Saúde apresenta prestação de contas com ampliação de atendimentos e novos programas
Dados do primeiro quadrimestre, divulgados em audiência pública, apontam avanços em consultas, cirurgias, vacinação e atenção especializada
Para garantir a transparência da execução e gestão dos serviços públicos, a Secretaria Municipal de Saúde realizou audiência pública para prestação de contas referente ao 1º quadrimestre de 2026. A audiência, sediada na Sala de Sessões da Câmara Municipal de Londrina (CML), foi transmitida ao vivo a partir das 8h desta segunda-feira (25) e está disponível no canal da CML no Youtube.
O relatório contempla as ações e produções do período de janeiro a abril desse ano, assim como diretrizes, indicadores assistenciais e epidemiológicos, valores investidos e fonte dos recursos. Na abertura, a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, elencou os destaques da pasta, como ampliação de consultas especializadas, lançamento de ferramentas e campanha de vacinação, novos procedimentos e medicamentos disponibilizados na rede municipal, entre outros.
Durante o primeiro quadrimestre de 2026, o Município de Londrina aplicou R$ 168.243.120,00 em ações e serviços públicos de saúde. A quantia equivale a 19,039% das receitas oriundas de impostos e transferências constitucionais, e ultrapassa o limite mínimo constitucional, que é de 15%.
Logo nas primeiras semanas de janeiro, a SMS lançou o “Projeto CUIDAR – Cuidado Infanto-Juvenil: Desenvolvimento, Aprendizagem e Reabilitação”. Voltado ao público infantojuvenil de até 14 anos, o projeto oferece consultas com médicos neuropediatras na Policlínica Municipal Ana Ito. A iniciativa tem como objetivo zerar a fila de espera, que em janeiro era de 2.439 crianças e adolescentes de até 14 anos. Mesmo com os mutirões aos finais de semana e contato com as famílias para confirmar presença, o índice de faltosos é alto, destacou a secretária Vivian Feijó.

“Londrina tinha uma fila de 2.439 crianças e muitas já se tornaram adolescentes dentro desse período de espera. Em visitas do mutirão, pude observar crianças que aguardaram por sete anos pela consulta, e essa demora em muito prejudica o desenvolvimento. Estamos buscando essas crianças, mas, mesmo que haja esse passivo importante, mães, pais e cuidadores agendam e não aparecem. É um fato preocupante, o absenteísmo na consulta, uma situação fática no município e no Brasil. Temos tentado enfrentar isso com substituição rápida das vagas; é uma consulta bastante disputada, mas chegamos a ter praticamente 40% de absenteísmo em um dos dias de mutirão”, detalhou.
O projeto CUIDAR é alinhado à criação da Assessoria Técnica na Linha de Cuidado das Condições Neurodivergentes dentro da estrutura da SMS, que prevê o atendimento de pacientes na Policlínica, reestruturação e construção de protocolos clínicos, e a qualificação da fila de espera.
Na semana seguinte, teve início a oferta do antibiótico amoxicilina + clavulanato de potássio, em apresentação pediátrica, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Londrina. Antes, esse medicamento era disponibilizado somente na farmácia do Pronto Atendimento Infantil (PAI), após consulta e prescrição médica. O intuito dessa ampliação é garantir que as crianças com infecções bacterianas, principalmente as respiratórias, tenham acesso e consigam iniciar seu tratamento com mais agilidade e segurança.
O consumo total estimado é de 12.960 frascos por mês, até 155.000 em um ano. Para garantir o antibiótico nas 54 UBSs da cidade, foram investidos mais de um milhão de reais, pela SMS.
Outro medicamento que passou a integrar a rede pública é o nirsevimabe. Adquirido e distribuído pelo Ministério da Saúde, esse imunobiológico protege crianças prematuras e com comorbidades, contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A aplicação também é garantida às crianças com até dois anos de idade, que se enquadram nos seguintes critérios: cardiopatias congênitas, broncodisplasia pulmonar, imunossupressão, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas. “É uma mudança paradoxal na prevenção do VSR e as UTIs neonatais e pediátricas veem essa medida como algo muito positivo para evitar a hospitalização dessas crianças”, acrescentou a secretária de Saúde.
Em fevereiro, a SMS apresentou o Autoriza SUS, ferramenta desenvolvida internamente para modernizar a gestão das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), sejam elas eletivas ou de urgência. A expectativa é de que, em breve, o Autoriza SUS também seja utilizado para emissão de Autorização de Procedimentos Ambulatoriais (APAC).
