Prefeitura recebe projetos da nova taxiway do Aeroporto de Londrina
Faixa pavimentada com cerca de 2km de extensão será paralela à pista de pousos e decolagens, e deve ampliar a capacidade técnica e operacional do aeroporto
Dentro do rol de melhorias para modernização do Aeroporto de Londrina “Governador José Richa” que, consequentemente, impulsionam o desenvolvimento de toda a cidade e região, a Prefeitura de Londrina recebeu hoje (2) os projetos para implantação da nova taxiway. Os arquivos foram doados pela empresa Pado, representada pelo presidente do Conselho, Alfons Gardemann, e elaborado pela MSE Engenharia com apoio de servidores municipais e da concessionária Motiva. A solenidade de entrega dos projetos ocorreu no auditório da Prefeitura, com a presença do prefeito Tiago Amaral e outras autoridades.

A taxiway é uma pista utilizada pelas aeronaves para ir ou vir da pista de pouso e decolagem, momento do taxiamento. Ter essa nova estrutura vai diminuir o tempo de ocupação da pista principal, otimizando os processos de pouso e decolagem e, também, a capacidade técnica e operacional do Aeroporto de Londrina.
Pelos materiais desenvolvidos pela MSE Engenharia, a faixa possui cerca de 2 km de extensão e área de pavimentação aproximada de 50.000 m². Os projetos incluem avaliação geométrica, projetos civis de terraplenagem, drenagem e pavimentação, além do projeto de sinalização horizontal e vertical e da especificação do balizamento luminoso.
O investimento previsto para a obra é de, aproximadamente, R$ 70 milhões. Para colocar os projetos em execução, explicou o prefeito Tiago Amaral, será preciso definir a origem do custeio, seja pelo governo federal, aditivo contratual com a concessionária do aeroporto, ou com recursos estaduais. “Dependo muito dos órgãos técnicos e da ANAC. O que importa para nós é o investimento acontecendo. Acho interessante que isso seja inserido na parceria com a concessionária, até porque lá atrás, quando essa concessão foi feita, nós imaginávamos que isso já estaria contemplado. Seria quase que uma correção de rota, colocando isso junto à própria concessionária. Mas, se tivermos alguma dificuldade, a gente vai buscar também o Governo do Estado e o Governo Federal”, destacou.

Tiago explicou que ter a nova pista de taxiway também deve tornar o aeroporto de Londrina mais atrativo para companhias aéreas, já que o impacto de usar a pista principal para taxiamento, pousos e decolagens aumenta os custos dos voos. Atualmente, Londrina opera, em média, 700 voos e movimenta cerca de 50 mil passageiros por mês. “As empresas têm que fazer uma escolha de qual é a cidade que ela vai direcionar os seus voos. Quando ela entende que o custo de Londrina é maior, automaticamente, mesmo tendo demanda, ela vai procurar cidades que ofereçam melhores resultados nas operações com os seus aviões. Automaticamente, isso impacta na capacidade e na competitividade que Londrina tem para atrair as empresas aéreas e trazer novos voos. Com a mudança do ILS, que a gente já teve no ano passado, e com essa mudança agora, a gente tende a aumentar a quantidade de voos. Assim, precisamos fazer essas correções e viabilizar que isso retorne para a gente em melhoria do desenvolvimento econômico, geração de emprego, de renda e mais oportunidade para as famílias”, enfatizou.

O presidente do Conselho da Pado, Alfons Gardemann, relembrou a trajetória de sua família, que chegou ao Brasil em 1963, vinda da Alemanha. “Viemos em três aviões Bonanza, que nos trouxeram do Rio de Janeiro até o aeroporto de Londrina, e fomos acolhidos de braços abertos por essa cidade que, desde-+ então, se tornou nosso lar definitivo. Hoje, esse projeto da nova taxiway é, antes de tudo, um gesto de gratidão. Gratidão a uma cidade que nos permitiu crescer, empreender, criar nossos filhos e construir nossa história. Gratidão à Londrina, que sempre olhou para frente. A taxiway não é apenas uma obra técnica, ela permitirá maior eficiência operacional, ampliará a capacidade de voos, reduzirá limitações que hoje impactam a dinâmica do aeroporto e contribuirá para diminuir os custos e ampliar a conectividade. Com o ILS já em funcionamento, damos mais um passo firme rumo a um aeroporto moderno, seguro e competitivo. Estamos falando de desenvolvimento de oportunidades que se multiplicam, de negócios que se aproximam, de pessoas que se conectam. Infraestrutura não é concreto apenas, é futuro estruturado”, frisou.
Gardemann afirmou ainda que o aeroporto de Londrina já foi o segundo dentre os mais movimentados do país. Com a implantação do ILS, inaugurado em dezembro, e tendo uma pista taxiway, a expectativa é de recuperar essa força no cenário nacional. “Para atração de indústrias de porte, você precisa ter um aeroporto que tenha ILS, essencial para que possa operar em qualquer condição meteorológica. Além disso, também facilita a vida de toda a população da região, porque muitos já perderam voos internacionais, inclusive, pelas intempéries do nosso aeroporto, que já aconteceu de ficar três dias seguidos sem operar”, citou.

