Boletim da Saúde aponta manutenção da circulação de vírus respiratórios em Londrina
Informativo também evidencia que metade dos atendimentos no Pronto Atendimento Infantil foi por síndrome gripal
O novo boletim informativo sobre Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aponta a manutenção da circulação de vírus respiratórios em Londrina, principalmente a Influenza A e B e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Também há presença do rinovírus e do adenovírus na cidade. O informativo é divulgado semanalmente pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS).
Segundo o boletim, na semana epidemiológica 28, referente ao período de 5 a 11 de julho, foram registrados 46 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com necessidade de internação, sendo 22 em adultos e 24 em crianças de até 12 anos, o que demonstra que essas doenças continuam exigindo atenção da população.
Além disso, desde o início do ano, Londrina registra 30 óbitos, sendo nove relacionadas à Influenza, seis ao Vírus Sincicial Respiratório e 15 sem identificação do agente causador. Foram registrados dois óbitos a mais do que na semana anterior, de dois pacientes do sexo masculino, ambos com comorbidades: um de 88 anos, em decorrência de Influenza A, e outro de 53 anos, por Vírus Sincicial Respiratório.

Na última semana, o Pronto Atendimento Infantil (PAI), referência municipal para urgências e emergências pediátricas, contabilizou 2.270 atendimentos. Desse total, 1.131 foram relacionados a casos de Síndrome Gripal, o que representa 50% dos atendimentos pediátricos de urgência.
Já as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Sabará e Centro, os Prontos Atendimentos (PAs) do União da Vitória, Leonor e Maria Cecília, somaram 13.567 atendimentos no mesmo período. Entre eles, 2.754 estiveram relacionados a síndromes gripais, representando 20% dos atendimentos em adultos.
A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, ressaltou que os números evidenciam que os vírus respiratórios podem evoluir para formas graves, especialmente em pessoas com maior risco. “Por isso, reforçamos que a vacina continua sendo a principal forma de prevenção dos casos graves e internações. Embora a cobertura vacinal tenha avançado, é fundamental que as pessoas que ainda não tenham se vacinado procurem a unidade de saúde mais próxima de sua residência ou os postos de vacinação extramuros que a Secretaria Municipal de Saúde vem desenvolvendo”, frisou.

Fabrin acrescentou que, além da vacina, a SMS recomenda que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com outras pessoas, mantenham a higiene adequada das mãos e utilizem máscara enquanto apresentarem sintomas respiratórios. “A colaboração da população é essencial para reduzir a transmissão e proteger quem é mais vulnerável”, destacou.
Cobertura vacinal atinge 57%
A cobertura vacinal contra a gripe entre os grupos prioritários (idosos, gestantes e crianças) está em 57%, abaixo da meta de 90% estabelecida pelas autoridades de saúde. Entre os idosos, a cobertura é de 59%; entre as crianças, 43%; e entre as gestantes, o número de mulheres vacinadas superou a estimativa inicial da população-alvo, resultando em uma cobertura vacinal de 129%.