“Dentro das nossas condições, criamos uma possibilidade que moderniza a gestão das AIH, eletivas e de urgência, na rede municipal. Foco na melhoria de processos e transparência, pois permite uma rastreablidade melhor e mais rápida dos dados, reduz retrabalho e falhas operacionais. Em relação as APACs, no próximo quadrimestre também vamos poder observar um resultado bastante positivo. Falta só um serviço para termos adesão de 100% dos prestadores. Antes, tudo tramitava em malotes, com risco de desvios, alterações de tempo de espera, então havia necessidade de sair desse processo amador e trazer tecnologia aos nossos processos de trabalho”, frisou Feijó.

Também em fevereiro, foi apresentado o Plano de Contingência da Dengue 2026, com reforço de várias ações e muitas novidades, como aspiração dos mosquitos e ovos capturados na ovitrampas, que são as armadilhas distribuídas em toda zona rural e urbana de Londrina; o uso de drones para vistoria nos domicílios; e a análise entomoviral, realizada em laboratório da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Os indicadores positivos, na comparação de dados desse ano com 2026 e 2024, reforçam a importância do trabalho conjunto e pautado em evidências para combater o mosquito Aedes aegypti e o avanço da dengue na cidade. “Em 2025, tivemos 14.761 casos notificados e nesse ano 7.571, uma redução muito significativa. Em casos confirmados, a redução foi de 73,90, algo muito positivo no Paraná e no Brasil. Gostaríamos de ter tido óbito zero, mesmo sabendo das dificuldades pelo número de habitantes e pelas características da cidade, como clima, lagos. Esse ano, infelizmente, tivemos um óbito confirmado no último mês. No ano passado foram oito, e no retrasado 49. Isso mostra que fazemos um trabalho muito próximo da comunidade e diário, sem descanso, de segunda a segunda. São mais de 100 pessoas atuando todos os dias com foco nos indicadores de risco”, destacou a secretária.
No mês de março, representantes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias doaram à SMS o equivalente a R$300 mil em equipamentos. Os 108 itens, com foco em atendimentos para assistência materno-infantil, foram destinados a Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Maternidade Municipal, Samu e Pronto Atendimento Infantil (PAI).
Março também foi marcado pelas ações em celebração ao “Mês da Mulher”, reunindo uma extensa programação de serviços e atividades cujo enfoque se deu na prevenção e promoção da saúde da mulher. Os atendimentos noturnos em UBSs trouxeram 320 vagas, por dia, para atendimento exclusivo ao público feminino, em todas as regiões da cidade. “Sabemos que muitas mulheres, em especial nas áreas vulneráveis, trabalham e cuidam das suas famílias sem ter tempo para os seus exames anuais e seu autocuidado”, explicou Feijó.
Dentre os serviços disponibilizados nesse período, foram registrados 968 agendamentos de mamografias, 594 de ultrassonografia endovaginal e outras 369 de ultrassonografia de mama. Algumas UBSs disponibilizaram a testagem rápida para ISTs, Infecções Sexualmente Transmissíveis, totalizando 408 testes realizados.
Outra conquista para o público feminino é a oferta do Implanon XT, implante subdérmico anticoncepcional, na Atenção Primária da rede municipal de saúde. “Qualquer mulher que tiver necessidade pode procurar a UBS. Até pouco tempo, esse implante era extremamente elitizado; mas hoje conseguimos cuidar das nossas mulheres com uma cartela de serviços qualificada. Esse é outro presente do Ministério da Saúde e estamos sendo pioneiros no treinamento de equipes: já treinamos mais de 50 pessoas e, agora, estamos ampliando para outros municípios de menor porte”, enfatizou a secretária de Saúde.
A apresentação de trabalho dentro do XII Congresso Latino de Cuidados Paliativos também foi um marco do primeiro quadrimestre desse ano. A experiência, desenvolvida dentro da Atenção Primária como parte do Programa Municipal de Cuidados Paliativos de Londrina, foi levada ao evento latino-americano como uma das experiencias bem-sucedidas em Cuidados Paliativos no país. “Sabemos que o Cuidado Paliativo cresce muito no Brasil e nossa cidade tem sido expoente na Atenção Básica. É algo que vem muito forte na rede hospitalar e agora ganha um espaço importante, refletindo um trabalho que começou nos últimos cinco anos”, detalhou Vivian Feijó.
