Projeto “Samba Dá Voltas” retorna à Feira da Saul Elkind com roda de samba gratuita
Circuito itinerante leva o samba aos espaços públicos de Londrina e promove o encontro entre artistas e comunidade
O projeto Samba Dá Voltas realiza neste domingo (5), às 10h, uma nova edição na Feira da Saul Elkind, localizada na avenida Saul Elkind, 1.079, zona norte de Londrina. Gratuita e aberta ao público, a roda de samba será conduzida pelo grupo Samba Pé Vermelho e tem como objetivo democratizar o acesso ao samba, preservar a memória do gênero na cidade e aproximar a população de uma das mais tradicionais manifestações da cultura brasileira.
A escolha dos locais busca aproximar o samba do cotidiano da população e levar as apresentações para diferentes regiões da cidade. Nesta edição, a Feira da Saul Elkind foi escolhida por ser um espaço tradicional de convivência e grande circulação de pessoas, fortalecendo a proposta do circuito de ocupar ambientes públicos e tornar a cultura acessível a públicos diversos.
O proponente, produtor e músico Tiago Novaes explicou que cada apresentação é construída de acordo com as características do local onde acontece. “O repertório é pensado para dialogar com cada espaço e seu público. No Anfiteatro do Zerão, por exemplo, a proposta foi inspirada no Carnaval; na Concha Acústica, a apresentação teve um caráter mais comemorativo; na UEL, o foco foi aproximar o samba da juventude; e, nas feiras, a ideia é promover um encontro direto com a comunidade.”

Além das apresentações musicais, o projeto também fortalece a cena do samba local por meio do trabalho coletivo entre músicos, produtores e artistas convidados. A equipe é formada por nove integrantes, responsáveis pela produção, comunicação, organização e execução musical das rodas de samba. Ao longo do circuito, o projeto recebe convidados especiais em cada edição. Até o momento, já participaram Silvia Borba, Marcelle Terra e Cícero Souza. As próximas apresentações contarão com a participação de Braguinha e Luiza Braga.
A preservação da memória do samba londrinense é um dos principais compromissos da iniciativa. Segundo Novaes, o projeto pretende reconhecer artistas, mestres e comunidades que contribuíram para a consolidação do gênero na cidade e ampliar a visibilidade dessa história junto ao público. “Mais do que um show, o projeto busca preservar a memória do samba em Londrina e dar visibilidade aos artistas negros e às comunidades tradicionais que ajudaram a construir essa trajetória”, observou.
Proximidade com o público – Cada roda de samba reúne repertório de clássicos do gênero e composições autorais, mantendo uma relação próxima entre músicos e público. O formato, sem grandes distâncias entre a apresentação e os espectadores, favorece a participação espontânea da comunidade e reforça a proposta de transformar os espaços públicos em locais de encontro, convivência e valorização da cultura popular.
Aberto ao público, o circuito convida pessoas de todas as idades a participarem das apresentações realizadas ao longo do ano. Para Novaes, ocupar espaços públicos amplia o acesso à cultura e fortalece o vínculo entre a população e o samba. “O convite é para que toda a população participe, leve a família e os amigos e vivencie essa experiência. O Samba Dá Voltas é um projeto pensado para a cidade e construído junto com a comunidade”, concluiu.
Criado em 2026 em conjunto com o grupo Samba Pé Vermelho, o projeto surgiu da percepção de que Londrina possui uma rica história ligada ao samba, mas que muitos artistas responsáveis por essa trajetória permanecem fora dos circuitos culturais institucionais. O circuito é patrocinado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), por meio da Secretaria Municipal de Cultura de Londrina. O incentivo viabiliza a estrutura técnica das apresentações, a ocupação dos espaços públicos, a equipe de produção, divulgação e todas as etapas necessárias para a realização do projeto.
Texto: João Souza, estagiário do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina




