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Festival de Música fortalece aprendizado de participantes de projetos culturais de Londrina

Para alunos de projetos patrocinados pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura, participação nas ações formativas do Festival de Música são oportunidade de crescimento

As oficinas oferecidas pelo Festival de Música de Londrina trazem professores e estudantes de vários cantos do Brasil. Mas também são uma oportunidade de aprendizado intensivo para quem mora na cidade e estuda um instrumento musical. É o caso de dois jovens participantes da Banda Marcial da Guarda Mirim. Ao longo do ano, o projeto oferece aulas gratuitas de sopro e percussão duas vezes por semana, no período matutino e vespertino. Nas férias escolares, Rafael e Miguel seguiram os estudos, aproveitando a oportunidade das aulas do Festival.  

Rafael Mariano da Silva Ramos é primeiro trumpete da Banda da Guarda Mirim de Londrina. Aluno do 9o ano do Ensino Fundamental, ele contou que começou a tocar o instrumento no projeto, há cerca de cinco anos. “Estou querendo muito tocar no festival, já aprendi um montão de coisas aqui com o professor Cícero”, comentou. Mesmo tendo uma rotina consolidada de aulas, ele comentou que o festival está sendo uma oportunidade importante para o aperfeiçoamento técnico no instrumento. “Estou aprendendo questões de embocadura, qualidade do som, estas coisas”, detalhou.  

O colega de banda Miguel Manfio Silva de Oliveira, que estuda no 7o ano, também participa da masterclass de metais com Cícero Cordão e já tem vontade de estar presente nos próximos festivais. “Está sendo uma experiência única. Eu nunca tinha participado, mas sempre tive vontade”, expressou o jovem músico, que toca flügelhorn. Além deles, o colega Gabriel Pereira também integra as atividades; todos se apresentam com a turma de metais neste sábado, às 16h, na programação dos Palcos Pedagógicos na Concha Acústica. 

Banda Marcial da Guarda Mirim de Londrina busca valorizar a importância da música para a formação humana integral, tanto no aprendizado teórico-prático de cada instrumento, quanto na prática de conjunto. Neste ano, o grupo realiza com patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) uma rodada de concertos nos distritos rurais do município, que já passou por Irerê e Espírito Santo, e ainda visitará outras seis localidades. A banda integra ainda um conjunto de ações realizadas em parceria pela Guarda Mirim com a Secretaria Municipal de Assistência Social de Londrina. 

Formação continuadaEste é o terceiro ano consecutivo em que educandos da Guarda Mirim têm a oportunidade de participar dessa experiência de aprendizado. Na avaliação do professor de música Edvaldo Aparecido Santin Junior, que incentivou a participação dos alunos da Guarda Mirim, o aprendizado no evento vai muito além da técnica musical. “A experiência tem sido muito rica, porque as aulas começam com um trabalho voltado aos fundamentos técnicos de cada instrumento e, depois, os alunos participam de práticas em conjunto. Então, eles estão convivendo e tocando com estudantes e músicos de várias partes do Brasil. Essa troca de experiências amplia a visão deles sobre a música e mostra diferentes formas de aprender e fazer arte”, apontou. 

Junior ressalta ainda que as atividades do Festival de Música proporcionam vivências novas de apresentação. “Eles estão aprendendo a lidar com o nervosismo, desenvolver mais segurança nas apresentações e tocar em grupos maiores, junto com participantes de outras turmas do festival”, comentou.  

Samba e choroA programação pedagógica do Festival de Música também tem a participação de músicos aprendizes da Oficina de Choro e Samba viabilizada ao longo do ano na cidade pelo Promic. Ao longo dessa semana, eles puderam conviver com professores vindos do Rio de Janeiro, onde atuam acompanhando grandes nomes da música popular brasileira.  

A percussionista Carla Santos é uma delas; ela participa há quatro anos das oficinas do Festival de Música, e desde 2025 estende os estudos na oficina ofertada ao longo do ano por meio do Promic. “São práticas que se somam, porque o festival sempre traz uma técnica nova e repertório novo. O conjunto muda, o que é algo muito importante na experiência musical coletiva. Aqui tocamos com outras pessoas e também com outros instrumentos na formação, como por exemplo este ano com a participação do acordeon”, contou, ao lado da colega Cecília Nakagawa, que também participa das duas programações. “Eu participo das formações de coral do festival desde 2018 e, mais recentemente, da programação de choro e samba. É maravilhoso, sempre se aprende coisas boas”, afirmou Nakagawa. 

A ampliação de repertório também foi destacada por Helton Corso, que iniciou o estudo do pandeiro há cerca de um ano, e intensificou o aprendizado frequentando a oficina semanal ao longo do primeiro semestre. “Esta tem sido uma semana muito interessante. Algumas músicas eu já conhecia, outras foram novas, e vieram ritmos novos também”, observou. 

As turmas de choro e samba se apresentam na programação dos Palcos Pedagógicos neste sábado (18), às 10h, em frente ao teatro Ouro Verde.  

Orquestra CamponesaVindos da área rural, seis integrantes do projeto Orquestra Camponesa no assentamento Eli Vive também participam da programação do Festival de Música. “Para nós, este é um momento de intensa vivência com a música. Participar do Festival tem a ver com o aperfeiçoamento da técnica musical, com a convivência, mas sobretudo com a socialização de oportunidades”, explicou o coordenador do projeto Igor de Nadai. A violinista venezuelana Carla Rincón, professora do Festival, esteve no assentamento na semana anterior ao evento, para conhecer o projeto e auxiliar na metodologia do ensino de instrumentos de cordas e iniciação musical. 

A Orquestra Popular Camponesa conta com apoio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC), por meio do Pronacampo via o Instituto Federal do Paraná (IFPR) e PROMIC/Londrina 

Festival segue até domingo (19)A 46a edição do Festival de Música de Londrina tem o patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura, o Promic. A programação pedagógica concedeu isenção da taxa de inscrição para professores de Educação Básica da rede pública, alunos do curso de Música da UEL, professores e alunos dos Colégios Hugo Simas e Aplicação, além de professores, oficineiros e alunos de projetos sociais. 

Iniciada no dia 10 de julho, a programação segue até este domingo (19), com oficinas e apresentações dos resultados da programação pedagógica, além da grade artística.

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