Também em março foi lançada a campanha nacional de vacinação contra a gripe, que segue em vigor. A SMS ressalta a baixa cobertura vacinal em alguns grupos, principalmente de crianças, o que repercute em aumento das Síndromes Gripais nessa população, maior risco de complicações e internações.
Nessa primeira etapa da campanha, a vacina é exclusiva para quem pertence aos grupos prioritários. Nestes, o público-alvo mais suscetível ao vírus são os idosos, gestantes e crianças de 6 meses a menores de 6 anos. “Nas gestantes, considero que dentro do cenário nacional estamos com número muito positivo. Agora também temos a vacina contra VSR para mulheres gestantes e isso foi um atrativo muito bom. Idosos melhoramos a cobertura, no último dado estávamos em 44% e acredito que vamos chegar a 50%, mas lamentamos o baixo coeficiente. Nas crianças, estávamos até a última semana próximo a 18%, o que é péssimo para nossa cidade. É preocupante ainda vermos a omissão e a decisão de não protegerem os filhos com a vacina. Vemos os Prontos-Socorros lotados e temos feito um esforço hercúleo para vacinar as crianças, com o programa Vacina nas Escolas”, apontou Feijó.
A apresentação da SMS também trouxe, dentro das ações do 1º Quadrimestre desse ano, o estande inédito dentro da Exposição Industrial e Agropecuária de Londrina (ExpoLondrina) 2026. O Espaço Integrado de Saúde & Cuidado agrupou uma série de serviços para promover saúde, qualidade de vida e outras medidas preconizadas pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. “Fizemos aferição de pressão e de glicemia com orientação sobre doenças cardiovasculares e diabetes, teatros educativos para as escolas que visitaram a feira, parceria com Hoftalon e Hospital de Olhos para avaliação da acuidade visual, com o Hospital Universitário houve prevenção na linha de saúde bucal, orientações do SAMU sobre engasgo, e as atividades de bem-estar. Além disso, falamos sobre ISTs e tivemos o grupo de Endemias na Fazendinha, que leva cuidado e prevenção sobre escorpiões, dengue e outras endemias. Foi um espaço de bastante interação e oportunidade”, reforçou a secretária.
Abril foi o mês de cuidado com a Saúde Bucal. Dentro da campanha Abril Branco, a SMS promoveu atividade na APAE Londrina, com o tema “Sorriso sem Barreiras”, além de promover capacitação das equipes de saúde bucal, cirurgiões-dentistas, auxiliares e técnicos em saúde bucal.
Outra iniciativa de destaque foi a Carreta da Oftalmologia do Ministério da Saúde, que veio a Londrina e encerrou suas atividades na última sexta-feira (22). Entre atendimentos, exames e procedimentos, foram 2,9 mil consultas e 2,3 mil cirurgias de catarata, realizadas em pacientes de Londrina que aguardavam há anos pelos procedimentos. “A gente celebra esses numeros; vejo isso como uma ação muito barata e de grande impacto, sem ônus para a Prefeitura de Londrina. Fomos selecionados e agraciados pelo Governo Federal em parceria com o Estado do Paraná, um trabalho de muitas mãos. Recebemos muitos relatos de experiencia das pessoas que voltaram a enxergar. Encerro esse projeto com vontade de quero mais, e acredito que, no ano que vem, a carreta volta para nossa cidade. Saímos de 12 mil para 8 mil pacientes em fila, algo gritante em uma necessidade emergente”, comemorou Feijó.
Outros procedimentos também tiveram grandes avanços, alguns chegaram a eliminar a fila de espera, que há anos se arrastava. É o caso dos exames de litotripsia, procedimento realizado em pacientes com cálculos renais, de eletroneuromiografia, que avalia a função dos nervos e músculos, e a ultrassonografia de tireoide, indicada principalmente para verificar e monitorar alterações na glândula. Os três procedimentos tiveram a fila zerada por meio da ampliação da oferta de vagas na Irmandade Santa Casa de Londrina (ISCAL) ou Cismepar, beneficiando milhares de pacientes de Londrina e demais municípios que integram a 17ª Regional de Saúde.
