Fundo de vale na região oeste de Londrina ganha recomposição vegetativa
Intenção é plantar 800 árvores em uma área no Jardim Columbia devastada por incêndio no ano passado; inserção das mudas envolve mais de dez espécies nativas
A recuperação da cobertura vegetativa em um fundo de vale no Jardim Columbia, região oeste de Londrina, vem ganhando corpo por meio da atuação da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), que já fez o plantio de 300 árvores no local. Ao todo, cerca de 800 unidades estão previstas para essa recomposição na área localizada na avenida Juvenal Pietraroia, entre as ruas Sidney Miller e Procópio Ferreira, margeando o Ribeirão Esperança.
As atividades estão ocorrendo desde meados de julho, com previsão de serem finalizadas até o mês de agosto. O cronograma pode ser alterado por conta das condições climáticas.
Toda a execução é de responsabilidade de equipe própria da Sema, destacada pelo Viveiro Municipal, viabilizadora das mudas que formarão a nova faixa verde preservada. Caso as chuvas cessem, a programação será retomada na próxima semana.

A coordenadora do Viveiro Municipal de Londrina, espaço que integra a gerência de Áreas Verdes da Sema, Sirlei de Souza, informou que o plantio no fundo de vale está sendo realizado para recompor uma área que havia sofrido incêndio criminoso em outubro de 2025. “O replantio foi uma solicitação do Instituto Água e Terra do Paraná (IAT) e a Sema está conduzindo a inserção das mudas para renovar a vegetação, possibilitando a chegada de centenas árvores de várias espécies. Atos ilegais como esse devastam a vegetação e contaminam o riacho que passa por lá. A intenção, portanto, é propiciar proteção natural ao rio que passa pela área do vale, trazendo vida nova ao lugar, evitando acúmulo de lixos, invasões de pessoas e até criações de animais, como já ocorreu”, explicou.
Entre tipos frutíferos e não frutíferos, serão plantadas árvores como angico, pau-ferro, araçá, pitangueira, ingá, aroeira-pimenta e aroeira-salsa, pau formiga, cedro, jequitibá, paineira e sabão de soldado. “Cada espécie tem seu tempo de crescimento. A angico, por exemplo, cresce rápido, em cerca de três anos já forma uma árvore de bom tamanho, enquanto o jequitibá já demora muito mais. Disso vem a importância de plantarmos árvores de formação mais rápida, até para dar apoio às que demoram mais”, disse.
Segundo Souza, nas operações as aberturas no solo para colocar as mudas, chamadas de ‘berços’, são feitas pela equipe com suporte de trator. “São preparadas as sequências de mudas com um breve intervalo entre uma e outra, e usamos hidrogel no plantio, um composto para absorção de grande quantidade de água que vai sendo liberada gradualmente nas mudas, possibilitando o controle hídrico”, resumiu.




