Cidadão

Empreendedoras da Economia Solidária comercializam produtos temáticos para a Copa do Mundo

Artesãs aproveitam o período do maior evento futebolístico mundial para ampliar a renda com peças temáticas

A Feira da Economia Solidária é uma ação do Programa Municipal de Economia Solidária (PMES), articulado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), que reúne empreendimentos locais para comercialização de produtos artesanais e alimentícios produzidos de forma coletiva. O programa tem como objetivo fortalecer a inclusão produtiva, ampliar oportunidades de geração de renda, incentivar o consumo consciente e valorizar a produção local por meio de espaços de comercialização e visibilidade para os empreendedores.

Foto: Divulgação / Economia Solidária

Com o objetivo de aproveitar a visibilidade da Copa do Mundo para impulsionar as vendas e ampliar a geração de renda, as artesãs vinculadas ao programa estão comercializando uma linha de produtos com a temática esportiva. Os itens podem ser adquiridos no Centro Público de Economia Solidária, localizado na avenida Rio de Janeiro, 1.278, Centro. A venda também ocorre na Feira de Artesanato no Calçadão, em frente ao Banco do Brasil, nas duas primeiras sextas-feiras e sábados de cada mês, das 9h às 17h; na Feira da Cidadania, na UEL, na primeira e terceira quinta-feira do mês; e na Feira de Artesanato do Parque Arthur Thomas, aos domingos, das 9h às 17h, no espaço anexo à lanchonete.

A gerente de Inclusão Produtiva da SMAS, Carolina Arfelli Bungart, projeta o impacto da ação para as produtoras. “A estimativa é de um aumento de vendas em torno de 30% a 40% em comparação com outros meses, o que representa uma oportunidade importante de fortalecimento da geração de renda para as participantes”. Ela explicou os reflexos dessas iniciativas para o programa. “A longo prazo, a inserção em eventos e períodos de maior visibilidade fortalece a política de inclusão produtiva ao ampliar oportunidades de renda, estimular a diversificação dos produtos e consolidar a Economia Solidária como estratégia de autonomia e valorização do trabalho coletivo no município”, acrescentou.

A empreendedora da Economia Solidária, Maria Eulina, detalhou o planejamento adotado para o período. “Como a época de Copa coincidiu bem com o início do inverno, eu me planejei para fazer toucas e cachecóis com as cores do Brasil”. A artesã também estruturou o estoque para alcançar diferentes perfis de consumidores. “Mas também pensei em um nicho de produtos mais em conta. Então produzi chaveiros de mão, amarradores de cabelo, pulseiras e brincos de crochê, além de bandanas”. “Os preços variam de R$ 7,00 a R$ 50,00”, disse.

Foto: Divulgação / Economia Solidária

Sobre o planejamento produtivo, a empreendedora utiliza redes sociais como referência. “Eu costumo acompanhar bastante o Instagram. Fico de olho nas postagens temáticas, vou salvando as referências e separo os melhores modelos para poder confeccionar as minhas peças”, explicou. A participante também cita o suporte institucional para as atividades. “E em relação ao nosso espaço e organização, a Secretaria de Assistência Social (SMAS) é muito parceira; eles sempre nos fornecem todo o suporte e atenção quando precisamos e vamos até eles”, contou.

A artesã aponta a relevância de integrar a produção ao cronograma de eventos. “A gente sempre cria uma expectativa muito grande sobre as vendas nesses períodos de evento. Quem trabalha no comércio sabe que a gente tem que abraçar todas as oportunidades para tentar atender os clientes e fazer o negócio girar”. Ela afirmou que os artigos mantêm demanda fora da época de competições esportivas. “O interessante é que essas peças com as cores do Brasil não vendem só na Copa. Eu acabo vendendo também de forma sazonal para pessoas que viajam para o exterior e querem levar uma lembrança daqui para usar lá fora ou para presentear”, declarou.

Texto: João Souza, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina.

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