Cidadão

Rota das Catedrais reúne histórias de superação e propósito entre atletas de todo o Brasil

Vindos de várias partes do Brasil, participantes revelam o que motiva enfrentar mais de 120 km entre fé, desafio e transformação pessoal

A Rota das Catedrais, um dos maiores eventos de mountain bike do Brasil, vai além do desafio esportivo que liga Londrina à Maringá em mais de 120 quilômetros. A cada edição, o evento se consolida como um espaço de histórias pessoais marcadas por superação, propósito e transformação.

Em 2026, a diversidade dos cerca de 1,5 mil participantes chama atenção — com atletas de diferentes regiões do país motivados por razões que vão do desafio físico à conexão espiritual.

O engenheiro agrônomo Madson Felipe Antunes, de Londrina, foi o primeiro inscrito desta edição, garantindo a vaga assim que as inscrições foram abertas. Para ele, o compromisso começou antes mesmo da largada. “Eu sabia que as vagas esgotariam rápido e quis garantir o primeiro lote. A inscrição já foi o início do desafio. Foi uma forma de me comprometer comigo mesmo, de me obrigar a treinar e chegar preparado”, contou.

Participando pela primeira vez, Madson vê um significado especial no número 0001. “Isso me dá ainda mais motivação. É um desafio pessoal muito grande e saber que fui o primeiro a me inscrever mostra que estou pronto para viver essa experiência”, frisou.

De ainda mais longe, a atleta Patrícia Lacerda de Ávila, de Pinheiral (RJ), decidiu encarar a viagem e o percurso motivada por algo que vai além do esporte. “É sobre conexão com a natureza, com a fé, com a minha força e com tudo que o caminho ensina. Quando soube que o trajeto passava por igrejas, senti que precisava viver isso”, compartilhou. Para ela, a Rota representa a união de valores essenciais. “A Rota une tudo o que eu acredito: superação, propósito, natureza e fé”, disse.

Foto: Divulgação

Já o atleta Henri Pedrosa Marques de Almeida, de Fortaleza (CE), retorna para sua segunda participação com um olhar ainda mais sensível sobre a experiência. “Foi o evento mais memorável que já vivi no ciclismo. Este ano quero aproveitar mais as paradas, viver melhor cada momento e passar mais tempo nas capelas”, destacou. Ele resume a experiência em dois elementos centrais: desafio e espiritualidade. “Eu penso em desistir o tempo todo. Mas a fé em Deus e Nossa Senhora me mantém de pé. A Rota é isso: resiliência, reflexão e felicidade”, afirmou.

Entre os relatos, uma história chama atenção pela carga emocional. A atleta Liane Pagotto Pascualotto, de Cunha Porã (SC), decidiu manter sua inscrição mesmo após a perda recente do marido, que também sonhava em participar do evento. “Era um sonho dele. Mesmo ele não estando aqui, sei que estará comigo no percurso. Vou me desafiar por mim e por ele”, enfatizou. A decisão de enfrentar cerca de oito horas de viagem até o evento reforça o significado da Rota como um momento de conexão profunda.

Mais do que uma prova, a Rota das Catedrais se consolida como uma experiência que reúne diferentes histórias em um mesmo caminho — onde cada atleta percorre o trajeto com seus próprios motivos, mas compartilha a mesma jornada de superação. Com o conceito “Da terra vem a força. Da Rota, a superação”, a edição 2026 reforça esse encontro entre pessoas, territórios e histórias, transformando o percurso em algo que vai além do esporte.

Por parte da Prefeitura de Londrina, o apoio à Rota das Catedrais 2026 vem pelo Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e Fundação de Esportes de Londrina (FEL).

Texto: Assessoria de Imprensa da Rota das Catedrais

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