Saúde atualiza panorama da dengue em Londrina
Na comparação com o ano passado, 2026 registrou até agora uma redução drástica no número de casos confirmados e nos óbitos pela doença
Londrina continua com baixos índices de casos confirmados de dengue, mantendo a tônica de 2026, com progressão ainda mais lenta de infestação do Aedes aegypti no período mais frio do ano. É o que aponta o boletim de dados atualizados divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nesta quarta-feira (16). O informativo também registra oficialmente o segundo óbito por dengue na cidade neste ano. De janeiro até 15 de julho, o quadro geral contabiliza 10.299 notificações e 1.292 confirmações de dengue, com 8.079 casos descartados e 928 sob análise.

No ano passado, nesse mesmo período, era o dobro de notificações (20.147) e quase quatro vezes mais casos confirmados (4.717). Em 2025, de janeiro até julho, o total de falecimentos por essa causa era de 9, indicando queda em comparação com o período atual. A série recente indica forte redução no número de óbitos em Londrina, passando de 52 registros em 2024 para 9 em 2025 e, até o momento, dois em 2026.
O falecimento mais recente foi de uma pessoa e 59 anos, do sexo feminino, tabagista e sem comorbidades verificadas. O início dos sintomas foi em 6 de junho, incluindo febre, mialgia, cefaleia, náuseas, vômitos e dor nas costas. No entanto, a busca por atendimento ocorreu apenas no dia 13 de junho, com óbito no dia 14, reportado pelo Hospital Universitário (HU). O caso estava sob investigação da Saúde, seguindo os protocolos de exames e levantamentos.

A enfermeira e assessora técnica da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), da SMS, Claudia Haggi Monteiro, reforçou que a população precisa estar atenta e cuidar de seus quintais durante todo o ano. “Ficamos tristes em divulgar um novo óbito e, com isso, reafirmamos a necessidade dos cuidados preventivos permanentemente, e não somente no período onde a atividade do vetor é mais intensa. Pedimos a todos que olhem para suas casas, contribuindo para evitar a proliferação do Aedes. Isso também reacende o fato de ser importante a busca precoce pelos serviços de saúde para verificação de sinais compatíveis com a dengue. Em caso de sintomas, busque suporte médico o quanto antes, pois uma procura tardia pode interferir no desfecho de uma situação e trazer agravamento nos casos de dengue”, alertou.
Monteiro frisou que uma investigação de morte relacionada à dengue pode fazer com que a divulgação oficial ocorra com intervalo um pouco maior de tempo a partir da data do óbito. “Quando a pessoa falece, a declaração de óbito vem para o setor de Epidemiologia, que analisa a causa. Porém, nem sempre o fator descrito nesta declaração é de fato o motivo do falecimento. Por isso, muitas vezes é preciso investigação em uma apuração mais detalhada, e somente após é possível definir a causa final do óbito”, descreveu.
De forma permanente, mesmo com as temperaturas menores durante o inverno, a Saúde prossegue com ações combinadas e estratégicas de prevenção e enfrentamento à dengue. Este trabalho inclui as atividades de campo rotineiras com vistorias, limpezas e orientação a moradores em imóveis de todas as regiões de Londrina, conduzidas pelos Agentes de Combate a Endemias (ACEs). Também abrange verificações e bloqueios em imóveis e espaços onde há suspeita de dengue com ambiente propício à proliferação do mosquito transmissor, além de monitoramento por ovitrampas (armadilhas), mutirões e ações educativas junto à comunidade.
Disque-dengue – A população em geral conta com um canal ativo de comunicação para suporte relacionado ao tema. O telefone 0800 400 1893 recebe solicitações de vistorias, denúncias e indicações de locais que precisam ser visitados pela equipe de Endemias do Município. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h. Também existe a versão on-line, que pode ser acessada 24 horas por dia, pelo página: https://sisvas.londrina.pr.gov.br/index.php/denuncias