Mais de 600 profissionais de saúde participaram, em abril, da Copa da Segurança do Paciente. O evento, sediado no Moringão, reuniu profissionais e trabalhadores da SMS e instituições conveniadas. Além da Copa, a Assessoria Técnica para atuar na Qualidade e Segurança do Paciente, criada no âmbito da SMS pela atual administração, tem promovido ainda capacitações, treinamentos, reestruturação e construção de protocolos clínicos, todos voltados à Segurança do Paciente. “É uma ação obrigatória, que vai ao encontro de Portaria Ministerial de 2013 e que Londrina não tinha implementado. Instituímos a Portaria nº 14/2026, estabelecendo o Núcleo Municipal; elaboramos um Plano de Segurança do Paciente, com envio à SESA, e o formulário de investigação de eventos adversos graves. Hoje temos padronização, com gestão de documentação de protocolos e criação de um fluxo para esses protocolos”, elencou a secretária municipal de Saúde.
Ainda em abril, foi apresentado o novo modelo de execução do Programa Saúde na Escola (PSE), que promove ações de prevenção, promoção e atenção à saúde, contribuindo para a formação integral de estudantes da zona urbana e rural, de maneira lúdica e inclusiva. Desde o último ano, de forma inédita, Londrina integra as unidades escolares dos distritos e patrimônios rurais no programa. Agora, a meta é ampliar o número de crianças e adolescentes atendidos. “Antes o PSE funcionava com amostragem, hoje vamos entrar no currículo escolar e levar informação para o maior número possível de crianças. Hoje, o programa atende 3 mil, mas pretendemos chegar a 10 mil alunos de 3 a 17 anos”, antecipou Feijó.
Um dos principais destaques do período refere-se ao coeficiente de mortalidade infantil (CMI) de Londrina, referente ao ano de 2025. A análise dos dados foi concluída no primeiro trimestre desse ano, explicou a secretária de Saúde, por isso a divulgação ocorre somente agora. Ela citou que, ao assumir a pasta, o CMI era de 12,3. A meta é manter o índice, que repercute condições de saúde de toda população, o mais baixo possível. No entanto, desde 2021, os indicadores anuais do município apresentavam crescimento.
E para 2025, Londrina finalmente alinhou-se à meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de CMI 10, com um indicador de 10,9. A redução de 11,4% em apenas um ano é uma grande vitória, frisou a secretária. “Era algo preocupante, que nos desafiou muito e mantemos atenção o tempo inteiro. Tivemos variabilidade no período da pandemia, até que chegamos a 12,3. No último ano, através de esforços muito positivos tanto no pré-natal como na puericultura, diminuímos para 10,9, alinhando à meta da OMS. São nove vidas que foram salvas em nossa cidade, e isso é muito esforço, que não depende só da gente. Hoje, a DAPS tem conseguido acompanhar os bebês, nascidos em nossa Maternidade e no HU, nos primeiros sete dias de vida. Para um munícipio do tamanho do nosso, isso é muito rico. Dificuldades com amamentação, perda de peso nos primeiros dias, são coisas que impactam. E tivemos zero obtidos maternos em 2025”, ressaltou.
Ao final da apresentação, a secretária destacou que todas as atividades têm sido planejadas e executadas por meio da superação e trabalho em conjunto. “Sou muito grata pela oportunidade. Reconheço as dificuldades que a Saúde tem, é uma pasta inesgotável, com dificuldades financeiras e administrativas, mas temos uma Secretaria organizada, trabalhando com foco nas pessoas. Tenho certeza de que o indicador que não melhorou, também não piorou; e estamos priorizando as ações para entregar uma cidade com mais prevenção, promoção de saúde e qualidade de vida para as pessoas”, concluiu.
Ouvidoria – De janeiro a abril de 2026, a Ouvidoria-Geral do Município recebeu 923 manifestações relacionadas à Secretaria Municipal de Saúde. Os registros incluem reclamações, pedidos de acesso à informação, sugestões, elogios e denúncias.
Atenção Primária – Em Londrina, a Diretoria de Atenção Primária em Saúde (DAPS) contempla 54 Unidades Básicas de Saúde, distribuídas na zona rural e urbana, com 95 equipes de Atenção Básica e 23 Equipes de Saúde Bucal. A produção dessas unidades foi de 320.243 atendimentos, com 1.197.829 de procedimentos efetuados.
