Casa dos Quadrinhos promove encontro com Eloyr Pacheco na Casa da Vila
Atividade gratuita reúne interessados em HQs para avaliação de portfólios e orientação profissional neste sábado (28)
A Vila Cultural Casa da Vila recebe neste sábado (28), das 14h às 16h, o editor e quadrinista Eloyr Pacheco para uma atividade gratuita voltada à produção de histórias em quadrinhos. O encontro é aberto ao público, por ordem de chegada, para maiores de 14 anos, e tem como objetivo orientar artistas e interessados no desenvolvimento de projetos editoriais e gráficos.
A ação integra o projeto “Casa dos Quadrinhos”, iniciativa que passa a fazer parte da programação permanente da Vila Cultural. Durante o encontro, Eloyr irá avaliar portfólios, oferecer dicas práticas de produção e compartilhar experiências com quem deseja se aprofundar na linguagem das HQs.

Londrinense, Eloyr Pacheco, de 65 anos, é editor e quadrinista, com formação em História e Pedagogia e pós-graduação em Arte e Educação. Ao longo da carreira, trabalhou como editor no Brasil de grandes editoras internacionais, como Marvel, DC Comics/Vertigo, Dark Horse e Image, além de ter editado títulos como Senninha, Zé do Caixão e Will Eisner ‘s Spirit Magazine. Também é criador do personagem Escorpião de Prata, com circulação internacional e presença em exposições no Brasil e no exterior.
Entre os principais reconhecimentos de sua trajetória, destacam-se o Troféu HQMix (1998), como Editora do Ano pela Metal Pesado, o Prêmio Angelo Agostini de Melhor Lançamento (1998) e o Troféu Jayme Cortez (2008), pela contribuição ao quadrinho nacional.
De acordo com o gestor cultural da Casa da Vila e coordenador executivo do Comitê de Cultura do Paraná, Marcelo Pinhatari, a proposta nasce do próprio perfil do espaço, que busca acolher diferentes manifestações artísticas. “A Vila Cultural é um espaço democrático, aberto a produtores e artistas que queiram desenvolver atividades e contribuir com a comunidade londrinense”, afirmou. Segundo ele, a chegada do projeto de quadrinhos amplia ainda mais esse cenário já diverso, que inclui dança, capoeira e xilogravura, entre outras linguagens.
A parceria com Eloyr Pacheco foi construída a partir de um contato já existente com o espaço cultural e deve se desdobrar em uma oficina permanente prevista para o período de 2026 à 2028. “É uma aproximação natural, que resultou na criação de um projeto estruturado dentro da Casa da Vila”, explicou Pinhatari.
Além de incentivar novos talentos, o projeto busca fortalecer o cenário cultural local por meio da linguagem dos quadrinhos. “A HQ é uma forma de comunicação muito versátil, que une desenho e escrita. A proposta é enriquecer o panorama cultural e oferecer oportunidades para desenhistas e escritores acessarem um ambiente de produção artística”, destacou ele.

A iniciativa também abre caminho para a formação de um núcleo de produção de quadrinhos em Londrina. A expectativa é que, com o tempo, o espaço evolua para além das oficinas iniciais, envolvendo novas parcerias e ampliando as possibilidades de criação, desde a concepção das histórias até a publicação de materiais.
Dicas para montagem e apresentação de portfólio em HQs
Durante a atividade, os participantes também poderão receber orientações práticas sobre como organizar e apresentar seus trabalhos. Entre as principais recomendações:
Mantenha o portfólio organizado e em bom estado de conservação;
Apresente os trabalhos com critério, evitando excesso de material desordenado;
Separe as artes por tipo (lápis, arte-final, cor) e por estilo;
Inclua páginas completas de HQ, não apenas ilustrações;
Demonstre variedade: personagens, cenários, objetos e situações;
Valorize seu estilo próprio, evitando cópias;
Sempre que possível, leve um portfólio físico, mesmo que também utilize recursos digitais.
Além disso, a orientação é manter uma postura profissional durante a avaliação, ouvir críticas com atenção, evitar excessos e encarar o momento como oportunidade de aprendizado.
Sobre a Casa da Vila – Frequentada por um público diverso, a Vila Cultural reúne desde artistas e estudantes até moradores da região e participantes de atividades culturais e sociais. Para Marcelo Pinhatari, esse caráter plural reforça o papel do espaço como ponto de encontro e construção coletiva. “É um local de convivência, de troca e de acesso à cultura, com atividades gratuitas ou de baixo custo”, disse.
A Casa da Vila conta com financiamento público por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), do Programa de Vilas Culturais e da Política Nacional Aldir Blanc, do Governo Federal. A participação nas atividades é aberta, e os interessados podem buscar mais informações diretamente com o perfil do instagram @casadavila.cultural.
Texto: Laura Gonçalves, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina




