o antigo Sabor e Ar. Também locais onde ocorreram as Oficinas de Choro como os colégios estaduais Marcelino Champagnat e José de Anchieta, onde hoje são realizadas as aulas gratuitas de Choro.

Foto: Divulgação

Além disso, destacam-se nomes de personalidades que contribuíram fortemente para que o gênero criasse raízes na cidade: Frederico Bellinato (o fundador e bandolinista Cabeção), Valmor Aparício (o cavaquinista Gaúcho), Paulo Zamariano, Roberto Guerra Neto, Bráulio (trompetista conhecido como Mão-de-Onça), Liberto Resta (violinista), Giovani Faria (o cavaquinista Fininho), Frederico Henning (bandolinista radicado no RJ), Guilherme Villela, André Coudeiro, Osório Perez e as contribuições importantíssimas que as mulheres deram ao Choro londrinense, que remonta à década de 1970 e que tem Hylea Ferraz como pioneira.

Discos produzidos por londrinenses não ficaram de fora da mostra, como Choros Inesquecíveis (2002) do Clube do Choro de Londrina, Café no Sangue (2005), Lucas Fiuza e Regional Maria Boa (2015) e Nazareth na Terra do Café (2020) do Quarteto Ancestral.

O coordenador do Clube do Choro de Londrina, Osório Perez, contou que a estreia da exposição no Museu Histórico, em meados de outubro, ocorreu em um evento animado com ampla presença de público e roda de choro ao vivo. “Foi um momento muito legal e agradável, com bastante gente prestigiando a abertura, muita música ao vivo e um clima de grande alegria e celebração. A proposta da mostra atrai público porque essa história e trajetória dizem respeito a muita gente em Londrina, em nossa região. Recebemos retornos positivos sobre a exposição nas redes sociais durante esse período em que os trabalhos estão no Museu, onde há um livro de assinatura para os visitantes registrarem sua participação, bem como um caderno para quem desejar compartilhar alguma vivência ou memória que possui sobre o Choro em Londrina, em algum evento, roda ou local”, relatou.

Perez reforçou o convite a quem ainda não compareceu para conhecer a exposição “Londrina e o Choro no Fio da Agulha”. “Fica aqui mais uma chamada para os últimos dias da exposição no Museu Histórico. Esperamos que as pessoas possam ir lá visitar, conhecer mais sobre essa história rica e bonita, ver de perto as belezas todas que estão reunidas. Após o término no Museu Histórico, a exposição será levada para uma exposição em Belo Horizonte (MG). E existe a intenção de também levar o trabalho para o Rio de Janeiro (RJ)”, adiantou.

Os visitantes da exposição terão acesso, além dos bordados, a uma linha do tempo que contempla todo o histórico do Choro londrinense desde a década de 1930, com as primeiras partituras e composições como o Chorinho Conversa do flautista pioneiro Antônio Scalassara; o período em que os chorões tocavam na então TV Corados em horário nobre aos sábados entre 1964 e 1973; a fundação do Clube do Choro em 1976 e, por fim, as Oficinas de Choro que são patrocinadas pelo Promic em tempos mais recentes.

Há na exposição também documentos, fotos, instrumentos musicais que pertenceram a pioneiros e também contará com uma integração virtual onde se pode assistir ao documentário Londrina Sorri para o Choro e outros vídeos.

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