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Escolas municipais e CMEIs expõem trabalhos sobre diversidade cultural e consciência negra

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Alunos das 184 unidades escolares do município produziram diversos materiais sobre temas que são trabalhados em sala de aula durante o ano

Até o dia 30 de novembro, a Secretaria Municipal de Educação (SME) está expondo uma série de trabalhos sobre consciência negra e diversidade cultural desenvolvidos pelos alunos das 184 unidades escolares do município, entre escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). As ações estão sendo realizadas conforme o calendário anual de cada instituição, mas principalmente no decorrer desta semana, em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado no último dia 20.

A Escola Municipal Arthur Thomas, localizada na região central, foi uma das unidades que reservaram um espaço para reunir alguns dos trabalhos feitos durante o ano letivo com a temática da diversidade cultural. No local estão expostos textos, desenhos, cartazes, cartas, colagens e ilustrações. De acordo com a coordenadora pedagógica da escola, Cristiane de Oliveira Tokairin, cerca de 570 alunos, de turmas do P5 ao 5º ano, produziram vários materiais com abordagem voltada a questões como a consciência negra, cultura afrobrasileira e indígena, diversidade cultural, entre outros.

Cristiane comentou que através da literatura, contação de histórias e práticas lúdicas os alunos puderam trabalhar os conteúdos e reforçar durante essa semana aquilo que vem sendo ensinado em sala de aula. “O envolvimento de todas as crianças, bem como a participação das famílias e o resultado dos trabalhos estão sendo muito enriquecedores”, contou.

Já a Escola Municipal Ruth Ferreira de Souza promoverá nesta sexta-feira (24), a Mostra Diversidade, com uma exposição de trabalhos realizados por alunos, com o tema diversidade. A mostra será aberta aos pais e à comunidade, que poderão visitar a exposição nos períodos matutino e vespertino. Pela manhã, das 11 às 12 horas e, à tarde, das 16h30 ás 17h30. A unidade escolar fica na Rua Camilo Simões, 326, no bairro Colinas.

Os trabalhos de 10 turmas, de 1º a 5º ano, da unidade escolar, incluem cartazes, bonecos e outras produções. A coordenadora pedagógica da escola, Márcia Donato Felicidade, frisou que a conscientização tanto dos alunos, quanto dos pais que visitarem a mostra, é o principal objetivo da atividade. “Queremos conscientizar que, independente de religião ou cor de pele, nós temos que respeitar o próximo”, justificou.

Márcia contou que não só a diversidade cultural, abordando as culturas afro-brasileira e indígena, mas também a religiosa, foram abordadas pelos alunos, sob a orientação dos professores.

A Escola Municipal Ruth Lemos vai realizar nesta sexta-feira (24) e sábado (25) uma Feira das Nações. A atividade terá início às 14 horas, nos dois dias, e será realizada no pátio da unidade escolar, localizada na Rua Francisco de Assis Ruiz, 533, no Conjunto Habitacional Luiz de Sá, região norte da cidade. A atividade é aberta à comunidade.

No local, haverá exposição de comidas e trajes típicos dos países; painéis com a história, a geografia e outras informações relevantes; apresentações de música e dança, exposição de bandeiras e de trabalhos realizados por alunos. “Esse ano será a primeira vez que vamos realizar a feira das nações e para isso estamos trabalhando o conteúdo de forma multidisciplinar. As crianças estão bastante empolgadas envolvidas com a atividade. Se tudo der certo, pretendemos fazer no ano que vem novamente”, explicou a auxiliar de supervisão da escola, Sílvia Cristina de Oliveira Casado.

Desde o início do ano letivo, os docentes estão trabalhando com as crianças sobre as diferenças culturais nas atividades de história, geografia, matemática, português e ciências. O objetivo é transmitir o conhecimento, o respeito e a valorização pelas culturas diferentes. Ao todo, 800 alunos estudam na unidade escolar, nos períodos vespertino e matutino. Eles estão matriculados do P5 até o 5º ano e têm de 6 a 11 anos de idade.

Identidade histórica – A professora Eliane Candoti, do Apoio Pedagógico de História da SME, enfatizou a importância de abordar e trazer à tona aos alunos e professores da rede municipal temas que fazem parte da identidade histórica e cultural do Brasil. “Vários conteúdos são trabalhados durante o ano com as crianças, envolvendo a consciência negra, aspectos culturais da África que ajudaram a construir a identidade do nosso país, cultura da população índigena, festas populares, do homem do campo, entre outras. São práticas recomendadas pelo Ministério da Educação e outras propostas pedagógicas trabalhadas pelas unidades escolares, sendo adaptadas à realidade de cada região”, explicou.

Para Eliane, os efeitos da aprendizagem dos temas e dos trabalhos produzidos pelos alunos são positivos e refletem na conduta pessoal e convivência no ambiente escolar. “Percebemos que as crianças, ao absorver e colocar em prática os conhecimentos conseguem melhorar sua postura, relacionamentos com os colegas, além da aceitação pessoal e com o outro. Há uma mudança no olhar dos alunos, que passam a entender o contexto no qual estão inseridos, passando a ter mais respeito com as pessoas e as diferenças. São formas de combater o racismo e o preconceito, e a participação da família e dos pais é essencial nesse processo, cuja troca de experiência acaba sendo muito frutífera para todos”, completou.

As ações integram o cronograma de ações pedagógicas que vêm sendo desenvolvidas desde o 1º bimestre deste ano, com alunos das 184 unidades escolares de ensino infantil e fundamental. As ações seguem o preconizado pelas Leis Federais 10.639/03 e 11.645/08. Além das exposições, também há apresentações culturais e artísticas em algumas das unidades escolares.

Outros espaços públicos de Londrina também estão expondo durante o mês de novembro essas produções, que incluem materiais diversos entre desenhos, cartazes, cartas, colagens, murais e ilustrações feitos pelas crianças. A população pode conhecer os trabalhos nos Centros de Convivência da Pessoa Idosa das regiões oeste e leste, na Biblioteca Central, na Biblioteca do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), no Centro Cultural Lupércio Luppi (Av. Saul Elkind) e na Biblioteca da Região Sul.

Foto: Ilustrativa

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