Para a gerente do Aeroporto de Londrina, Daiane Persicotti, a entrega dos projetos da taxiway é mais um marco para toda Londrina e região. “Eu não sou de Londrina, sou de Curitiba e já cheguei sabendo desse anseio pela cidade e entorno em relação ao ILS. E fiquei impressionada com toda a mobilização; nas interações que eu tive junto à Prefeitura, isso me comoveu e mostrou a importância de mais um investimento para o aeroporto, para fomentar e para desenvolver a economia local e colocar Londrina em uma posição de destaque. Agora a gente volta os olhares para uma nova conquista, que é a taxiway. A Motiva segue trabalhando para isso, é o nosso propósito, de trazer mais estrutura, modernização, conforto para os nossos viajantes e fazer com que as companhias aéreas enxerguem Londrina como uma opção de atrativo. Nos colocamos sempre à disposição para apoiá-los no que for preciso”, disse.

Na apresentação dos projetos, o diretor e sócio na MSE Engenharia, Wesley de Brito, apontou que a nova pista será implementada paralelamente à pista principal do aeroporto, com distanciamento que atende ao quadro de aeronaves previstas. “O norte de todo projeto foi as normas da ANAC e de todos os órgãos competentes. Já está atendendo todos os requisitos, como distanciamentos de faixa de segurança, a parte de raio de giro e capacidade de pista. Vai ter uma movimentação grande de terra, são mais de 500 mil metros cúbicos de importação de solo, tem uma depreciação onde precisa levar todo esse terreno. Basicamente, um projeto que está apto para ser avaliado e verificado; agora a gente vai fazer as tratativas técnicas com a ANAC e todos os órgãos competentes, para seguir com a aprovação. Após isso, vem o processo de licitação e outros pormenores. Agradecemos a confiança, por participarmos dessa parceria, deu um mês e meio basicamente de projeto. Foi bem rápido e bem ágil, graças a todo o time que participou”, detalhou.

E, representando a sociedade civil organizada, o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), Gerson Guariente, ressaltou que esse trabalho coletivo em prol da ampliação e aparelhamento do Aeroporto de Londrina vem sendo desenvolvido há quase duas décadas, e no último ano conquistou grandes avanços. “Nós temos poucas possibilidades de ter grandes ativos de desenvolvimento e, fundamentalmente, uma delas é o aeroporto. Tiago, é de se reconhecer claramente que sem a sua intensidade para resolver, não teria sido resolvido. Nós estamos com 18 anos trabalhando continuamente nisso e nesse último ano, o processo acelerou muito, as soluções aconteceram”, apontou.

Guariente, que também integra a Comissão de Desenvolvimento e Infraestrutura da Região de Londrina, agradeceu aos demais envolvidos na elaboração e conclusão dos projetos da taxiway. “Obrigado à Motiva, por nos escutar. Desde que assumiram a concessão, eles têm as portas abertas para escutar as nossas necessidades, nossos anseios, e eu tenho certeza que estamos construindo um caminho muito correto e muito positivo. Queria também agradecer a sociedade como um todo, porque normalmente aparecem as lideranças para falar, mas sem o movimento da cidade toda nós não teríamos condição de fazer o que estamos fazendo. Alfons, muito obrigado pelo desprendimento; é uma pessoa que vocês não acompanham o dia a dia, mas que na retaguarda nos ajuda muito, cobra muito, ele é muito positivo nas suas opiniões e nas suas vontades, e sem a atuação dele não estaríamos fazendo isso aqui”, completou.
A cerimônia de entrega dos projetos contou, também, com a participação do prefeito de Cambé e presidente da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), Conrado Scheller; do fundador da MSE Engenharia, Luiz Moacyr Spagnuolo; do vereador Sídnei Matias; e de secretários municipais.




