Grupo de Operações com Cães da Guarda Municipal completa 9 anos de atividades
Unidade especializada iniciou organização em janeiro de 2017 e realizou as primeiras operações em fevereiro daquele ano
Em fevereiro de 2026, o Grupo de Operações com Cães (GOC) da Guarda Municipal de Londrina completa, oficialmente, nove anos de atividades operacionais. Embora a estruturação do Canil tenha começado em janeiro de 2017, foi em fevereiro daquele ano que os cães policiais foram destacados pela primeira vez em operações nas ruas, marco que estabelece a contagem institucional do grupamento.
A regulamentação formal da unidade ocorreu posteriormente, por meio do Decreto nº 93, de 15 de janeiro de 2018, consolidando oficialmente o Canil como unidade especializada da instituição. Hoje, o GOC é referência no apoio ao combate à criminalidade e soma resultados expressivos para a segurança pública de Londrina.
De caixas de transporte a uma estrutura consolidada
No início, a realidade era desafiadora. O Canil funcionava de forma bastante simples, sem estrutura física adequada. Os cães permaneciam em caixas de transporte, não havia boxes e os próprios guardas municipais precisaram atuar não apenas nas ruas, mas também na construção da base que hoje abriga o grupamento, localizada na rua Joaquim de Matos Barreto, 333.

Segundo o supervisor e fundador do Canil, GCM Jesse Bortoto, o começo exigiu união e perseverança. “O principal desafio foi que no início a gente não tinha material, não tinha estrutura. A equipe chegava na sede e trabalhava apenas com caixa de transporte. Aos poucos, começamos a buscar recursos. Fizemos solicitações por meio de ofícios, recebemos doações de depósitos e fomos construindo tudo gradativamente”, relembra.
Ele destaca ainda o apoio institucional recebido na época, inclusive por meio do então secretário de Defesa Social, Evaristo Kuceki, que viabilizou recursos importantes, além da parceria com a Unopar que colaborou com a execução de um evento junino, cujos recursos arrecadados foram integralmente destinados à construção da sala utilizada pela equipe, também localizada na rua Joaquim de Matos Barreto, 333.
“O Canil de 2017 era somente de caixa de transporte. Não tinha boxe e não tinha nada para os cães. Hoje tudo mudou. Temos 12 boxes, manutenção diária e equipe 24 horas por dia cuidando da ferramenta mais importante do Canil, que são os cães”, ressaltou Jesse.
A estrutura atual é resultado direto do empenho dos guardas municipais que contribuíram, tanto no trabalho operacional quanto na construção física da unidade, consolidando o Canil no patamar em que se encontra hoje.
Os cães pioneiros e a consolidação do GOC
Entre os cães que marcaram o início da história do Canil estão a K-9 Athena, reconhecida como a primeira cadela policial da instituição, além dos K-9 Iron e K-9 Antares. Posteriormente, o K-9 Argus passou a integrar o efetivo, fortalecendo a capacidade operacional do grupamento.

Para o supervisor, a importância dos pioneiros vai além dos resultados operacionais. “No início de qualquer grupamento especializado há questionamentos sobre efetividade, custos e necessidade. Cães pioneiros como Athena e Argus deram visibilidade ao GOC dentro da própria corporação, fortaleceram o reconhecimento externo perante a comunidade e outras forças de segurança, e contribuíram diretamente para que o Canil deixasse de ser um projeto e se tornasse uma estrutura consolidada”, afirma.
A união genética entre K-9 Athena e K-9 Argus resultou no nascimento dos cães K-9 Apolo, K-9 Kadu e K-9 Hera, que atualmente seguem em plena atividade operacional, perpetuando o legado técnico e histórico construído por seus genitores.

Evolução técnica e resultados expressivos
Ao longo desses nove anos, o GOC deixou de ser um projeto embrionário para se tornar um grupamento estratégico dentro da GM. “Houve evolução significativa no aperfeiçoamento do emprego técnico dos cães, tanto na busca urbana quanto no faro de entorpecentes e no apoio tático. Também avançamos na padronização de procedimentos, na integração com equipes operacionais e no aumento da produtividade em apreensões e apoio a ocorrências complexas”, destacou Jesse.
Nesse período, a atuação do GOC contribuiu para a retirada de toneladas de drogas de circulação, apreensão de diversas armas de fogo, apoio decisivo em inúmeras ocorrências – fortalecendo o enfrentamento à criminalidade – e inclusive realizando ações sociais importantes na cidade.

Reconhecimento e legado
Após aproximadamente oito anos de relevantes serviços prestados à instituição e à sociedade londrinense, os cães K-9 Athena e K-9 Argus foram aposentados no ano passado e passaram a residir sob os cuidados do tutor GCM Jesse, encerrando a carreira operacional com reconhecimento e honra. Também encontra-se aposentado o K-9 Thanos.
Ao longo da trajetória do Canil, três cães que integraram o grupamento já faleceram — Logan (Pitbull), Chacal (Pastor-alemão) e Iron (Dobermann) — deixando importante contribuição histórica para a unidade. Outros cães que passaram pelo Canil e não seguiram na atividade policial — Antares, Ford, Kira, Eda e Hameses — foram destinados à adoção responsável.
Atualmente, o Grupo de Operações com Cães (GOC) conta com 11 animais em plena atividade operacional: Apolo, Hera, Kairós, Gaya, Haggar, Logan, Kratos, Koda, Kadu, Zara e Otto.

Cooperação que ultrapassa fronteiras
Demonstrando espírito de cooperação e fortalecimento institucional, a Guarda Municipal de Londrina, por meio de convênio, realizou a doação de três cães policiais para instituições do interior paulista. Dois animais foram destinados à Guarda Civil Municipal de Itararé e um à Guarda Civil Municipal de Buri, contribuindo para a implantação dos grupos de operações com cães naquelas cidades e fortalecendo a integração entre forças de segurança em favor da população.
Ao completar nove (9) anos de atividades operacionais neste mês de fevereiro, o GOC reafirma seu compromisso com a excelência técnica, o preparo constante e a proteção da sociedade londrinense, consolidando-se como uma das unidades especializadas mais importantes da Guarda Municipal de Londrina.
Cão Loki

Em 2025, o comando da instituição implantou uma nova modalidade de emprego operacional, designando o primeiro cão policial para atuar junto ao grupamento da Guarda Municipal Urbana Comunitária (GMUC). Conduzido pelo inspetor GM Everton, (do turno Bravo Diurno) que tem experiência com cães, o cão Loki vem apresentando excelentes resultados, especialmente na localização e apreensão de entorpecentes na cidade.
Embora atue em dinâmica própria dentro da estrutura operacional, Loki integra o patrimônio técnico da Guarda Municipal de Londrina e soma esforços ao trabalho desenvolvido pelo Canil, ampliando a presença do policiamento com o emprego de cães em diferentes frentes da instituição. A iniciativa reforça a evolução institucional e demonstra que o investimento na atividade K-9 continua sendo prioridade estratégica para o fortalecimento da segurança pública na cidade.