Urgência e Emergência – De janeiro a abril, os plantonistas da UPA Sabará realizaram mais de 61 mil consultas gerais e 4.020 consultas de ortopedia. Já na UPA Centro-Oeste, foram 74.539 consultas médicas e outras 3.731 de ortopedia. O Pronto Atendimento Infantil (PAI) somou 43.899 consultas nesse período.
Somadas, as unidades de Pronto Atendimento 16 e 24 horas, que dão suporte à atenção básica de saúde no município e ficam localizadas nos bairros Leonor, Maria Cecília e União da Vitória, realizaram 81.524 consultas médicas.
No mesmo período, o Complexo Regulador de Urgência e Emergência do SAMU–192 atendeu, ao todo, 64.429 chamados, com abrangência em Londrina e demais 20 municípios que compõem a 17ª Regional de Saúde. Destes, 39.878 referiam-se efetivamente a atendimentos médicos. Além disso, com o uso de ambulâncias, helicóptero e unidade de transporte de urgência, foram registrados 13.423 atendimentos.
A Maternidade Municipal Lucilla Ballalai registrou 684 internações de pacientes de Londrina, neste período, e 38 de outros municípios. Houve assistência a 409 partos normais, correspondendo a uma taxa de parto normal de 56,32%, e realizadas 313 cesáreas, com uma taxa de 43,69%. Também foram computadas 2.984 avaliações obstétricas.
Demais serviços e procedimentos executados na Maternidade Municipal, como testes obrigatórios, visitas guiadas, inserção de DIU, avaliações odontológicas e outros, somaram 6.200 atendimentos.
Serviços Complementares – A Diretoria de Serviços Complementares em Saúde apresentou o quantitativo de consultas médicas realizadas na Policlínica Municipal Ana Ito. A unidade contempla as especialidades de neurologia, geriatria, cardiologia, dermatologia, nefrologia infantil, psiquiatria para gestantes e puérperas, ginecologia, urologia, e cirurgia geral, que registraram 4.540 atendimentos.
Somadas, as especialidades não médicas (fisioterapia, enfermagem, nutricionista, fonoaudiólogo e psicólogo clínico) disponíveis na Policlínica computaram 2.737 atendimentos no primeiro quadrimestre.
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) Álcool e Drogas, Infantil e III, realizaram 2.905 acolhimentos diurnos e noturnos; 4.571 atendimentos em grupo, 420 domiciliares, 12.579 individuais e 3.684 familiares.
Na produção do Centrolab, foram registradas 928.761 análises, de janeiro a abril, sendo 47 referentes a hanseníase e 963 de tuberculose.
Regulação – Os 3.295.800 atendimentos ambulatoriais efetuados no primeiro quadrimestre, entre média e alta complexidade, resultaram em um total de R$50.841.119 de recursos investidos. Com relação às internações hospitalares de média complexidade, a Diretoria de Regulação da Atenção à Saúde registrou 17.336, com investimentos de R$32.759.541,30. Nas internações de alta complexidade, foram investidos R$34.117.303,42 para 3.563 internações.
Vigilância em Saúde – O Centro de Referência Dr. Bruno Piancastelli Filho, por meio do Ambulatório de IST/HIV/AIDS, Hepatites Virais e Tuberculose, distribuiu 8.490 medicamentos ao longo dos quatro primeiros meses do ano. Também realizou 8.420 atendimentos multiprofissionais, 2.547 consultas médicas e 198 pacientes foram atendidos na odontologia.
O Centro de Referência também distribuiu 26.598 preservativos masculinos e 184 femininos. Já no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), foram coletados 1.686 exames de Teste Rápido, entregues 677 profilaxia pré-exposição (PreP) e outros 446 autotestes para HIV.
No Ambulatório de Hormonização, foram registradas 217 consultas médicas no período do primeiro quadrimestre, e distribuídos 53 medicamentos.
Ainda entre maio e agosto, a Gerência de Vigilância Sanitária inspecionou 3.097 estabelecimentos e concedeu 982 licenças sanitárias. Sobre as arboviroses, a Coordenação de Endemias promoveu 132 ações de mobilização social, monitorou 6.000 armadilhas ovitrampas, e registrou o atendimento de 138 denúncias.
As demais diretorias da SMS também apresentaram seus relatórios em relação ao primeiro quadrimestre e a íntegra será disponibilizada na página da SMS. A prestação de contas do Fundo Municipal de Saúde em audiência pública é prevista na Lei Complementar nº 141/2012.




