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Secretaria de Saúde e CMTU realizam limpeza em imóveis com risco de proliferação de vetores

Município mantém ações integradas de combate ao mosquito, apesar de o boletim epidemiológico apontar redução da incidência de dengue nas últimas semanas

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), está realizando um trabalho de limpeza em imóveis que oferecem risco à proliferação de vetores, como o mosquito da dengue, além de outros animais e insetos que podem transmitir doenças. Os moradores desses imóveis, em muitos casos, são classificados como indivíduos em situação de acumulação. Por isso, cada caso identificado é discutido individualmente para que sejam definidas as intervenções necessárias e a forma adequada de execução.

Divulgação SMS

Somente neste ano, a Vigilância Ambiental já realizou intervenções em 14 imóveis relacionados a situações de acumulação, desenvolvendo ações de orientação, avaliação de riscos sanitários e ambientais, remoção de resíduos, eliminação de criadouros de vetores e demais atividades, conforme a especificidade de cada caso.

As ações são executadas de forma integrada com os demais órgãos participantes do Grupo de Trabalho (GT) intersetorial que discute e acompanha os casos envolvendo pessoas em situação de acumulação, priorizando tanto a proteção da saúde pública quanto o respeito às condições sociais e à dignidade das pessoas envolvidas.

O GT promove reuniões mensais com o objetivo de avaliar cada situação de forma integrada, definir estratégias de atuação e promover encaminhamentos conjuntos entre os órgãos envolvidos, respeitando as atribuições e competências institucionais de cada setor.

Participam do GT representantes da Secretaria de Saúde, CMTU, Secretaria Municipal de Assistência Social, políticas voltadas à pessoa idosa, Defesa Civil e demais setores que possam contribuir conforme a complexidade de cada caso.

Segundo o gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Nino Ribas, a partir das discussões realizadas pelo grupo são definidas ações intersetoriais, como acompanhamento social, orientações em saúde, avaliação dos riscos ambientais e sanitários, além da organização de ações operacionais, incluindo limpeza de imóveis, remoção de resíduos e eliminação de possíveis criadouros de vetores. “Na maioria dos casos, a família é inicialmente notificada para participar do processo e, após autorização formal do responsável pelo imóvel, as equipes atuam em conjunto com a CMTU e demais secretarias parceiras na limpeza do local. Essa atuação integrada permite uma abordagem mais humanizada e eficiente, reduzindo riscos à saúde pública e impactos para a comunidade”, afirmou.

Boletim epidemiológico aponta desaceleração da dengue em Londrina

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Londrina divulgou, nesta quinta-feira (28), um novo boletim epidemiológico da dengue. Desde o início do ano, foram registradas 9.040 notificações da doença. Desse total, 1.186 casos foram confirmados, 6.822 descartados e 1.032 seguem em investigação. O município contabiliza um óbito. A taxa de positividade anual é de 13,12%. Com relação à chikungunya, o boletim informa dez notificações até o momento, sendo nove já descartadas e uma em análise.

Com relação à taxa de positividade da dengue, os dados das primeiras 21 semanas de 2026 demonstram um comportamento sazonal das arboviroses, com aumento gradual dos casos no início do ano, pico de transmissão entre as semanas 11 e 17, especialmente na semana 14, que registrou a maior taxa de confirmação (10,81%), e queda consistente dos indicadores a partir da semana 18. Na semana epidemiológica 21, a que estamos atualmente, até o momento não houve casos confirmados, resultando em taxa de positividade de 0%.

Gerente de Vigilância Ambiental da SMS, Nino Ribas. Foto: Emerson Dias/ NCom

“Londrina vem apresentando redução dos casos de dengue desde 2025. Apesar da diminuição registrada nas últimas semanas epidemiológicas, favorecida também pela queda das temperaturas neste período do ano, o município continua registrando transmissão e, por isso, as ações de prevenção e controle seguem intensificadas em todas as regiões da cidade”, ressaltou Nino Ribas.

A SMS reforça que, mesmo com a redução da circulação do mosquito em períodos mais frios, as medidas preventivas devem ser mantidas pela população, especialmente a eliminação de recipientes que acumulam água parada, principal fator de proliferação do Aedes aegypti.

A Secretaria também destaca a importância da vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A vacina é uma importante ferramenta de proteção, contribuindo para a redução de casos graves e internações decorrentes da doença.

Divulgação SMS

Município mantém ações contínuas de combate à dengue

A Prefeitura realiza um trabalho permanente de enfrentamento às arboviroses, iniciado em janeiro de 2025 e potencializado ao longo de 2026, com ampliação das ações de Vigilância Ambiental, monitoramento vetorial, mutirões de limpeza, visitas domiciliares, fiscalização de imóveis e atividades educativas junto à população. “Além das estratégias convencionais, Londrina vem investindo no uso de novas tecnologias aplicadas à vigilância e ao controle vetorial, buscando maior eficiência no monitoramento de áreas de risco, identificação precoce da circulação do mosquito e melhor direcionamento das ações de campo”, frisou Ribas.

O Município também mantém importantes parcerias institucionais, incluindo ações conjuntas com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e outras instituições de ensino e pesquisa, fortalecendo iniciativas técnicas, científicas e de inovações voltadas ao enfrentamento da dengue e demais arboviroses.

“As ações integradas entre Vigilância em Saúde, Atenção Primária, demais secretarias municipais e instituições parceiras têm contribuído para o fortalecimento das estratégias de controle e para uma resposta mais ágil diante do cenário epidemiológico. O combate à dengue depende da atuação conjunta do poder público e da participação ativa da comunidade, considerando que grande parte dos criadouros do mosquito ainda se encontra no interior dos domicílios”, concluiu Ribas.

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Dayane Albuquerque

Gestora de Comunicação - Jornalista da Prefeitura Municipal de Londrina, especialista em Comunicação Organizacional

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