Alunos de escolas municipais participam da Feira de Inovação, Tecnologia e Ciências
Evento reúne 266 projetos de estudantes de 68 cidades; rede municipal de Londrina participa com 37 trabalhos desenvolvidos por alunos de 24 escolas
A Feira de Inovação, Tecnologia e Ciências (Fitec), que celebra 25 anos nesta edição, foi aberta nesta terça-feira (6) no Parque Ney Braga Eventos. A iniciativa segue até sábado (9), com a participação de 24 escolas municipais de Londrina em 37 trabalhos, reunindo pesquisas e experimentos desenvolvidos pelos alunos da rede municipal de ensino pela primeira vez. As exposições dos estudantes da rede serão realizadas no sábado (9), das 8h às 12h, no Pavilhão Internacional. Às 11h, eles receberão medalhas de participação.
Os trabalhos foram desenvolvidos pelos alunos da Educação Básica nas próprias escolas e abrangem diferentes áreas do conhecimento, como ciências, leitura e matemática, além de propostas voltadas ao aprendizado por meio do esporte. Cada experimento será apresentado em um estande próprio, disponibilizado pela organização da Fitec, com estrutura adequada para a exposição dos trabalhos.

Realizada pelo Instituto Trilhar, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Estação 43, com apoio da Prefeitura de Londrina, neste ano o evento reúne 266 projetos desenvolvidos por alunos de Ensino Fundamental e Ensino Médio de escolas públicas e privadas de 68 cidades do país. Os trabalhos apresentam soluções inovadoras voltadas a áreas como sustentabilidade, saúde, educação e tecnologia.
A solenidade de abertura contou com a presença do prefeito Tiago Amaral, que destacou a importância de aproximar os jovens da pesquisa, da inovação e da ciência de forma prática, estimulando-os a buscar soluções para problemas. “A grande pergunta aqui é como fazer os jovens entenderem a importância da pesquisa, da inovação, da ciência. É um assunto que parece ser muito complexo, muito difícil, mas, na prática, não é nada mais do que dar para eles um problema para que possam chegar à solução. Fazer perguntas sem entregar as respostas para que eles possam chegar à solução”, afirmou.

Tiago Amaral também ressaltou a relação da Fitec com o perfil de Londrina como polo de educação, pesquisa e inovação. “Estamos falando de mais de 260 projetos, mais de 60 cidades diferentes que vêm para Londrina há 25 anos, para participar deste grande evento que desperta a mente dos nossos jovens para a ciência. Isso tem tudo a ver com Londrina. Nós temos uma grande participação das nossas escolas municipais nesta edição e, no sábado (10), teremos um momento maravilhoso, pois essas crianças vão receber suas premiações. Isso é muito importante porque estimula o pensamento criativo e inovador nas crianças e adolescentes”, enfatizou.
A coordenadora da Fitec, Nabila Iasbik, ressaltou que o grande objetivo da feira é fazer com que os jovens tenham a curiosidade e vontade de pesquisar, que entendam que é possível produzir ciência e que todo esforço pode e deve ser reconhecido. “Aqui nós reconhecemos toda dedicação, todo esforço e sabemos que cada pesquisa surgiu de uma curiosidade, de uma pergunta e de algo que parte dos alunos e dos orientadores que se disponibilizam a auxiliar, orientar e a participar da feira”, frisou.
Ciência que nasce na escola
Participam da Fitec as Escolas Municipais América Sabino Coimbra, Anita Garibaldi, Aristeu dos Santos Ribas, Armando do Rosário Castelo, Arthur Thomas, Elias Kauam, Irene Aparecida da Silva, João XXIII, Mábio Gonçalves Palhano, Maestro Andrea Nuzzi, Maria Carmelita Vilela Magalhães, Maria Tereza Meleiro Amâncio, Nair Auzi Cordeiro, Nina Gardemann, Noêmia Alaver Garcia Malanga, Professor Moacyr Teixeira, Professora Ruth Ferreira de Souza, Professora Teresa Canhadas Bertan, Roberto Alves Lima Junior, Salim Aboriham, Sônia Parreira Debei, Suely Ideriha, Vilma Rodrigues Romero e Zumbi dos Palmares.
Entre os projetos apresentados está o “Leitura Colorida”, da Escola Municipal Professor Moacyr Teixeira, desenvolvido há cerca de dez anos para tornar o aprendizado da leitura mais lúdico. A iniciativa acompanha a evolução dos estudantes do 2º ao 5º ano por meio de um sistema de cores, permitindo que cada criança visualize seu próprio progresso. O acompanhamento considera o desenvolvimento individual ao longo do processo, sem estabelecer comparações entre os alunos.
Segundo a vice-gestora da escola Professor Moacyr Teixeira, Cristiane Domingues, a classificação do projeto como finalista representa um importante reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela equipe e reforça o compromisso da escola com a aprendizagem. Para ela, a conquista também serve de incentivo para dar continuidade à iniciativa.




