Feira do Peixe Vivo 2026 vende 8 toneladas de produtos e aumenta volume em 15%
Superando a edição anterior, evento incentiva e valoriza a piscicultura local; além da venda de peixes, houve distribuição de mais de 400 mudas de árvores para o público
Em busca de itens frescos de qualidade e um passeio agradável ao ar livre, milhares de pessoas circularam pela Praça Tomi Nakagawa, região central, na última semana, quando foi realizada a 32ª edição da tradicional Feira do Peixe Vivo em Londrina, de 1 a 3 de abril. A maior parte do período de funcionamento foi sem chuvas, favorecendo a boa movimentação do evento e a atuação dos produtores da região que comercializaram diferentes tipos de peixes aos consumidores. Com encerramento no feriado da Sexta-feira Santa, no dia 3, a iniciativa resultou em cerca de 8 toneladas de peixe vendidas e estimativa de até 5 mil pessoas tendo passado pela área estruturada na praça.
O rendimento exitoso representa aumento aproximado de 15% no volume total de vendas em comparação ao ano anterior, resultando em R$ 221 mil alcançados. Em 2025, foram cerca de 7 toneladas comercializadas. Durante o evento, o público teve a oportunidade de adquirir produtos variados de três produtores da região rural, custando de R$ 22 a R$ 55 o quilo. As vendas foram de 4,4 mil kg de tilápia, 2,6 mil kg de pacu, 600kg de carpa e 400kg de pintado.
Para tornar a experiência do lazer mais agradável às famílias presentes, a feira também contou com tendas para descanso e barracas de alimentação vendendo salgados, crepes, mel e outros itens.

O gerente de Fomento à Produção e Comercialização da SMAA, Arilson Pereira de Araújo, informou que os piscicultores participantes da edição 2026 relataram grande movimento durante a feira e agradeceram a Secretaria pela boa organização, estrutura e suporte ao longo dos dias de vendas. “A Feira do Peixe Vivo é um evento já consolidado e bastante esperado pelos produtores de peixe e também pelos consumidores, vários dos quais já costumam fazer suas compras todos os anos no local. Como nos anos anteriores, a procura foi ótima e rendeu bons resultados de comercialização, atendendo às expectativas da organização, e foi possível até superar o total de toneladas vendidas”, contou ele.
Ainda segundo Araújo, os procedimentos de fiscalização mantidos pela SMAA ao longo dos três dias de feira, conforme ocorre regularmente todos os anos, foram realizados sem quaisquer transtornos. “Todos os piscicultores cadastrados estavam com a documentação regularizada e em dia, cumprindo os protocolos e exercendo seus trabalhos dentro das condições estabelecidas. Não houve nenhuma situação problemática, o que comprova a credibilidade dos empreendimentos da região e a qualidade dos produtos colocados à disposição do público”, garantiu.

Para o gerente, a edição deste ano reforçou a tradição e o impacto do evento para Londrina no decorrer da Semana Santa e período da Páscoa. “A intenção é aprimorar as ações a cada ano, dentro das nossas possibilidades”, frisou ele. “O sucesso da iniciativa nos motiva e encoraja a manter a feira viva como trabalho reconhecido e data atrativa dentro do calendário do Município”, completou.
Incentivo ao plantio de árvores – Além do caráter de incentivo à produção agropecuária com foco nos peixes, a iniciativa ainda contou com a distribuição de mudas de árvores sob condução da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), que marcou presença com sua equipe de Áreas Verdes e do Viveiro Municipal. Ao todo, foram entregues 428 unidades de mudas em três dias, entre espécies frutíferas nativas e urbanas como amora, acerola, araçá, gabiroba, pitanga, ipê branco, ipê amarelo, cerejeira, oiti e árvore samambaia.
De acordo com a coordenadora do Viveiro Municipal de Londrina, Sirlei de Souza, os tipos frutíferos foram os favoritos e tiveram mais saída, correspondendo a 385 do total de mudas. “A movimentação foi boa nas atividades gerais. Nos dias da feira, os servidores conversaram com o público dando orientações sobre o plantio adequado para cada local, enfatizando que as árvores frutíferas são mais indicadas para quintais e áreas rurais, por exemplo”, indicou.
Alunos de escolas municipais também visitaram a feira, podendo ver e conhecer de perto a cultura trabalhada pelo evento, sabendo mais sobre a importância da alimentação saudável, da agricultura e da atuação dos trabalhadores rurais desse segmento. Ao aproximar as crianças deste espaço produtivo e já histórico na cidade, a SMAA incentiva o conhecimento, a consciência alimentar e o vínculo com as tradições locais.




